Novas regras para power bank em avião; confira o que mudou

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ANAC atualiza as regras para power bank em aviões: proibido carregar a bordo, limite de 100 Wh livre e acima de 160 Wh confiscado. Gol, Latam e Azul já aplicam.

As regras para levar power bank no avião mudaram, e muitos passageiros ainda não sabem. Levar o carregador errado agora pode resultar em confisco no aeroporto, sem direito a reembolso.

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) atualizou a Instrução Suplementar nº 175-001, Revisão M, incorporando diretrizes da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI)

Gol, Latam e Azul já adotaram as novas regras, cada uma com pequenas variações em relação ao que a ANAC determina.

Confira a seguir o que mudou, quais são os limites, onde guardar o carregador dentro do avião e o que fazer para não ser surpreendido no embarque.

Resumo da notícia
  • Aqui estão as informações mais relevantes sobre as novas regras para power bank em aviões:
  • As companhias aéreas brasileiras, como Gol, Latam e Azul, adotaram as novas regras de transporte de power bank, que proíbem o uso de dispositivos com mais de 100 Wh em voos comerciais.
  • O limite de capacidade permitido é de 100 Wh, e apenas duas unidades por passageiro são permitidas para modelos acima dessa capacidade.
  • É proibido recarregar o power bank em voos e o uso para carregar outros dispositivos é desaconselhado.
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Por que as companhias aéreas estão restringindo o power bank em 2026

A restrição não é capricho das companhias aéreas, baterias de lítio, que alimentam os power banks, podem superaquecer, inflamar e causar incêndios em cabine, um dos cenários mais difíceis de controlar a bordo de uma aeronave em altitude.

O número de incidentes com baterias de lítio em voos aumentou nos últimos anos. Isso chamou a atenção de autoridades de aviação ao redor do mundo.

Companhias internacionais como Emirates e Lufthansa foram as primeiras a adotar restrições mais rígidas. Elas foram seguidas pela OACI, que publicou novas diretrizes para o setor.

A ANAC atualizou a norma brasileira na sequência, alinhando o país às práticas já adotadas nos Estados Unidos e na Europa. Essa medida visa aumentar a segurança.

O incidente que acelerou as mudanças no setor aéreo global

Em janeiro de 2026, um incidente envolvendo um power bank durante um voo da Latam obrigou a aeronave que seguia de São Paulo para Brasília a desviar a rota e pousar em Ribeirão Preto, em São Paulo. 

Não houve feridos graves, mas o caso trouxe visibilidade ao risco real que esses dispositivos representam dentro das aeronaves.

O episódio acelerou a adoção das novas regras pelas companhias brasileiras e reforçou a urgência de alinhar o país às diretrizes internacionais.

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O que diz a ANAC, as regras que valem para todos os voos no Brasil

A atualização da ANAC estabelece regras claras para o transporte de power banks em voos comerciais. Os pontos principais são:

  • Transporte: apenas na bagagem de mão (proibido despachar)
  • Uso em Voo: proibido recarregar; o uso para carregar outros dispositivos é desaconselhado
  • Segurança: terminais devem estar protegidos contra curto-circuito (isolados ou em embalagem original)
  • Limite: máximo de duas unidades por passageiro, para modelos acima de 100 Wh

As companhias aéreas têm autonomia para adotar regras mais restritivas do que as da ANAC, com base nas próprias avaliações de risco operacional.

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Qual o limite de capacidade permitido, entenda os Wh e mAh do seu carregador

A ANAC usa o watt-hora (Wh) como referência para os limites, porque essa unidade expressa a energia total armazenada no dispositivo. 

Já o miliampère-hora (mAh), que aparece na maioria das embalagens, indica apenas a capacidade elétrica e precisa ser convertido para Wh. Os limites são:

  • Até 100 Wh: transporte permitido sem restrições adicionais
  • Entre 100 Wh e 160 Wh: permitido, mas limitado a duas unidades e com aprovação prévia da companhia aérea
  • Acima de 160 Wh: transporte proibido em voos comerciais. O objeto será descartado antes do embarque

Como saber quantos Wh tem o seu power bank

Se o seu carregador só informa a capacidade em mAh, use esta fórmula simples para converter:

Wh = (mAh × V) ÷ 1.000

Onde V é a voltagem da bateria, geralmente 3,7V nos power banks comuns.

