Processo contra o INSS pode limitar valores atrasados; STJ esclarece novas regras

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Decisão do STJ pode limitar valores atrasados do INSS para quem entra na Justiça sem permitir análise adequada do pedido.

Quem precisa de um benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e não consegue a concessão pode recorrer à Justiça.

Mas na última quarta-feira (9), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o segurado precisa, antes, dar ao instituto a oportunidade de analisar corretamente o pedido.

Essa decisão pode afetar o pagamento dos valores atrasados do INSS quando o benefício é concedido pela Justiça.

O STJ também esclareceu como devem funcionar as análises automáticas feitas pelos sistemas do INSS.

A seguir, confira todos os detalhes dessa decisão.

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Resumo em 1 minuto

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu em 9 de agosto de 2023 que o segurado do INSS deve apresentar um pedido administrativo com documentação mínima antes de recorrer à Justiça para concessão de benefícios, o que pode limitar o pagamento de valores atrasados. A medida visa garantir que o INSS tenha a oportunidade de analisar corretamente o pedido antes de uma ação judicial, afetando o cálculo dos atrasados quando o benefício é concedido pela Justiça.

  • Data da decisão: 9 de agosto de 2023
  • Tema do STJ: Tema 1.124, sobre necessidade de pedido administrativo com documentos mínimos
  • Benefícios abrangidos: aposentadorias, pensões, auxílios, salário-maternidade e Benefício de Prestação Continuada (BPC)
  • Condição para valores atrasados: envio de documentação suficiente e análise adequada pelo INSS antes da ação judicial
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O que muda para quem busca benefícios do INSS na Justiça?

O STJ manteve o entendimento de que o segurado precisa apresentar um pedido administrativo com documentação mínima antes de entrar com um processo contra o INSS.

Quando a pessoa recorre diretamente à Justiça sem permitir que o instituto analise adequadamente o pedido, pode não haver direito aos valores atrasados do INSS desde a data do requerimento administrativo.

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Nesses casos, os valores atrasados podem começar a ser contados a partir de uma data mais recente, como o dia em que o INSS foi oficialmente chamado para participar do processo judicial.

A regra faz parte do Tema 1.124 do STJ, que explica justamente sobre a necessidade do segurado apresentar um pedido administrativo com informações e documentos suficientes para que o INSS possa analisar o caso.

O Tema também define como devem ser calculados os valores atrasados quando o benefício é concedido ou revisado pela Justiça.

No entanto, isso não significa que toda pessoa que entrar na Justiça perderá automaticamente os valores atrasados. A situação precisa ser analisada de acordo com o que aconteceu durante o pedido administrativo.

A regra é válida para pedidos de aposentadorias, pensões, auxílios, salário-maternidade e Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Entenda mais: Processo administrativo INSS 

Quando o segurado ainda pode receber os valores atrasados do INSS?

O segurado pode ter direito aos valores atrasados do INSS desde o dia em que fez o pedido. Isso se tiver enviado documentos suficientes para que o instituto entenda e analise a situação.

Se faltar alguma informação ou prova, o INSS deve avisar o segurado e permitir que ele envie os documentos que faltam antes de negar o benefício.

“Em muitos casos, o segurado não sabe exatamente quais documentos precisa apresentar e depende da orientação do INSS. Se o Instituto não orienta, não faz exigência ou não analisa corretamente o pedido, o cidadão não pode ser punido com a perda de valores atrasados”, afirma Jane Berwanger, diretora de atuação judicial do IBDP.

Isso também vale quando o pedido é analisado automaticamente pelo sistema. Se o sistema identificar que faltam documentos, o segurado deve ser informado e ter a chance de completar o pedido.

Entenda: Quando vale a pena entrar com recurso contra decisão do INSS? 

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Como ficam os pedidos do INSS analisados por robôs?

O STJ também manteve a possibilidade do INSS usar sistemas automáticos para conceder benefícios.

Dessa forma, não é necessário que um servidor faça manualmente todas as etapas de cada pedido. A análise automatizada pode continuar sendo utilizada para acelerar a concessão.

O problema aparece quando o sistema identifica que são necessários documentos ou informações adicionais.

Nessa situação, o segurado deve ser orientado sobre o que precisa apresentar. O pedido não pode ser simplesmente negado sem que haja a possibilidade de regularização.

Entenda: Requerimento benefício em análise 

O que fazer antes de entrar com processo contra o INSS?

Antes de entrar com um processo contra o INSS, é importante acompanhar o pedido administrativo e verificar se existe alguma exigência ou pendência.

Se o instituto pedir novos documentos, o segurado deve cumprir a exigência dentro do prazo. Também é importante guardar protocolos, documentos enviados e outras informações relacionadas ao requerimento.

Caso o pedido seja negado, é preciso verificar o motivo da negativa e avaliar quais são os próximos caminhos. Dependendo da situação, pode ser necessário apresentar um novo requerimento ou buscar a Justiça.

Leia mais: BPC/LOAS negado pelo INSS? O que fazer para aprovação 

A decisão do STJ reforça que o segurado deve permitir que o INSS conheça e analise adequadamente o pedido antes de levar a mesma questão ao Judiciário.

Por isso, acompanhar o processo administrativo pode fazer a diferença não apenas para conseguir o benefício, mas também para definir a partir de quando os valores atrasados do INSS poderão ser pagos.

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FAQ

Perguntas frequentes

Quanto tempo demora para receber os valores atrasados do INSS?

Caso o pedido seja feito diretamente ao INSS, os valores retroativos costumam ser pagos em até 30 a 45 dias após a concessão ou revisão do benefício. Se o pedido é feito na Justiça, o pagamento pode ser realizado em até 60 dias após a ordem de pagamento emitida pelo juiz ou em mais de um ano.
Ainda tem dúvidas?

Quem entra na Justiça contra o INSS perde os valores atrasados?

Não necessariamente. A perda dos atrasados desde o requerimento pode ocorrer quando o segurado não permitiu que o INSS analisasse adequadamente o pedido ou não apresentou a documentação mínima necessária.
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O INSS pode usar robôs para analisar benefícios?

Sim. O STJ manteve a possibilidade de concessão automática de benefícios. Porém, quando forem necessários documentos adicionais, o segurado deve ser orientado a apresentá-los.
Ainda tem dúvidas?

O que fazer antes de entrar com processo contra o INSS?

O segurado deve acompanhar o pedido administrativo, cumprir eventuais exigências e verificar o motivo de uma negativa. Só depois deve avaliar se é necessário apresentar novo pedido ou recorrer à Justiça.
Ainda tem dúvidas?

Quando o INSS deve permitir a complementação de documentos?

Quando o segurado apresenta documentação suficiente para que o pedido seja analisado, mas faltam provas para conceder o benefício, o INSS deve abrir uma exigência para permitir a complementação.
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Fábela Quintiliano Fábela Quintiliano

Fábela Quintiliano é formada em Letras e atua na meutudo desde 2021. Já passou pelas áreas de análise e liderança em Customer Experience, onde desenvolveu experiência em crédito consignado. Hoje, integra o time de SEO & Conteúdo como redatora, produzindo textos sobre crédito, finanças do cotidiano e organização financeira. Também colabora na pesquisa, desenvolvimento e revisão de notícias em destaque. Apaixonada por gatos, viagens e crochê, transforma os momentos livres em inspiração e arte.

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