Câmara aprova PEC do fim da escala 6×1 e divide partidos

Governonotícias
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A Câmara dos Deputados aprovou a PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e abre caminho para o fim da escala 6x1. O texto prevê transição gradual de até 14 meses e garante duas folgas semanais, mas ainda precisa passar pelo Senado.

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho e abre caminho para o fim da escala 6×1 marcou um dos debates mais intensos do Congresso Nacional em 2026. 

O texto aprovado pela Câmara dos Deputados altera a Constituição Federal para reduzir a carga horária semanal de 44 para 40 horas e garantir ao menos duas folgas remuneradas por semana.

A proposta ganhou força após pressão popular, mobilização sindical e discussões sobre saúde mental, produtividade e qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. 

A seguir, entenda o que muda na prática com o fim da escala 6×1, como foi a votação na, quando as novas regras passam a valer e quais impactos para trabalhadores CLT durante o período de transição.

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Resumo da notícia
  • Aqui estão as 5 informações mais relevantes sobre a aprovação da PEC que pode acabar com a escala 6x1:
  • A Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a carga horária semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas, com implementação gradual em 14 meses. Isso significa que a jornada de trabalho será reduzida, criando condições para o fim da escala 6x1, onde o trabalhador trabalha 6 dias consecutivos e descansa apenas 1.
  • A PEC também exige que os trabalhadores tenham pelo menos 2 folgas remuneradas por semana, sendo uma delas preferencialmente aos domingos. Isso significa que os trabalhadores terão mais tempo para descansar e relaxar.
  • A redução da jornada de trabalho será gradual: a carga semanal cairá de 44 para 42 horas em 2 meses após a promulgação da PEC e chegará a 40 horas em 12 meses.
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O que muda na jornada de trabalho com a aprovação da PEC

O texto aprovado reduz a jornada de trabalho semanal de 44 horas para 40 horas, com implementação gradual em até 14 meses. 

A mudança foi aprovada pela Câmara dos Deputados ontem (27/05) e representa uma das maiores alterações nas regras trabalhistas desde a Reforma Trabalhista de 2017. 

Na prática, a PEC cria as condições para o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa apenas um.  

Com a nova regra, passa a existir a exigência constitucional de duas folgas remuneradas por semana, sendo uma delas preferencialmente aos domingos. 

A proposta altera diretamente o trecho da Constituição que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e mantém o limite de oito horas diárias de trabalho.

A redução da jornada será gradual: a carga semanal cairá de 44 para 42 horas em até dois meses após a promulgação da PEC e chegará a 40 horas em até 12 meses. 

Trabalhadores com diploma superior e renda acima de R$ 21,1 mil ficarão fora das novas regras. Apesar da aprovação na Câmara, o fim da escala 6×1 ainda depende do Senado. 

Como votaram os partidos na aprovação da PEC da escala 6×1

A votação da PEC mostrou forte apoio da Câmara ao projeto, mas também evidenciou divisões entre partidos de esquerda, centro e direita.

No primeiro turno, a proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. Houve ainda 18 ausências e uma obstrução parlamentar. Já no segundo turno, foram registrados 461 votos a favor e 19 contra, além de 33 ausências.

Todos os 65 deputados do PT votaram favoravelmente à proposta nos dois turnos. Partidos da base governista e legendas de centro também deram apoio massivo à PEC, defendendo a redução da jornada como medida de melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores.

Os votos contrários vieram principalmente de parlamentares ligados a partidos liberais e conservadores.

Entre os votos contra no primeiro turno estiveram:

  • PL: 11 votos
  • Novo: 4 votos
  • União Brasil: 2 votos
  • MDB: 2 votos
  • PSD: 1 voto
  • PP: 1 voto
  • Missão: 1 voto

Os parlamentares contrários argumentaram que a redução da jornada pode aumentar custos trabalhistas e pressionar setores que operam em escalas contínuas.

Com a aprovação na Câmara, a PEC segue agora para análise do Senado Federal. Para entrar em vigor, o texto ainda precisará ser aprovado em dois turnos pelos senadores antes da promulgação definitiva.

O que muda na prática para o trabalhador com o fim da escala 6×1

O impacto será mais perceptível para trabalhadores de setores que tradicionalmente operam com jornadas intensas e escalas contínuas. Comércio, supermercados, varejo, logística, saúde e serviços estão entre os segmentos mais afetados pelas novas regras.

