Comissão da câmara analisará mudanças no projeto de motoristas de aplicativos
A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados está revisando um projeto de lei que regulamenta o trabalho dos motoristas de aplicativos.
As sugestões iniciais do relator incluem a redução das contribuições previdenciárias dos motoristas e a limitação das taxas cobradas pelas empresas de plataforma.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Comisso da Cmara dos Deputados revisa projeto de lei que regula trabalho de motoristas de aplicativos
- Proposta do relator inclui reduo da contribuio ao INSS dos motoristas de 7,5% para 5%
- Sugesto de limitar taxa de intermediao das plataformas a 30% do valor das corridas
- Motoristas teriam direito a recusar corridas, definir critrios de aceitao de passageiros e descansar 11 horas a cada 24 horas
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Proposta de redução das contribuições previdenciárias
Uma das principais mudanças propostas pelo relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), é a diminuição da contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de 7,5% para 5% para os motoristas.
Originalmente, o governo propôs que a contribuição total ao INSS fosse de 27,5% do valor das corridas, sendo 20% pagos pelas empresas e 7,5% pelos trabalhadores.
Com a nova proposta, esses percentuais seriam ajustados para 22,5% e 5%, respectivamente.
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Limitação das taxas de intermediação
Outra alteração é a proposta de limitar a taxa de intermediação das plataformas a 30% do valor das corridas.
Atualmente, os motoristas reclamam de taxas que podem chegar a 40%.
Se aprovada, essa mudança garantiria que 70% do valor das corridas ficassem com os motoristas, melhorando assim suas condições financeiras.
Hora mínima e autônomo
O projeto inicial do governo também propôs o pagamento de uma hora mínima no valor de R$ 32,10, dividida em R$ 8,03 para serviços prestados e R$ 24,07 para cobrir custos como combustível, manutenção do veículo e seguro. No entanto, essa proposta está em debate e pode ser eliminada.
O relator também sugere que os motoristas de aplicativo sejam considerados trabalhadores autônomos, excluindo a possibilidade de enquadramento como microempreendedor individual (MEI) ou de reconhecimento de vínculo empregatício com as plataformas.
Confira: O que é CLT? Entenda a importância para os trabalhadores
Descanso obrigatório
O relator também destacou que “dentro de um período de 24 horas, o motorista deverá observar um período obrigatório de repouso de pelo menos 11 horas, durante o qual deverá permanecer desconectado de todas as plataformas”.
No entanto, esse período de descanso pode ser fracionado, desde que haja um mínimo de 6 horas ininterruptas de descanso.
Veja: Descanso Semanal Remunerado (DSR) o que é e como calcular?
Direitos dos motoristas
Para atender às demandas dos motoristas, várias concessões foram propostas, incluindo o direito de recusar corridas sem penalidades.
Os motoristas poderiam:
- Escolher as áreas em que não desejam rodar
- Definir critérios mínimos de avaliação para aceitar passageiros
- Recusar passageiros acompanhados de animais, exceto aqueles previstos em lei
- Rejeitar corridas com passageiros diferentes do usuário que solicitou a corrida
- Recusar corridas que excedam o número permitido de passageiros
- Rejeitar corridas em áreas consideradas inseguras
- Recusar viagens com excesso de bagagem
- Encerrar viagens com passageiros que apresentem comportamentos agressivos ou perigosos
- Cancelar corridas se o passageiro não estiver no ponto de partida
Aproveite para ler: Direitos trabalhistas garantidos pela lei: quais são eles?
Depois de passar a proposta, ela será encaminhada para a Comissão de Trabalho e para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Então, vai para a análise em plenário.
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Perguntas frequentes
O que está sendo debatido na na Câmara dos Deputados?
A comissão está discutindo um projeto de lei que regulamenta o trabalho dos motoristas de aplicativos, incluindo mudanças nas contribuições previdenciárias e limitações nas taxas de intermediação das plataformas.
Quais são as principais mudanças propostas?
As principais mudanças incluem a redução da contribuição ao INSS para 5% para os motoristas e a limitação das taxas de intermediação das plataformas a 30%.
Os motoristas de aplicativos serão considerados empregados das plataformas?
Não, a proposta prevê que os motoristas sejam considerados trabalhadores autônomos e não terão vínculo empregatício com as plataformas.
Quais direitos os motoristas terão sob a nova regulamentação?
Os motoristas poderão recusar corridas sem penalidades, escolher áreas de atuação, definir critérios mínimos de avaliação para passageiros e rejeitar corridas em várias circunstâncias, como excesso de bagagem ou áreas inseguras.