Alimentação pesa no bolso tanto quanto os gastos com moradia; diz pesquisa
Em uma pesquisa recente que realizamos aqui no blog da meutudo, os dados mostram que os gastos com alimentação representam 23% das despesas cobertas pelo salário mínimo.
Com preços em alta, a alimentação pesa no orçamento quase tanto quanto a moradia, dificultando o equilíbrio financeiro, principalmente para famílias de baixa renda.
Confira os detalhes da pesquisa, quais alimentos ficaram mais caros em 2025 e práticas que podem ajudar a economizar nas compras do dia a dia. Continue a leitura!
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Gastos com alimentação representam 23% das despesas cobertas pelo salário mínimo, quase igualando o peso da moradia no orçamento.
- Cesta básica em janeiro de 2025 custa em média R$ 850,00, consumindo 56% do salário mínimo, impactando o poder de compra de alimentos.
- Alimentos essenciais como carnes, café, óleo de soja, laranjas e açúcar tiveram aumentos significativos em 2025.
- Estratégias de economia como planejamento de compras, comparação de preços, escolha de alimentos da estação e redução de desperdícios são essenciais para lidar com os altos preços dos alimentos.
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Alimentação representa 23% nas contas que um salário mínimo precisa cobrir
De acordo com nossa pesquisa do Datatudo, 23% do salário mínimo é destinado à alimentação, tornando-se um dos principais gastos no orçamento mensal.
Com o salário mínimo de 2025 fixado em R$ 1.518,00, esse percentual de 23% para a alimentação corresponde a R$ 349,14.
No entanto, de acordo com estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta básica no Brasil em janeiro de 2025 custa, em média, R$ 850,00, representando 56% do salário mínimo.
Como esse valor ultrapassa o percentual médio de 23%, muitos trabalhadores podem acabar consumindo menos alimentos ou optando por produtos com menor valor nutricional para caber no orçamento disponível no salário mínimo.
Leia também: Como a população entende o aumento salarial?
Além da alimentação e moradia, outras despesas importantes também têm comprometido grande parte do orçamento de trabalhadores que recebem um salário mínimo.
Confira a distribuição dos gastos dos participantes da nossa pesquisa que recebem um salário mínimo no Brasil:
| Distribuição dos gastos no orçamento de um salário mínimo | |
|---|---|
| Categoria de gasto | Percentual do salário mínimo |
| Moradia (aluguel) | 24% |
| Alimentação | 23% |
| Contas básicas (água, luz, internet) | 22% |
| Saúde (remédios, consultas) | 19% |
| Educação | 12% |
Com a alimentação consumindo quase um quarto do salário mínimo e a cesta básica custando mais da metade do piso nacional, muitas famílias precisam reorganizar suas finanças para garantir o essencial.
O impacto da alta nos preços dos alimentos reforça a necessidade de estratégias para economizar e evitar comprometer outras despesas.
Quais os alimentos que ficaram mais caros em 2025?
Em 2025, diversos alimentos essenciais registraram aumentos significativos de preço, impactando diretamente o orçamento das famílias brasileiras.
Entre os principais itens que sofreram reajustes estão:
- Carnes: as carnes tiveram um aumento médio de 20,84%, com destaque para cortes como acém, que subiu 25,24%
- Café moído: o café registrou uma alta de 39,6%
- Óleo de soja: este item básico na cozinha brasileira aumentou 29,21%
- Laranja-lima e laranja-pera: essas variedades de laranja tiveram aumentos de 91,03% e 48,33%, respectivamente
- Açúcar: o açúcar também apresentou elevação nos preços, embora o percentual exato não tenha sido especificado
Esses aumentos são atribuídos a diversos fatores, incluindo condições climáticas, problemas no transporte e distribuição dos produtos e variação do dólar.
A alta nos preços desses alimentos básicos reforça a necessidade de estratégias de economia e planejamento financeiro para as famílias brasileiras.
Práticas que podem ajudar a economizar mais nas compras de alimentos
Com os preços dos alimentos em alta, adotar estratégias para economizar nas compras do dia a dia se tornou fundamental.
Pequenas mudanças de hábito podem fazer uma grande diferença no orçamento familiar. Por isso, confira algumas práticas que ajudam a economizar no mercado:
- Planeje suas compras: faça uma lista antes de ir ao mercado para evitar compras impulsivas e focar nos itens essenciais
- Compare preços: pesquise preços em diferentes supermercados e aproveite promoções para economizar em itens básicos
- Prefira alimentos da estação: frutas, legumes e verduras da safra costumam ser mais baratos e mais frescos
- Evite desperdícios: aproveite melhor os alimentos, armazenando corretamente e utilizando sobras para novas receitas
- Compre a granel: alguns produtos, como grãos e temperos, costumam ser mais baratos quando comprados no peso
- Fique de olho nos descontos: muitos mercados oferecem descontos em horários específicos ou para compras em grandes quantidades
- Dê preferência a marcas mais acessíveis: marcas próprias dos supermercados geralmente oferecem boa qualidade por um preço menor
Com essas práticas, é possível aliviar o impacto da alta dos alimentos no orçamento e manter uma alimentação equilibrada sem comprometer outras despesas básicas.
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Perguntas frequentes
Quais alimentos mais subiram de preço em 2025?
Os alimentos que mais tiveram aumento em 2025 incluem carnes, café, óleo de soja, laranja e açúcar, com reajustes que chegaram a 91% em alguns produtos.
Por que os preços dos alimentos estão tão altos em 2025?
O aumento dos preços dos alimentos está ligado a fatores como condições climáticas, inflação, custo dos insumos agrícolas e variação do dólar, que impactam a produção e a distribuição.
Quanto do salário mínimo é gasto com alimentação?
De acordo com os participantes da nossa pesquisa do datatudo em dezembro de 2024, 23% do salário mínimo é destinado à alimentação. Em 2025, isso equivale a R$ 349,14, mas esse valor não cobre o custo médio da cesta básica no Brasil.
Onde acompanhar reajustes no preço dos alimentos?
Para acompanhar os preços dos alimentos, consulte o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), pesquisas de inflação e órgãos oficiais, além de monitorar promoções e variações de preços nos supermercados.