Entidades usaram RG para burlar biometria de aposentados, aponta INSS
A fraude com aposentados no Brasil ganhou novos contornos após revelações da Controladoria-Geral da União (CGU). Entidades envolvidas na “Farra do INSS” usaram cópias de RG e imagens manipuladas no lugar de selfies para filiar aposentados a associações, gerando descontos indevidos.
Essas imagens fraudulentas teriam sido utilizadas para simular a biometria facial exigida pelo INSS desde 2024. Porém, mesmo com a exigência de segurança reforçada, entidades teriam encontrado formas de burlar o sistema com a ajuda de empresas de tecnologia.
Segundo a CGU e a Polícia Federal, o esquema movimentou bilhões de reais e resultou em prejuízo direto a milhares de aposentados que desconheciam qualquer vínculo com as entidades responsáveis pelos descontos em seus benefícios. Confira mais, a seguir.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui estão as informações mais relevantes da notícia em bullet points:
- Entidades envolvidas na "Farra do INSS" usaram cpias de RG e imagens manipuladas para burlar a biometria facial e filiar aposentados a associaes, gerando descontos indevidos, e movimentaram bilhes de reais.
- A CGU identificou que diversas entidades utilizaram cpias de RG simples no lugar das selfies exigidas pelo INSS para validar a biometria facial, e essas imagens eram inseridas nos formulrios de filiao.
- Empresas ligadas a dirigentes das entidades contrataram empresas de biometria para desenvolver sistemas para facilitar a criao e validao de fichas falsas de filiao e arrecadaram R$ 2,2 bilhes entre 2019 e 2024.
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Fraude usava cópias de RG no lugar de selfies
A CGU identificou que diversas entidades utilizaram cópias simples de RG, algumas em preto e branco ou coloridas artificialmente, no lugar das selfies exigidas pelo INSS para validar a biometria facial.
Essas imagens eram inseridas nos formulários de filiação, nos campos reservados para comprovar que o aposentado havia autorizado sua inclusão na associação.
Em vários casos, as fotos utilizadas eram de décadas atrás, evidenciando a tentativa de manipular o sistema de identificação.
Mesmo quando fotos legítimas eram apresentadas, aposentados afirmaram à Justiça que nunca enviaram tais imagens ou autorizaram qualquer vínculo.
Descubra: Como acompanhar o reembolso de descontos irregulares do INSS?
Como consequência, juízes têm desconsiderado a validade dessas “provas” e condenado as entidades envolvidas.
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Empresas ligadas a dirigentes validavam os próprios contratos
As fraudes não se limitaram ao uso indevido de fotos. A investigação também revelou que algumas entidades contrataram empresas de biometria controladas pelos próprios presidentes das associações.
Um dos casos envolve a AASPA, presidida por Anderson Ladeira, que também é dono da empresa responsável pelas assinaturas digitais da entidade, a Dataqualify.
Entre as empresas investigadas estão:
- Power BI Software Tecnologia
- Dataqualify Desenvolvimento, Assessoria e Dados
- Confia Tecnologia da Informação
Essas companhias desenvolveram sistemas para facilitar a criação e validação de fichas falsas de filiação.
Segundo a CGU, as ferramentas foram usadas para burlar exigências legais e facilitar os descontos automáticos nos benefícios dos aposentados.
Saiba mais: O que é a fraude INSS?
As entidades que contrataram essas empresas arrecadaram, juntas, R$ 2,2 bilhões entre 2019 e 2024.
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Juízes desconsideram assinaturas e biometria em ações judiciais
Em ações na Justiça, diversas entidades tentaram apresentar contratos com assinatura digital como prova de filiação.
No entanto, em vários casos, a geolocalização dos documentos apontava locais incompatíveis com a residência dos aposentados, gerando suspeitas de falsificação.
Por exemplo, em um dos processos, a entidade Aasap apresentou um contrato assinado digitalmente, mas a localização apontava São Paulo, enquanto o aposentado morava há 580 km de distância. O juiz desconsiderou a assinatura como prova e a entidade foi condenada.
Além disso, há registros de associações com vínculos diretos com políticos ou pessoas influentes, como o caso do Sindnapi, que tem como dirigente Frei Chico, irmão do presidente Lula.
A série de fraudes reveladas pela CGU e pelo INSS mostra a gravidade do uso indevido da biometria facial e de documentos falsificados para aplicar descontos ilegais em aposentadorias.
Apesar das exigências de segurança, entidades e empresas encontraram formas de burlar o sistema e lesar idosos em todo o país. A operação da Polícia Federal e as investigações da CGU seguem em andamento.
Leia mais: Golpes mais comuns no INSS
Campanha Sem Susto no INSS da meutudo
Beneficiários do INSS que desejam se prevenir contra possíveis descontos indevidos em seus benefícios, agora podem contar com a campanha de prevenção da meutudo.
Aqui na meutudo, desenvolvemos a campanha Sem Susto no INSS, que permite testar seu benefício, de forma simples e descomplicada.
Aposentados e pensionistas podem checar descontos indevidos, verificar o extrato do benefício, conferir a margem utilizada e comparar contratos.
Com a gente, você consegue acompanhar a situação do seu benefício e mantê-lo protegido, sem burocracias.
Entidades e empresas envolvidas ainda podem ser responsabilizadas criminalmente, e aposentados lesados devem procurar a Justiça para reaver os valores descontados sem autorização.
Além disso, contar com plataformas especializadas, que te ajudam a manter seus dados protegidos é essencial.
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Perguntas frequentes
Como saber se tive descontos indevidos no meu benefício?
Para saber se você teve descontos indevidos no seu benefício, acesse o extrato de pagamento regularmente no portal Meu INSS ou no aplicativo. Verifique se há descontos para associações ou sindicatos que você não reconhece.
O que fazer se encontrar descontos não autorizados no meu benefício?
Caso encontre descontos não autorizados no seu benefício, você pode contestar diretamente pelo site ou aplicativo Meu INSS. Caso os valores não sejam devolvidos, procure a Defensoria Pública ou entre com ação judicial.
O INSS exige biometria para validar filiações?
Sim. Desde 2024, é obrigatória a biometria facial ou digital para validar a filiação a entidades que realizam descontos associativos em benefícios do INSS.
Onde buscar ajuda se encontrar descontos não autorizados no meu benefício?
Para buscar ajuda em caso de descontos não autorizados, é possível entrar em contato com o INSS pelo telefone 135 ou procurar o atendimento presencial em uma agência. Em caso de desconto indevido, o Procon e a Defensoria Pública também podem ajudar.
Aplicativo bem fácil de usar
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 07/03/2023É um aplicativo muito bom e tudo que tem nele é verdade, não fake news
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