PEC do FIM da Escala 6×1: vai acabar? Entenda votação e proposta
A PEC do fim da escala 6×1, proposta para alterar a carga de trabalho dos brasileiros, ganhou força recentemente a partir da iniciativa de um movimento social que coletou mais de 1,3 milhão de assinaturas.
Apresentada pela deputada Érica Hilton (PSOL), a proposta busca acabar com a escala 6×1, e substituir pela escala 5×2, com o direito de dois dias de folga para o trabalhador.
Confira o que a PEC da escala 6×1 propõe, sua situação no Congresso e quem são os parlamentares a favor e contra essa mudança.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- A PEC do fim da escala 6x1 propõe substituir o modelo atual por uma escala 5x2, com dois dias de folga a cada cinco dias trabalhados, visando melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
- A deputada responsável pela proposta é Érica Hilton, do PSOL de São Paulo, que tem buscado apoio nas redes sociais e coletou mais de 1,3 milhão de assinaturas.
- As mudanças propostas incluem a reorganização do descanso semanal, mantendo as 44 horas semanais de trabalho, e têm como objetivo principal aumentar o bem-estar dos trabalhadores.
- Atualmente, a legislação permite a jornada 6x1, com um dia de descanso a cada seis trabalhados, enquanto a PEC pretende estabelecer dois dias de folga consecutivos.
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Quem criou a PEC para o fim da escala 6×1?
A PEC do fim da escala 6×1 foi apresentada pela deputada Érica Hilton, do PSOL de São Paulo.
A deputada tem promovido o projeto como uma forma de garantir mais tempo de descanso e qualidade de vida para os trabalhadores.
A proposta surgiu em parceria com o movimento Vida Além do Trabalho (VAT), fundado por Rick Azevedo, vereador pelo PSOL, que busca reformar a legislação trabalhista brasileira para eliminar essa escala.
Desde o lançamento, Hilton tem se mobilizado nas redes sociais para obter apoio, com a campanha coletando milhões de assinaturas para pressionar o Congresso.
A parlamentar argumenta que a escala 6×1 compromete o bem-estar do trabalhador e impacta negativamente sua saúde, família e lazer.
Confira: O que muda com a Reforma Tributária?
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O que é a PEC do fim da Escala 6×1?
A PEC do fim da escala 6×1 é uma proposta de emenda constitucional que pretende alterar a carga de trabalho permitida na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mudando o modelo 6×1 para o modelo 5×2.
Nesse novo formato, os trabalhadores teriam direito a dois dias de folga para cada cinco dias trabalhados, promovendo uma maior qualidade de vida e tempo para atividades pessoais e familiares.
O que muda com a PEC?
Caso aprovada, a PEC estabeleceria:
- Mudança de escala 6×1 para 5×2: o trabalhador teria dois dias de folga após cinco dias trabalhados, em vez de um dia de folga a cada seis dias
- Alterações nas 44 horas semanais: a CLT atualmente permite 44 horas de trabalho distribuídas ao longo de seis dias, com apenas um dia de descanso. A proposta não altera o limite de horas, mas reorganiza o descanso
- Impacto no bem-estar dos trabalhadores: a proposta busca aumentar o tempo livre dos trabalhadores, o que poderia beneficiar sua saúde mental, convívio familiar e lazer
Essas mudanças, segundo defensores, tornariam o trabalho menos exaustivo e mais compatível com a dignidade do trabalhador.
Como funciona hoje?
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Constituição Federal permitem a jornada 6×1, em que o trabalhador tem um dia de descanso para cada seis trabalhados, desde que o limite da carga horária 44 horas semanais seja respeitado.
A legislação atual especifica uma jornada máxima de oito horas diárias, mas permite compensação e redução de jornada mediante acordos.
Como ficaria?
Com a aprovação da PEC, o modelo 5×2 passaria a ser o padrão. Isso significaria que, em vez de um dia de descanso semanal, os trabalhadores teriam dois dias consecutivos de folga, o que facilitaria o descanso completo e o planejamento de atividades pessoais.
Esse novo formato é defendido por sindicatos e movimentos sociais, que apontam o aumento do tempo de descanso como uma medida essencial para a saúde física e mental dos trabalhadores.
Quem assinou a PEC até agora?
Para que uma PEC comece a tramitar no Congresso, ela precisa de 171 assinaturas de apoio de deputados e 27 de senadores. Até o momento, a PEC proposta por Hilton conta com 71 assinaturas de deputados e nenhuma de senadores.
