PEC da tarifa zero no transporte público será enviada hoje (21/10); como irá funcionar?
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou em suas redes sociais oficiais e em sabatina concedida ao SBT que enviará ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (21), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a tarifa zero no transporte público de todo o país aos finais de semana.
A medida é apresentada pelo governo como uma ampliação dos benefícios do fim da escala 6×1, proposta aprovada no Senado Federal no dia 14 de outubro de 2026.
Entenda, a seguir, como funcionará a PEC tarifa zero, como a medida será financiada e quando ela começará a valer.
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Resumo em 1 minuto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviará ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (21) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a tarifa zero no transporte público aos finais de semana e feriados nacionais em todo o país, como uma ampliação dos benefícios do fim da escala 6x1. A medida ainda precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal antes de entrar em vigor.
- Data de envio da PEC: 21 de outubro de 2026
- Condição para aprovação: votação em dois turnos na Câmara (308 deputados) e no Senado (49 senadores)
- Benefício previsto: transporte público gratuito em ônibus aos finais de semana e feriados nacionais
- Relação com outra proposta: complemento ao fim da escala 6x1, aprovado em maio e outubro de 2026, com vigência a partir de 16 de dezembro de 2026
O que diz a PEC da tarifa zero e quando começa?
A PEC da tarifa zero, enviada ao Congresso Nacional nesta quarta-feira (21) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), propõe garantir o transporte público gratuito em ônibus aos finais de semana e em feriados nacionais em todo o país.
A medida ainda não tem data para entrar em vigor, pois precisa passar por tramitação e aprovação em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Fique no topo com a meutudoAdicione a meutudo como preferência de fonte de busca no seu GooglePara ser aprovada, a proposta precisa ser votada duas vezes na Câmara e duas vezes no Senado, dependendo do apoio de pelo menos 308 deputados e 49 senadores.
A iniciativa é apresentada como um complemento à proposta pelo fim da escala 6×1, liderada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) na Câmara dos Deputados.
O fim da escala foi aprovado pela Câmara em maio de 2026 e pelo Senado em outubro de 2026, com o direito aos dois dias de folga passando a valer na prática a partir de 16 de dezembro de 2026, 60 dias após a assinatura do Congresso.
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Como o governo vai arcar com os custos?
A estratégia do governo para custear a PEC da tarifa zero é redirecionar recursos das emendas parlamentares obrigatórias, sem gerar despesas extras ou impacto fiscal adicional no Orçamento da União.
“Onde vamos arranjar dinheiro? Aí vamos compartilhar com as emendas parlamentares, para a gente poder garantir que o povo vá passear. O povo vai ficar feliz, os deputados estão dando utilidade às emendas e vamos garantir que valeu a pena o fim da escala 6×1”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em vídeo publicado nas redes sociais.
A proposta prevê vincular 25% das emendas impositivas de deputados e senadores para garantir o passe livre aos finais de semana. A estimativa é redirecionar cerca de R$ 11,2 bilhões em 2027.
Por utilizar verbas já existentes no Orçamento, o projeto respeita as regras fiscais vigentes, embora o governo ainda não tenha detalhado se o valor cobrirá integralmente os custos do transporte.
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Próximos passos: o que a PEC precisa para ser aprovada
Para entrar em vigor, a PEC tarifa zero precisa cumprir um rito legislativo rígido no Congresso Nacional, que exige aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Confira o passo a passo do processo:
- Envio da proposta ao Congresso: o Poder Executivo entrega o texto oficial à Câmara dos Deputados para dar início à tramitação
- Análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ): a proposta passa por avaliação inicial para checar se respeita a Constituição Federal
- Comissão Especial: um grupo de parlamentares analisa o mérito do projeto, podendo realizar audiências públicas e propor alterações no texto
- Votação na Câmara dos Deputados: a proposta precisa ser votada em dois turnos no plenário, exigindo o apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados (três quintos da Casa) em cada votação
- Votação no Senado Federal: se aprovada na Câmara, a PEC segue para o Senado, onde também passa por dois turnos de votação e precisa de no mínimo 49 dos 81 votos dos senadores
- Promulgação: caso o mesmo texto seja aprovado sem alterações nas duas Casas, a medida é promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado e passa a valer oficialmente
Diferente das leis comuns, as PECs não dependem de sanção ou veto do presidente da República após serem aprovadas pelo Congresso.
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O que pode mudar para usuários e prefeituras
Caso a PEC da tarifa zero seja aprovada, a medida trará transformações tanto para a rotina da população quanto para a gestão pública municipal.
Para a população, trabalhadores e famílias de baixa renda, que muitas vezes deixam de sair aos finais de semana devido aos custos com passagem, passarão a ter acesso facilitado ao lazer, com passeios a praias, parques, shoppings e museus.
O deslocamento gratuito também tende a aquecer a economia local nos dias de folga, movimentando o comércio e os serviços de rua.
Já para as prefeituras, os principais desafios incluem:
- Aumento de frota: a maior demanda exigirá mais veículos e horários para evitar lotação nos dias de folga
- Revisão de contratos: o pagamento às empresas de ônibus precisará migrar da tarifa por passageiro para o custo por quilômetro rodado
- Risco fiscal: gestores temem contingenciamentos no Orçamento da União ou mudanças futuras na verba de 25% das emendas, o que repassaria um déficit bilionário aos municípios
Apesar dos desafios, a gratuidade parcial já é realidade em algumas localidades do país, como em São Paulo e no Distrito Federal, que oferecem tarifa zero aos domingos.
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