Exemplos práticos:

  • Power bank de 10.000 mAh a 3,7V = 37 Wh → permitido sem restrição
  • Power bank de 20.000 mAh a 3,7V = 74 Wh → permitido sem restrição
  • Power bank de 30.000 mAh a 3,7V = 111 Wh → exige aprovação prévia da companhia
  • Power bank de 50.000 mAh a 3,7V = 185 Wh → proibido, será confiscado

A ANAC prioriza equipamentos com a informação de Wh impressa. Dispositivos genéricos sem certificação podem ter capacidade diferente da embalagem.

Em caso de dúvida na triagem, a decisão final sobre a permissão do item é da companhia aérea ou do agente de segurança aeroportuária.

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Onde guardar o power bank dentro do avião, o que as companhias exigem

Não é suficiente estar na bagagem de mão. A posição do power bank dentro da aeronave também é regulada pelas companhias.

A orientação de Latam e Gol exige que o carregador portátil esteja sempre visível e acessível durante o voo, como no bolsão ou sob o assento.

Isso é crucial para permitir que a tripulação intervenha rapidamente se o dispositivo apresentar algum problema de segurança durante a viagem.

O que acontece se você embarcar com um power bank fora das regras

As consequências variam conforme o caso, mas podem incluir desde o confisco do equipamento até o impedimento de embarque.

Se o power bank estiver acima de 160 Wh, ele será descartado antes do embarque, sem direito a reembolso. Não adianta tentar negociar na hora: a decisão é da equipe de segurança aeroportuária e é definitiva.

Se o carregador estiver dentro dos limites, mas você não tiver obtido autorização prévia para modelos entre 100 Wh e 160 Wh, a companhia pode decidir pelo descarte ou pelo impedimento de uso a bordo.

A recomendação para quem tem dúvida é simples: entre em contato com a companhia com pelo menos 48 horas de antecedência para verificar se o seu modelo específico está autorizado. Não deixe para resolver no aeroporto.

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Regras internacionais, o que muda se você viajar para fora do Brasil

As regras brasileiras estão alinhadas às diretrizes internacionais, mas cada país pode ter variações adicionais.

Nos Estados Unidos (FAA) e na Europa (EASA), os limites para baterias são semelhantes aos da ANAC (até 100 Wh livre, 100 a 160 Wh com aprovação). A EASA proíbe o despacho de lítio.

A China tem restrições mais rigorosas. Companhias como Air China e China Eastern limitam o uso de power banks a bordo de forma mais ampla que as demais regulamentações internacionais.

Antes de viagens internacionais, verifique as regras da companhia aérea e do país de destino, pois o permitido no Brasil pode ser restrito em outros países, especialmente em conexões.

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FAQ

Perguntas frequentes

Posso usar o power bank dentro do avião?

Depende da companhia. Latam e Gol proibiram formalmente o uso a bordo. A Azul desencoraja, mas não proibiu formalmente. A ANAC proíbe recarregar o power bank durante o voo e não recomenda usá-lo para carregar outros dispositivos como medida preventiva.
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Qual o limite de Wh para levar power bank no avião?

Até 100 Wh é permitido sem restrição. Entre 100 Wh e 160 Wh é permitido com aprovação prévia da companhia, limitado a duas unidades. Acima de 160 Wh é proibido e o objeto será descartado.
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Posso despachar o power bank na bagagem?

Não. Power banks devem ser transportados exclusivamente na bagagem de mão, despachar no porão é proibido por todas as companhias e pela ANAC.
Ainda tem dúvidas?

O que acontece se meu power bank for confiscado no aeroporto?

O equipamento é descartado sem possibilidade de reembolso. Se o carregador estiver acima de 160 Wh ou fora das regras da companhia, a decisão de descarte é definitiva no momento da triagem.
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Matheus Nonato Matheus Nonato

Graduando em Jornalismo e parte da meutudo desde 2026, produz conteúdos sobre finanças, direitos trabalhistas, educação financeira e benefícios públicos. Nascido e criado em São Paulo, fora do trabalho ama esportes, cinema e música.

47 artigos escritos