Mensalidades escolares de 2025 devem subir até 10%, aponta pesquisa
O aumento das mensalidades escolares sempre é um assunto delicado para os pais e responsáveis.
De acordo com uma pesquisa recente do Grupo Rabbit, escolas particulares no Brasil devem reajustar os valores entre 8% e 10% para o ano letivo de 2025.
Esse aumento é significativamente maior que a inflação projetada para 2024, que é de 4,37%, conforme o Boletim Focus do Banco Central.
Confira como os reajustes nas mensalidades escolares impactam a saúde financeira das famílias e saiba os direitos garantidos aos pais.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Escolas particulares no Brasil devem reajustar mensalidades entre 8% e 10% para 2025, acima da inflação prevista para 2024.
- Pesquisa indica que Minas Gerais terá maior aumento (10%), seguido por São Paulo (9,5%) e Rio de Janeiro (9%).
- Fatores como redução de alunos e inadimplência contribuem para os reajustes, justificados pela pandemia.
- Reajustes são baseados em inflação, salários dos professores e investimentos das escolas.
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Reajuste das mensalidades
A pesquisa, realizada com 680 escolas particulares de todas as regiões do Brasil, indica que a média de reajuste nas mensalidades será o dobro da inflação esperada para 2024.
Minas Gerais lidera o ranking de estados com maiores aumentos, com previsão de alta de 10%, seguido por São Paulo (9,5%) e Rio de Janeiro (9%).
Confira a distribuição dos reajustes por região:
- Centro-Oeste: 9%
- Nordeste: 9%
- Norte: 9%
- Sul: 8%
Escolas continuam tentando se recuperar dos impactos financeiros causados pela pandemia e justificam o reajuste como forma de compensar as perdas anteriores.
Fatores como a redução no número de alunos, o aumento da inadimplência e os descontos concedidos nos últimos anos, contribuíram para o acúmulo de prejuízos para as escolas.
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Fatores que influenciam no reajuste
Os reajustes são geralmente definidos com base em três fatores principais: inflação, salários dos professores e investimentos feitos pelas instituições.
Inflação
A inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), é uma das referências para o aumento das mensalidades.
Em 2024, o IPCA acumulado até o momento é de 3,31%, e a projeção é de que encerre o ano com uma alta de 4,38%.
Reajuste salarial
Outro componente que pesa no reajuste é o aumento dos salários dos professores e funcionários.
Os sindicatos de cada estado negociam os reajustes com base na inflação, além de incluir uma possível correção para ganho real.
Investimentos nas escolas
Cada instituição tem liberdade para decidir como investir seus recursos, o que pode incluir desde melhorias na infraestrutura física até avanços pedagógicos, como novos equipamentos ou tecnologia para as salas de aula.
Quais são os direitos dos pais?
A legislação brasileira garante aos pais e responsáveis uma série de direitos importantes no processo de reajuste das mensalidades escolares.
A Lei n.º 9.870/1999 estabelece que as escolas precisam ser transparentes ao comunicar os valores e demais condições contratuais.
Transparência nas informações
As instituições de ensino devem fornecer, com no mínimo 45 dias de antecedência, todos os detalhes sobre o reajuste.
Isso inclui uma planilha de custos que justifique os aumentos, contemplando fatores como inflação, reajustes salariais, inadimplência e investimentos realizados.
O que a escola não pode fazer?
A escola não pode revisar o valor das mensalidades em um mesmo ano letivo, ou seja, o reajuste anual deve ser válido por, no mínimo, 12 meses.
Se o contrato prever aumentos em prazos menores, essa cláusula é considerada nula.
Além disso, as escolas não podem exigir que os pais paguem por materiais de uso coletivo, como itens de higiene ou materiais que beneficiam toda a turma.
Esses custos devem ser inclusos no valor da mensalidade.
Saiba mais: O que é um empréstimo estudantil?
Direitos relacionados à rematrícula
Alunos que já estão matriculados têm direito à rematrícula, exceto em casos de inadimplência.
Porém, mesmo nesses casos, a instituição só pode cancelar o contrato no final do ano ou semestre letivo, dependendo do nível de ensino.
Como os pais podem se proteger?
Os pais que considerarem o reajuste abusivo podem buscar o auxílio de órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, ou de advogados especializados em direito educacional.
Em casos de divergência, o diálogo é sempre o melhor caminho, uma vez que a legislação prioriza a transparência.
Leia também: O que fazer em caso de cobrança indevida?
As instituições também devem divulgar o contrato de prestação de serviços e o valor atualizado das mensalidades de forma clara e acessível, preferencialmente em locais de fácil visualização dentro da escola.
É essencial que os pais conheçam seus direitos e busquem entender os motivos por trás desses reajustes.
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Perguntas frequentes
As escolas podem reajustar as mensalidades em qualquer valor?
Não há um limite percentual fixo, mas a escola precisa justificar o aumento com base em fatores como inflação, reajustes salariais e investimentos realizados.
Posso pedir explicações sobre o reajuste da mensalidade?
Sim, os pais têm o direito de solicitar uma planilha de custos detalhada da escola para entender como o reajuste foi calculado.
O que fazer se eu achar o reajuste das mensalidades escolares abusivo?
Caso conclua que o reajuste das mensalidades escolares são abusivas, procure o Procon ou um advogado especializado para avaliar o caso. O diálogo com a escola também é sempre uma boa opção inicial.
A escola pode me obrigar a pagar por materiais de uso coletivo à parte?
Não, todos os materiais necessários para o funcionamento da escola devem estar inclusos na mensalidade e não podem ser cobrados separadamente.