Dólar fecha a R$ 4,89 e Ibovespa recua 0,86% com inflação e Petrobras no radar

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O dólar fechou a R$ 4,8955 nesta terça-feira (12), alta de 0,09%. O Ibovespa recuou 0,86%, aos 180.342 pontos, pressionado por inflação nos EUA, tensões no Oriente Médio e resultado da Petrobras.

O mercado financeiro brasileiro encerrou a terça-feira (12) no vermelho. O dólar subiu levemente e a bolsa cedeu, pressionados por um conjunto de fatores externos e internos que pesaram sobre os ativos de risco.

No cenário externo, os dados de inflação dos Estados Unidos vieram acima do esperado e aumentaram a pressão sobre o Federal Reserve para manter os juros elevados por mais tempo. Já no Brasil, o balanço da Petrobras ficou abaixo do esperado pelo mercado.

A seguir, veja os detalhes do fechamento e o que movimentou os mercados no dia.

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Resumo da notícia
  • Aqui estão as informações mais relevantes sobre a notícia:
  • O mercado financeiro brasileiro encerrou a terça-feira (12) no vermelho, com o dlar subindo levemente e a bolsa cedendo.
  • O dlar comercial encerrou o dia cotado a R$ 4,8955, alta de 0,09%, mas ainda registra queda expressiva de 10,81% ante o real no acumulado do ano.
  • O Ibovespa fechou a 180.342 pontos, recuo de 0,86%, mas ainda avança 11,93% no acumulado do ano.
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Como fecharam o dólar e o Ibovespa em 12 de maio?

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 4,8955, alta de 0,09%. No acumulado do ano, a moeda americana ainda registra queda expressiva de 10,81% ante o real, reflexo de um cenário de Selic elevada e entrada de capital estrangeiro no país.

O Ibovespa fechou aos 180.342 pontos, recuo de 0,86%. No acumulado do ano, o índice ainda avança 11,93%, sustentado pelos bons resultados do primeiro trimestre de diversas empresas e pelo fluxo de capital estrangeiro.

Leia mais: O que o valor do dólar muda na vida dos brasileiros? 

O que pressionou a bolsa e o câmbio no dia?

Três fatores concentraram a atenção dos investidores nesta terça-feira e pesaram sobre os ativos brasileiros.

Inflação nos EUA bate maior alta em três anos

O Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos (CPI) registrou avanço de 0,6% em abril, acumulando alta de 3,8% nos 12 meses encerrados no mês, o maior avanço anual desde maio de 2023.

O movimento foi impulsionado pelos custos de energia e alimentos, reflexo direto da guerra no Oriente Médio.

Os preços do petróleo ultrapassaram os US$ 100 por barril em março, após os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e o efeito se propagou para gasolina, diesel e querosene de aviação.

Leia também: Como economizar gasolina? Dicas para o combustível render 

A forte alta do CPI reforça a perspectiva de que o Federal Reserve deve manter os juros americanos elevados por mais tempo, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Esse cenário tende a fortalecer o dólar globalmente e pressionar os ativos de risco. 

Resultado da Petrobras abaixo do esperado

A Petrobras reportou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado veio abaixo das expectativas do mercado, o que derrubou as ações da estatal em 1,62% no pregão desta terça.

Apesar da queda em relação a 2025, o lucro mais que dobrou na comparação com o último trimestre de 2025. A alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, ajudou os resultados, mas não foi suficiente para superar as estimativas.

Oportunidade: Empréstimo para negativado

A empresa aprovou o pagamento de R$ 9 bilhões em dividendos aos acionistas, equivalente a R$ 0,70 por ação, e descartou a possibilidade de dividendos extraordinários em 2026.

Inflação desacelera no Brasil, mas alimentos ainda pressionam

O IPCA de abril ficou em 0,67%, desaceleração em relação aos 0,88% de março. Ainda assim, a inflação acumulada em 12 meses subiu de 4,14% para 4,39%, mantendo pressão sobre o Banco Central.

Os grupos de alimentação e bebidas (+1,34%) e saúde e cuidados pessoais (+1,16%) concentraram cerca de 67% da alta de abril. Juntos, alimentos e saúde seguem como os principais vetores da inflação no consumidor. 

O dólar acumula queda em 2026; o que isso significa para o brasileiro?

Apesar da leve alta pontual desta terça, o dólar acumula recuo de 10,81% no ano ante o real, uma queda expressiva que reflete a combinação de:

  • Selic elevada (que atrai capital estrangeiro pelo diferencial de juros)
  • Petróleo acima de US$ 100 (que melhora os termos de troca do Brasil)
  • Fluxo de capital externo para a bolsa brasileira

Para o consumidor, um dólar mais baixo tende a reduzir o custo de produtos importados e pressionar menos a inflação de itens como eletrônicos e combustíveis. 

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FAQ

Perguntas frequentes

Qual o valor do dólar hoje?

Em 12/05/2026, o dólar comercial fechou a R$ 4,8955, alta de 0,09% no dia. No ano, acumula queda de 10,81% ante o real.

Ainda tem dúvidas?

O Ibovespa fechou em alta ou queda em 12 de maio de 2026?

Em queda de 0,86%, encerrando aos 180.342 pontos, pressionado por resultados corporativos e dados de inflação no Brasil e nos EUA.

Ainda tem dúvidas?

A queda da Selic afeta o valor do dólar?

Pode afetar. Juros mais baixos tendem a reduzir a entrada de capital estrangeiro, o que pode pressionar o dólar para cima.

Ainda tem dúvidas?

Por que o dólar está caindo em 2026?

Combinação de Selic alta, que atrai capital estrangeiro, petróleo elevado, que melhora os termos de troca, e entrada contínua de recursos externos na bolsa brasileira.

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Leticia Jordão Leticia Jordão

Leticia é formada em Marketing e trabalha como redatora desde 2018. Adora consumir conteúdos sobre educação financeira e escreve na meutudo para descomplicar a vida das pessoas que buscam crédito. No seu tempo livre gosta de ir à praia, visitar cafés bonitos e inventar moda com crochê e tricô.

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