Confira a lista de parlamentares que assinaram pela tramitação da PEC:
- André Janones (Avante-MG)
- Daiana Santos (PCdoB-RS)
- Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
- Márcio Jerry (PCdoB-MA)
- Orlando Silva (PCdoB-SP)
- Dorinaldo Malafaia (PDT-AP)
- Duda Salabert (PDT-MG)
- Marcos Tavares (PDT-RJ)
- Fernando Rodolfo (PL-PE)
- Socorro Neri (PP-AC)
- Lídice da Mata (PSB-BA)
- Célio Studart (PSD-CE)
- Stefano Aguiar (PSD-MG)
- Dagoberto Nogueira (PSDB-MS)
- Célia Xakriabá (PSOL-MG)
- Chico Alencar (PSOL-RJ)
- Erika Hilton (PSOL-SP)
- Fernanda Melchionna (PSOL-RS)
- Glauber Braga (PSOL-RJ)
- Guilherme Boulos (PSOL-SP)
- Ivan Valente (PSOL-SP)
- Luiza Erundina (PSOL-SP)
- Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
- Prof. Luciene Cavalcante (PSOL-SP)
- Sâmia Bomfim (PSOL-SP)
- Taliria Petrone (PSOL-RJ)
- Tarcísio Motta (PSOL-RJ)
- Alfredinho (PT-SP)
- Ana Pimentel (PT-MG)
- Camila Jara (PT-MS)
- Carol Dartora (PT-PR)
- Dandara (PT-MG)
- Delegada Adriana Accorsi (PT-GO)
- Denise Pessôa (PT-RS)
- Dimas Gadelha (PT-RJ)
- Erika Kokay (PT-DF)
- Fernando Mineiro (PT-RN)
- Gleisi Hoffmann (PT-PR)
- João Daniel (PT-SE)
- Jorge Solla (PT-BA)
- Juliana Cardoso (PT-SP)
- Kiko Celeguim (PT-SP)
- Leonardo Monteiro (PT-MG)
- Lindbergh Farias (PT-RJ)
- Luiz Couto (PT-PB)
- Luizianne Lins (PT-CE)
- Marcon (PT-RS)
- Maria do Rosário (PT-RS)
- Miguel Ângelo (PT-MG)
- Natália Bonavides (PT-RN)
- Nilto Tatto (PT-SP)
- Odair Cunha (PT-MG)
- Padre João (PT-MG)
- Patrus Ananias (PT-MG)
- Paulão (PT-AL)
- Reginete Bispo (PT-RS)
- Reimont (PT-RJ)
- Rogério Correia (PT-MG)
- Rubens Otoni (PT-GO)
- Tadeu Veneri (PT-PR)
- Vicentinho (PT-SP)
- Waldenor Pereira (PT-BA)
- Washington Quaquá (PT-RJ)
- Túlio Gadelha (Rede-PE)
- Antônia Lúcia (Republicanos-AC)
- Maria Arraes (Solidariedade-PE)
- Douglas Viegas (União Brasil-SP)
- Meire Serafim (União Brasil-AC)
- Saullo Vianna (União Brasil-AM)
- Yandra Moura (União Brasil-SE)
- Benedita da Silva (PT-RJ)
A deputada Hilton e o movimento Vida Além do Trabalho, continuam buscando apoio para ampliar a adesão no Congresso e iniciar as discussões formais sobre a PEC.
Saiba mais: Como entender a escala de trabalho
Quem votou contra o fim da escala 6×1?
A PEC ainda não foi submetida a votação formal, a falta de assinaturas reflete resistência por parte de alguns parlamentares.
Alguns deputados, como Nikolas Ferreira (PL), se posicionaram publicamente contra a proposta, argumentando que a mudança poderia causar impacto negativo na produtividade e na economia.
Críticos da PEC alegam que o modelo 5×2 pode ser inviável em setores que exigem alta disponibilidade de mão de obra e que a medida poderia significar um aumento de custos operacionais para empresas.
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Perguntas frequentes
O que é a PEC do fim da escala 6×1?
A PEC do fim da escala 6×1 é uma proposta de emenda constitucional para alterar a jornada 6×1, oferecendo dois dias de descanso a cada cinco trabalhados.
Quem apresentou a PEC do fim da escala 6×1?
A PEC foi apresentada pela deputada Érica Hilton, do PSOL-SP, em parceria com o movimento Vida Além do Trabalho.
Como está a tramitação da PEC 6×1 no Congresso?
Até o momento, a PEC conta com 71 assinaturas na Câmara e nenhuma no Senado, é necessário 171 assinaturas de debutados e de 27 senadores para iniciar a tramitação.
Quais são os principais argumentos contra a PEC 6×1?
Críticos da PEC 6×1 apontam que a mudança poderia aumentar custos e afetar a economia em setores que demandam trabalho contínuo.