Como se preparar para o fim do aumento da margem de 5%?
No dia 31 de dezembro chega ao fim o aumento de 5% da margem consignável. Criada em 2020 e prorrogada em 2021, tinha como objetivo ajudar os aposentados e pensionistas com os impactos da pandemia.
Com o vencimento da medida, o “pedaço” de 5% a mais adicionado na margem, deixa de existir. Saindo de 40% e voltando aos 35% para empréstimo e cartão de crédito.
Aos segurados do INSS é importante ficar por dentro do fim da margem emergencial do consignado, pois com isso é possível se preparar para não sofrer grandes impactos financeiros.
O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- A margem consignável de 5% para aposentados e pensionistas chegará ao fim em 31 de dezembro, voltando ao limite de 35%.
- É importante se preparar para o fim da margem adicional, pois isso pode impactar financeiramente os segurados do INSS.
- Projetos como a margem social e o aumento para 45% foram propostos como alternativas, porém aguardam aprovação no Congresso.
- Recomenda-se antecipar empréstimos consignados antes de janeiro de 2022, quando quem usou 30% da margem não poderá mais contratar.
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Mas o que vai acontecer com a margem consignável?
A partir do dia 31 de dezembro, a margem adicional vai expirar voltando a ser de 35%.
Portanto, se quer contratar consignado este é o momento. Até porque na última reunião do Copom do Banco Central, a expectativa é que a Selic suba novamente, aumentando as taxas.
Projetos de aumento da margem
Como alternativa, já foram pensados alguns projetos como medidas temporárias ao fim da margem.
Como o da margem social, que sugere a criação de uma linha especial de crédito voltada para quem está negativado.
Outra alternativa criada foi a proposta do aumento da margem consignável para 45%.
Mesmo com toda pressão, as propostas continuam paradas no Congresso Nacional, sem nenhuma ideia de quando serão aprovadas.
Veja como se preparar para o fim da margem
Para te ajudar a passar por essa mudança da margem, separamos algumas alternativas financeiras e o que pode acontecer.
1. Antecipe seu empréstimo consignado
Para quem ainda não comprometeu todo o limite da margem consignável e tem os 35% livres, esse é o momento de contratar.
Isso porque a partir de janeiro de 2022 quem já usou a margem 30% da margem não poderá contratar novos empréstimos.
Se você precisa de crédito agora ou acredita que em breve vai precisar, é importante aproveitar enquanto tem limite para contratar um novo consignado.
2. Margem negativa
Para quem usou ou vai usar o aumento de 5% da margem, assim que a margem emergencial deixar de valer, no dia 31 de dezembro, ficarão com a margem negativa.
O problema continua sem solução. Mas o aumento do salário mínimo 2022, que altera também o valor da margem, pode ajudar.
Qual será a nova margem com o reajuste?
Como acontece todo início de ano, o piso e o teto do INSS são reajustados de acordo com o aumento do salário mínimo nacional. Isso altera também o valor de margem consignável que os beneficiários têm para utilizar.
Para o ano que vem o reajuste até agora previsto é um aumento de 11,04%, o que faz o valor sair de R$ 1.100,00 para R$ 1.221,88.
Ou seja, se o valor previsto se concretizar, quem recebe um benefício equivalente a um salário mínimo, por exemplo, terá uma margem de R$ 427,65, um adicional de R$ 42,65.
Perguntas frequentes
Até quando vale o aumento da margem consignável?
De acordo com o Projeto de Lei 4.367/21, a margem consignável de 40% será válida até 31 de dezembro de 2022.
O que é margem livre ou disponível para consignado?
Margem livre ou disponível é o valor da margem consignável que ainda não foi utilizado para o pagamento das parcelas do empréstimo consignado.
Qual o limite da margem consignável?
Para beneficiários do Auxílio Brasil, empregados celetistas, servidores públicos ativos e inativos, pensionistas, militares e empregados públicos, a margem é de 40%. Já aposentados do INSS, beneficiários do BPC ou Renda Mensal Vitalícia o limite é 45%.
O que significa margem consignável para empréstimo?
Margem é o quanto você pode comprometer da renda líquida mensal para pagamento dos empréstimos.