Copom decide manter a taxa Selic em 10,5%: fim do ciclo de cortes
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, de forma unânime, manter a taxa Selic em 10,5% ao ano.
Essa decisão encerra o ciclo de cortes que vinha sendo esperado pelo mercado. A desancoragem das expectativas de inflação, resultante das mudanças nas metas fiscais pelo governo, foi um fator importante para essa resolução.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Copom decide manter taxa Selic em 10,5% ao ano
- Fim do ciclo de cortes de juros esperado pelo mercado
- Mudanças nas metas fiscais do governo influenciaram na decisão
- Selic é importante para controlar inflação e pode impactar crescimento econômico
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Decisão unânime do Copom
Nesta quarta-feira, 19 de junho, o Copom optou por manter a taxa Selic inalterada em 10,5% ao ano.
A decisão foi tomada de forma unânime, refletindo um consenso entre os membros do comitê sobre a necessidade de interromper o ciclo de cortes.
A preocupação com a desancoragem das expectativas de inflação para 2024 e 2025, após as mudanças nas metas fiscais do governo, influenciou significativamente essa decisão.
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Cenário global e doméstico
O Copom destacou a incerteza do cenário global e a resiliência da atividade econômica doméstica como fatores que exigem maior cautela na correção monetária.
O aumento nas previsões de inflação e a falta de confiança nas metas exigem que o Banco Central mantenha uma política de juros altos por mais tempo para reduzir a inflação e garantir que ela fique dentro das metas estabelecidas.
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Importância da Selic
A Selic é a taxa de referência para as demais taxas de juros na economia brasileira, usada nas negociações de títulos públicos e como principal ferramenta do BC para controlar a inflação.
Quando a Selic é elevada, o objetivo é conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança.
Isso ajuda a controlar a inflação, mas pode desacelerar o crescimento econômico.
Por outro lado, a redução da Selic torna o empréstimo mais barato, incentivando a produção e o consumo, mas pode aumentar a inflação.
Alteração nas expectativas de inflação
Desde a última reunião do Copom, as incertezas aumentaram, o que fez com que o mercado esperasse uma pequena redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros em maio e o fim das reduções de juros em junho.
No entanto, a mudança do governo na meta fiscal, adiando o ajuste do déficit público para 2025, aumentou as previsões de inflação.
Modelos econômicos semelhantes aos do Banco Central indicam um aumento significativo nas projeções do IPCA para os próximos anos. Para acompanhar o desenrolar da inflação e das taxas de juros, preencha este formulário e receba as notícias gratuitas da meutudo.
Perguntas frequentes
O que é a taxa Selic?
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, usada como referência para outras taxas de juros e como instrumento de controle da inflação.
Como a Selic afeta a economia?
Uma Selic mais alta encarece o crédito e estimula a poupança, controlando a inflação, mas pode frear o crescimento econômico. Uma Selic mais baixa torna o crédito mais barato, incentivando a produção e o consumo, mas pode aumentar a inflação.
A Selic vai continuar em 10,50%?
A decisão foi influenciada pela desancoragem das expectativas de inflação resultante das mudanças nas metas fiscais do governo. A necessidade de maior cautela no cenário econômico atual também foi um fator determinante.
Como a mudança na meta fiscal impactou a inflação?
A mudança na meta fiscal, que adiou o ajuste do déficit público para 2025, elevou as projeções de inflação. Isso levou a uma revisão das expectativas econômicas e influenciou a decisão do Copom de manter a Selic inalterada.