A principal mudança será a redução da carga semanal máxima para 40 horas e a ampliação do tempo de descanso. A PEC não elimina as horas extras

Empresas continuarão podendo solicitar jornada adicional, desde que respeitem os limites previstos na CLT e acordos coletivos. Na prática, trabalhadores poderão continuar realizando horas extras remuneradas, especialmente em setores com alta demanda.

Os contratos vigentes não serão automaticamente encerrados ou refeitos. O período de transição de até 14 meses foi criado justamente para permitir adequações graduais em:

O trabalhador passará a ter direito a duas folgas remuneradas por semana, o que altera completamente a lógica da escala 6×1. Isso pode representar mais tempo para descanso, convívio familiar, estudos e recuperação física e mental.

Segundo pesquisa Datatudo sobre fim da escala 6×1, realizada com os leitores aqui do nosso blog em março de 2026, mostrou que 51% dos trabalhadores apontam o pouco tempo para descanso como a principal dificuldade da escala 6×1.

Outro dado relevante é que 44% dos entrevistados relacionam a escala 6×1 à perda de qualidade de vida, citando dificuldade para conciliar rotina pessoal e desgaste físico e mental. Confira o resultado:

Gráfico.

Quando o fim da escala 6×1 entra em vigor de vez?

A PEC do fim da escala 6×1 ainda precisa ser aprovada pelo Senado Federal antes de entrar em vigor, mas o texto já define que a redução da jornada ocorrerá de forma gradual ao longo de 14 meses. 

Após a promulgação, a carga semanal cairá inicialmente de 44 para 42 horas em até dois meses. Na etapa seguinte, as horas restantes serão reduzidas até atingir o limite de 40 horas semanais ao fim do período de transição

As novas regras começam a valer 60 dias após promulgação. Segundo o relator, deputado Leo Prates (Republicanos/ BA), o prazo foi incluído para permitir adaptação operacional de empresas e sindicatos. 

Trabalhador CLT: como se preparar financeiramente para essa mudança

Mudanças na jornada de trabalho podem afetar diretamente a organização financeira de muitos trabalhadores. Dependendo do setor, pode haver alterações em escalas, adicionais e até na composição da renda mensal durante o período de adaptação.

Por isso, esse pode ser um bom momento para reorganizar o orçamento e revisar despesas fixas. Nesse cenário, o Empréstimo Consignado CLT surge como uma opção de crédito com taxas mais baixas que o crédito pessoal e valor das parcelas descontado diretamente na folha de pagamento

Ter uma reserva de emergência ajuda o trabalhador a lidar com possíveis mudanças temporárias na renda durante a transição da nova jornada.  

A aprovação da PEC do fim da escala 6×1 abriu um novo capítulo nas discussões sobre jornada de trabalho, produtividade e qualidade de vida no Brasil. A proposta reduz a carga semanal e amplia o direito ao descanso, atendendo a uma demanda histórica. 

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FAQ

Perguntas frequentes

A PEC do fim da escala 6×1 já está valendo?

Ainda não. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora precisa passar pelo Senado Federal antes da promulgação.
Ainda tem dúvidas?

Quantas horas semanais terá a nova jornada?

A jornada semanal será reduzida de 44 para 40 horas, com implementação gradual em até 14 meses.
Ainda tem dúvidas?

Quem não será afetado pela nova regra?

Profissionais com diploma de nível superior e renda acima de aproximadamente R$ 21,1 mil ficarão fora das novas regras de jornada e controle de ponto.
Ainda tem dúvidas?

O trabalhador poderá continuar fazendo horas extras?

Sim. A PEC não acaba com as horas extras, desde que sejam respeitados os limites previstos na legislação trabalhista.
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Michael Pimenta Michael Pimenta

Jornalista, iniciou sua trajetória na meutudo na área de Customer Success, onde teve primeiro contato direto com o mercado financeiro. Atualmente integra o time de redatores do blog da meutudo, utilizando a experiência da formação para produzir conteúdos informativos e relevantes. Escreve sobre diversos temas ligados a finanças, benefícios e educação financeira, sempre com foco em tornar a informação mais acessível para as pessoas. Nos momentos livres, aprecia cinema, literatura, música e um bom café.

158 artigos escritos