BC emite novo aviso após intensificação de ataques cibernéticos
O Banco Central emitiu mais um alerta de incidente neste domingo (7), depois de identificar um novo ataque cibernético ao sistema financeiro nacional.
Desta vez, o alvo foi o banco Triângulo S.A. (Tribanco), ligado ao grupo atacadista Martins, que atua com serviços financeiros para o varejo.
De acordo com o comunicado, o ataque resultou na subtração indevida de valores financeiros e representa o quinto caso de invasão hacker em menos de três meses. O total já desviado por criminosos chega a cerca de R$ 1,5 bilhão.
Saiba como o crime organizado usou fraudes financeiras para desviar bilhões e o que o Banco Central decidiu para proteger os usuários do sistema.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui estão as informações mais importantes sobre o novo ataque ciberntico ao sistema financeiro nacional:
- O Banco Central emitiu mais um alerta de incidente após identificar um novo ataque ciberntico ao banco Tringulo S.A. (Tribanco), ligado ao grupo atacadista Martins, que atua com serviços financeiros para o varejo. O ataque resultou na subtração indevida de valores financeiros e representa o quinto caso de invaso hacker em menos de três meses.
- O total já desviado por criminosos chega a cerca de R$ 1,5 bilhão. O Banco Central recomendou medidas imediatas às instituições financeiras, incluindo o bloqueio de valores recebidos do Tribanco via SPI, rastreamento e retenção de fundos potencialmente desviados.
- As medidas emergenciais incluem bloqueios e reforço na segurança, com o objetivo de proteger os usuários do sistema. As criminosos podem estar utilizando o sistema de criptoativos para lavar o dinheiro roubado, uma tendência crescente nas fraudes digitais.
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Medidas emergenciais incluem bloqueios e reforço na segurança
Diante da gravidade do caso, o Banco Central recomendou medidas imediatas às instituições financeiras.
Entre elas:
- Bloqueio de valores recebidos do Tribanco via SPI (Sistema de Pagamentos Instantâneos)
- Solicitação às corretoras de criptoativos para rastreamento e retenção de fundos potencialmente desviados
- Reforço na autenticação dos sistemas de pagamento com múltiplas etapas de verificação
- Monitoramento intensivo das transações suspeitas
Essas ações indicam que os criminosos podem estar utilizando o sistema de criptoativos para lavar o dinheiro roubado, uma tendência crescente nas fraudes digitais.
Saiba mais: Como não cair em golpes?
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E2 Pay também foi alvo: valores ainda estão sendo apurados
No sábado (6), outro ataque foi registrado contra a E2 Pay, uma empresa que presta serviços de gateway de pagamento.
Embora a empresa afirme que não houve comprometimento do sistema, o caso gerou novo alerta do BC.
Segundo a E2 Pay, já foram iniciados procedimentos de verificação interna, e nenhuma outra conta estaria em risco.
O advogado da empresa afirmou que o montante subtraído continua sendo apurado. A E2 destacou que a entidade citada no alerta do BC (E2 Pay) não é a mesma que atua como instituição de pagamento autorizada, mas sim uma prestadora de serviços.
O dinheiro teria sido encaminhado para cerca de 400 contas diferentes, indicando a ação de uma rede organizada de laranjas.
Medidas regulatórias tentam conter avanço do crime organizado
As ocorrências recentes reacenderam o debate sobre a vulnerabilidade do sistema financeiro frente ao crime organizado.
O BC já havia anunciado um pacote de medidas na sexta-feira (5), que inclui:
- Limite de R$ 15 mil em transações Pix e TED feitas por instituições não autorizadas
- Exigência de autorização prévia para operação de novas instituições de pagamento
- Aumento no rigor da certificação de prestadores de serviços de tecnologia (PSTI)
As decisões vêm após a Operação Carbono Oculto, que revelou a infiltração de organizações criminosas, como o PCC, em setores econômicos formais, incluindo o financeiro.
A Febraban reforçou a gravidade da situação, o presidente da federação, Isaac Sidney, relatou que o quadro de ataques é crítico e demonstra a audácia do crime organizado, que encontrou uma maneira de entrada para fraudes.
Confira: O que é a verificação em duas etapas da conta Gov.br?
Entidades do setor pedem regulação mais firme e vigilância constante
Diante da intensificação dos ataques cibernéticos contra instituições financeiras, entidades representativas do setor reforçaram a importância de medidas mais rígidas e de uma atuação regulatória constante por parte do Banco Central.
Para essas organizações, a segurança digital precisa acompanhar o ritmo acelerado de inovação no sistema financeiro, exigindo atualização contínua dos mecanismos de proteção.
Além disso, as entidades defendem uma fiscalização mais rigorosa sobre as instituições que operam no setor, especialmente aquelas que utilizam brechas regulatórias para facilitar ações fraudulentas.
Também há um consenso de que a colaboração entre setor privado e poder público deve ser ampliada, com trocas de informações mais eficientes e ações coordenadas para identificar e bloquear práticas criminosas, como o uso de contas laranja, operações com criptoativos e mecanismos que dificultam o rastreamento de recursos.
Leia mais: Como saber se um site é seguro e não golpe?
O cenário recente, marcado por desfalques milionários, reforça a necessidade de uma estrutura de segurança mais robusta, com regras claras e aplicadas de forma preventiva, e não apenas após a ocorrência dos crimes.
O cenário atual exige respostas rápidas e coordenadas. O volume crescente de ataques mostra que a criminalidade financeira está evoluindo em sofisticação e alcance, exigindo das autoridades uma atuação rigorosa e em tempo real.
O pacote anunciado pelo Banco Central é um passo necessário, mas especialistas e entidades do setor reconhecem que será preciso reforçar os mecanismos de controle, rastreamento e punição, além de fechar as brechas tecnológicas que estão sendo exploradas.
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Perguntas frequentes
O que é o SPI citado pelo Banco Central?
O SPI (Sistema de Pagamentos Instantâneos) é a estrutura que viabiliza transações em tempo real no Brasil, como o Pix. Ele permite transferências de valores 24 horas por dia.
Por que os hackers usam criptoativos para realizar lavagem de dinheiro?
Criminosos usam criptomoedas por oferecerem anonimato e facilidade para transações internacionais, dificultando o rastreamento dos recursos roubados.
Como o Banco Central está reagindo aos ataques cibernéticos?
Além de emitir alertas, o BC limitou transações via instituições não autorizadas, endureceu regras de credenciamento e passou a exigir autorização prévia para novas instituições operarem.
Como os consumidores podem se proteger de ataques cibernéticos financeiros?
Consumidores devem evitar clicar em links suspeitos, verificar a legitimidade das instituições com que interagem e notificar o banco em caso de movimentações não reconhecidas.