Projeto de isenção de IR até 5 mil será votado na semana que vem, dia 01/10
A Câmara dos Deputados agendou para o dia 1º de outubro a votação do projeto que propõe isenção de Imposto de Renda 5 mil mensais.
Isso significa uma possível mudança importante para quem recebe até esse valor, que passaria a ficar livre do IR.
Essa proposta está sendo conduzida com bastante atenção política, já que envolve redistribuição tributária e mecanismos de compensação para manter o equilíbrio fiscal.
Se aprovada, poderá trazer alívio para milhões de contribuintes e gerar impacto nas receitas da União.
Confira nos próximos tópicos o cenário político, o que muda com a medida, como ela será paga e quais passos ainda faltam até virar lei.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui estão as informações mais relevantes sobre o projeto de iseno de IR at R$ 5 mil:
- A Câmara dos Deputados agendou para o dia 1 de outubro a votação do projeto que propõe isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.
- Se aprovada, a medida poderá beneficiar cerca de 10 milhões de pessoas que deixarão de pagar IR sobre rendimentos mensais de até R$ 5 mil.
- O projeto também prevê a redução parcial do IR para quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.350, com uma cobrança reduzida (alquota menor ou abate parcial).
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Câmara votará PL de isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos‑PB), anunciou que a votação do Projeto de Lei 1087/25, que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, será realizada no dia 1º de outubro.
O relator do projeto é o deputado Arthur Lira (PP‑AL), que apresentou seu parecer nesta terça-feira (23) ao Colégio de Líderes, durante reuniões com partidos para definir o cronograma.
Até então, o PL já havia passado por comissão especial, onde foram definidos os principais pontos da proposta, incluindo alíquotas extras para rendas elevadas para compensar a isenção.
A pauta terá prioridade, pois o projeto tramita em regime de urgência. Isso encurta etapas e dá preferência à votação.
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O que muda com a nova proposta de isenção do IR?
Essa proposta de isenção traz duas mudanças centrais na cobrança do IRPF como:
Isenção total para quem ganha até R$ 5 mil mensais
Ou seja, essa parcela deixaria de pagar IR sobre rendimentos mensais de até esse teto. Isso é exatamente a ideia de isenção de Imposto de Renda 5 mil.
Se aprovada, quem se enquadrar deixaria de ter desconto de IR sobre essa faixa.
Atualmente, a faixa de isenção vigente é muito menor: com o novo texto, o governo estima que cerca de 10 milhões de pessoas sejam beneficiadas.
Entenda: Como declarar Imposto de Renda
Redução parcial para quem ganha até R$ 7.350
Para rendas mensais na faixa entre R$ 5.000 e R$ 7.350, haverá uma cobrança reduzida (alíquota menor ou abate parcial), de modo a suavizar a transição.
O relator elevou a faixa “parcial” de R$ 7 mil para R$ 7,35 mil mensais.
Com essa combinação de isenção total até R$ 5 mil e redução parcial até R$ 7,35 mil, muitos contribuintes veriam queda significativa no imposto.
Esse arranjo tem justamente o papel de aliviar a carga tributária nos patamares médios e mais baixos.
Como será compensada a isenção do Imposto de Renda
Para que a isenção de Imposto de Renda até R$ 5 mil não represente um rombo insustentável nas contas públicas, o projeto propõe mecanismos de compensação via tributação sobre rendas mais altas.
Entre as principais medidas previstas está a cobrança extra para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano.
Essa medida prevê que rendas muito elevadas sejam submetidas a alíquotas mínimas adicionais, de modo a gerar recursos para compensar a renúncia fiscal.
Além disso, terá uma alíquota adicional de até 10% para quem ultrapassar R$ 1,2 milhão ao ano.
Ou seja, quem alcançar renda anual superior a R$ 1,2 milhão poderá incorrer numa alíquota extra de até 10%. Essa alíquota extra foi mantida no relatório da comissão especial.
Vale lembrar que os rendimentos considerados não são só salários, mas também lucros, dividendos e outros proventos.
Saiba mais: Como pedir isenção do Imposto de Renda para aposentado INSS
Essas medidas buscam criar um equilíbrio entre alívio tributário para quem ganha até R$ 5 mil e manutenção de arrecadação suficiente para as políticas públicas. Sem essas compensações, haveria risco de forte impacto fiscal.
Quais os próximos passos após a votação na Câmara dos Deputados?
Depois que a Câmara vota o projeto de isenção de Imposto de Renda até R$ 5 mil na próxima quarta-feira, os próximos passos serão:
- Envio ao Senado Federal: se aprovado no Plenário da Câmara, o PL segue para o Senado para apreciação. Lá, poderá haver emendas, ajustes ou até rejeição
- Análise nas comissões do Senado: o texto será distribuído às comissões pertinentes (Finanças, Constituição e Justiça etc.), para debates técnicos e eventuais emendas
- Votação no Senado e possibilidade de alterações: caso o Senado modifique o texto, a proposta retorna à Câmara para nova apreciação (se os ajustes forem significativos)
- Sanção presidencial e vigência: se aprovada nas duas Casas e sancionada pelo presidente da República, a isenção começará a valer conforme o cronograma definido no próprio projeto, possivelmente a partir de 2026
Até lá, haverá debates, negociações de emendas e eventuais pressões políticas de diferentes setores da sociedade.
A proposta pode ser modificada no Senado ou até ter vetos presidenciais em alguns pontos.Gostou do nosso conteúdo?
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Perguntas frequentes
Quem será beneficiado pela isenção de imposto de renda 5 mil?
Serão beneficiadas pessoas que recebem até R$ 5.000 mensais, deixando de pagar IR sobre essa faixa. Quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.350 terá redução parcial.
Quando a isenção começaria a valer?
Quem vai pagar mais para compensar essa isenção?
Contribuintes de alta renda, acima de R$ 600 mil por ano e principalmente além de R$ 1,2 milhão, serão submetidos a alíquotas adicionais para gerar receita compensatória.
O projeto ainda pode ser alterado?
Sim. No Senado, em comissões, o projeto pode sofrer emendas. Se alterado, voltará à Câmara para nova votação. Também pode haver vetos quando for à sanção presidencial.
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