Aluguéis residenciais sobem 13,5% em 2024 e superam a inflação oficial

notícias
4 min leitura
4 min leitura
Publicação:
Os aluguéis residenciais subiram 13,50% em 2024, influenciados pelo mercado de trabalho aquecido, com destaque para Salvador e outras capitais brasileiras.

O mercado imobiliário brasileiro registrou um forte aumento nos preços de aluguéis residenciais em 2024. 

Especialistas apontam que o cenário reflete o fortalecimento da economia, especialmente a melhora no mercado de trabalho, que impulsionou a demanda por imóveis.

Saiba quais capitais registraram as maiores altas nos aluguéis residenciais e entenda como o desempenho econômico influenciou os reajustes.

Confira as melhores soluções
meutudo para você
Produto Taxa a partir de Pagamento
Empréstimo Consignado 1,39% a.m 6 a 96 parcelas
Antecipação Saque-aniversário 1,79% a.m antecipe a partir de R$50
Simular
Resumo da notícia
  • Aluguéis residenciais subiram 13,5% em 2024, superando a inflação oficial.
  • Recuperação do mercado de trabalho foi fundamental para o aumento nos preços.
  • Capitais como Salvador, Campo Grande, Porto Alegre e Recife tiveram altas expressivas.
  • Preço médio do aluguel foi de R$ 48,12 por metro quadrado em dezembro de 2024.
  • Gostou do nosso conteúdo? Se quiser continuar se informando sobre assuntos financeiros e sociais, cadastre-se gratuitamente no formulário para receber as atualizações diretamente em seu e-mail.
Este resumo foi útil?
Obrigado por avaliar!

Alta impulsionada pelo mercado de trabalho

A recuperação do mercado de trabalho foi um fator determinante para a alta nos aluguéis. 

A taxa de desemprego caiu para 6,1% no trimestre encerrado em novembro, o menor índice da série histórica iniciada em 2012.

Com mais pessoas empregadas, o poder de compra aumentou, elevando a procura por imóveis. 

Saiba mais: É melhor comprar ou alugar um imóvel?

A economista Paula Reis, do DataZAP, destacou: “Com mais renda disponível, a busca por imóveis cresceu, tornando o mercado de locação mais competitivo e pressionando os preços.”

Além disso, o aumento nas taxas de financiamento imobiliário dificultou a compra de imóveis, levando mais pessoas a optarem pelo aluguel, o que reforçou o aumento dos preços.

Quer receber nossas notícias gratuitamente em seu e-mail? Preencha este formulário e receba uma seleção de conteúdos meutudo quinzenalmente!

Capitais com os maiores aumentos

Entre as capitais monitoradas pelo Índice FipeZAP, Salvador foi a cidade com a maior alta, registrando um aumento de 33,07% em 2024. 

Outras cidades com altas expressivas foram:

  • Campo Grande–MS: 26,55%
  • Porto Alegre–RS: 26,33%
  • Recife–PE: 16,17%

A capital alagoana, Maceió, foi a única a não apresentar alta real nos aluguéis, registrando uma variação de 3,35%, abaixo da inflação oficial.

Especialistas apontam que as altas regionais estão relacionadas a diferentes fatores, como a dinâmica local do mercado de trabalho e a oferta de imóveis para locação.

Custo médio do aluguel

O preço médio dos novos contratos de aluguel residencial nas 36 cidades monitoradas foi de R$ 48,12 por metro quadrado em dezembro de 2024. 

Entenda: Como comprar um imóvel com pouco dinheiro?

Isso significa que um apartamento de 50 m² custa, em média, R$ 2.406 por mês, um aumento de R$ 279,50 em relação ao valor de 2023, que era de R$ 2.126,50.

A cidade de Barueri–SP liderou o ranking das cidades mais caras, com um valor médio de R$ 65,41/m². 

O município de Pelotas–RS registrou o metro quadrado mais barato, custando R$ 18,61/m², o que representa um aluguel de R$ 930,50 para um imóvel de 50 m².

Expectativas para 2025

O cenário de 2025 segue desafiador, com o crédito imobiliário ainda caro devido à alta da taxa Selic, muitos consumidores devem continuar recorrendo ao aluguel, o que pode manter os preços elevados.

A economista Paula Reis alerta que, caso a taxa de juros não caia significativamente, a demanda por imóveis alugados deve permanecer alta, contribuindo para novos reajustes. 

O mercado imobiliário, portanto, deve continuar aquecido, principalmente nas grandes capitais.

Além disso, questões relacionadas à inflação de serviços e ao aumento no custo de manutenção dos imóveis também podem influenciar os preços dos aluguéis ao longo do ano.

A alta de 13,50% nos aluguéis em 2024 reforça as desigualdades sentidas pelas famílias brasileiras, sobretudo as de renda média e baixa, que destinam boa parte do orçamento ao pagamento de moradia. 

Fique por dentro: Posso alugar casa com nome sujo?

Em 2025, o desafio será equilibrar a oferta e a demanda por imóveis sem comprometer ainda mais o orçamento das famílias.

Para receber mais notícias como essa, inscreva-se em nosso formulário e receba quinzenalmente direto no seu e-mail.

Isto foi útil?
Obrigado por avaliar!
Ainda tem dúvidas?
FAQ

Perguntas frequentes

Por que os aluguéis subiram tanto em 2024?

O aumento de 13,5% nos aluguéis em 2024 foi impulsionado pelo fortalecimento do mercado de trabalho, aumento da demanda por imóveis e crédito imobiliário caro devido à alta da Selic, que reduziu a compra de imóveis e aumentou a busca por locação.

Ainda tem dúvidas?

Qual foi a cidade com a maior alta no preço do aluguel?

Salvador registrou a maior alta entre as capitais, com um aumento de 33,07% no preço do aluguel em 2024, seguida por Campo Grande (26,55%) e Porto Alegre (26,33%).

Ainda tem dúvidas?

Quanto custa, em média, o aluguel de um apartamento de 50 m²?

O aluguel médio de um apartamento de 50 m² nas 36 cidades monitoradas pelo FipeZAP é de R$ 2.406,00, com o valor médio por metro quadrado calculado em R$ 48,12.

Ainda tem dúvidas?
Victória Maymone Victória Maymone

Victória Maymone é graduanda em Letras Inglês e faz parte da meutudo desde 2021. Atuou como especialista de Customer Success, onde se aprofundou no mercado de crédito consginado, e atualmente integra o time de redatores do blog da meutudo. Produz conteúdos sobre crédito, finanças pessoais e demais temas do mercado financeiro. Nos momentos livres, gosta de estar com seus pets e assistir séries.

1295 artigos escritos