Acordo visa melhorias no BPC/Loas, perícias e atendimento quilombolas
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é uma opção para os idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que necessitam de sustento.
Mas, assim como outros benefícios concedidos pelo INSS, existe uma série de requisitos que devem ser observados e acabam dificultando o acesso.
Pensando em melhorar este acesso, o INSS e a Defensoria Pública da União (DPU) firmaram um acordo. Continue a leitura e veja as mudanças que ocorrem no BPC em 2024!
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- INSS e Defensoria Pública da União firmaram acordo para melhorar acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e agilizar perícias médicas.
- Mudanças propostas incluem facilitar acesso de menores de 16 anos ao BPC, utilizando banco de dados do Cadastro Único.
- Prazos para análise de benefícios e perícias médicas devem ser cumpridos em até 90 dias, conforme acordo do STF.
- Tempo médio de espera por benefícios do INSS reduziu de 69 para 46 dias, excluindo requerimentos em exigência.
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Acordo entre INSS e Defensoria
A Defensoria Pública da União (DPU) e o Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS) estabeleceram parcerias visando otimizar o atendimento aos segurados.
Esses acordos visam agilizar a concessão de benefícios, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), além de facilitar o processo de realização de perícias médicas.
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As reuniões aconteceram entre os representantes da DPU, do Ministério Público Federal (MPF), do TCU (Tribunal de Contas da União, da Advocacia-Geral da União (AGU), da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Governo Federal.
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Mudanças no BPC
A principal mudança apresentada pela DPU é ligada aos menores de 16 anos que possuem alguma deficiência.
Atualmente, para que este público tenha acesso ao BPC é necessária a apresentação de um documento de identificação com foto no momento em que será realizada a perícia médica.
Saiba também: Como agendar perícia do INSS e dúvidas sobre tempo de espera
Mas a DPU afirma que essa solicitação causa transtornos, afinal, “a lei não exige o documento com foto. Então, eles podem usar o registro civil somente porque é muito difícil tirar documento de identidade no Brasil, especialmente em regiões remotas”, conforme afirma a defensora pública federal e coordenadora substituta da Câmara de Coordenação e Revisão Previdenciária (CCR PREV), Carolina Botelho.
A DPU propõe a implementação do banco de dados do Cadastro Único (CadÚnico), já utilizado na análise de benefícios, e confirmação da composição familiar via visita social. Além disso, sugere parcerias com institutos de identificação em mutirões de perícias médicas.
Importante: A solicitação foi aceita, aguarda-se apenas a publicação de uma portaria com a alteração.
Fila para receber benefício também está na discussão
Os prazos para análise de pedidos de benefícios e perícias médicas também foram abordados nas reuniões.
Seguindo acordo do Supremo Tribunal Federal (STF), os prazos não devem ultrapassar 90 dias, variando conforme a complexidade do benefício.
Saiba também: Aprenda como consultar o resultado da perícia do INSS Online
Para perícias médicas necessárias à concessão inicial, estabelece-se o máximo de 45 dias após agendamento e 90 dias em unidades com dificuldade de provimento de servidores.
Dados do INSS indicam uma redução no tempo médio de espera, passando de 69 dias em janeiro do ano passado para 46 dias em janeiro deste ano.
O prazo considera apenas a fila, excluindo requerimentos em exigência dependente de informações adicionais dos segurados.
Comunidade quilombolas podem se beneficiar
Também foram abordados durante as reuniões, os desafios no preenchimento da autodeclaração online para benefícios previdenciários em comunidades quilombolas.
Defensores destacaram que, ao selecionar a opção ‘Rural’, os usuários são direcionados a um formulário voltado exclusivamente ao Imposto Territorial Rural (ITR).
Leia mais: Como dar entrada no INSS para auxílio, pensão, aposentadoria
No entanto, as terras coletivas das comunidades quilombolas não estão sujeitas ao ITR. Diante disso, a DPU formalizou a solicitação, e o INSS requisitou capturas de tela dos casos mencionados para avaliar possíveis ajustes.
Agora que você já sabe as mudanças ocorridas no BPC, compartilhe este conteúdo com quem também precisa conhecer as novas regras.
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Perguntas frequentes
Como dar entrada no BPC pela internet?
É possível realizar a solicitação pelo aplicativo Meu INSS, indo na opção “Agendamentos/Requerimentos”, em seguida para “Novo requerimento” e digitando “Benefício de Prestação Continuada”. Depois basta preencher as informações solicitadas e anexe os documentos necessários.
Quantos BPC pode ter na mesma família?
Até duas pessoas da mesma família podem receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ao mesmo tempo, desde que ambas atendam aos requisitos exigidos.
Quem tem o benefício BPC pode fazer empréstimo?
Sim, quem recebe BPC pode contratar Empréstimo Consignado, cujas parcelas são descontadas diretamente no seu benefício. É possível contratar com condições atrativas pelo site ou aplicativo meutudo, totalmente online e com atendimento personalizado.
Quem recebe o BPC tem direito ao Bolsa Família?
Sim. Idosos ou pessoas com deficiência que recebem o BPC, podem receber o Bolsa Família, desde que a renda familiar por pessoa seja menor que a estabelecida pela Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) para o BPC.