Estudo revela que 6 em cada 10 deixam o Bolsa Família em 10 anos
Em uma década, mais da metade dos beneficiários do Bolsa Família conseguiram conquistar autonomia financeira e sair do programa de transferência de renda.
É o que revela o estudo “Filhos do Bolsa Família”, realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. O maior índice de saída foi registrado entre jovens de 15 a 17 anos.
A seguir, confira os resultados do estudo da FGV sobre o Bolsa Família, quais os fatores que influenciam a saída do programa e os impactos desse movimento.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui estão as informações mais relevantes da notícia:
- Maioria dos beneficiários do Bolsa Família saiu do programa em 10 anos**: De acordo com o estudo "Filhos do Bolsa Família", realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mais da metade dos beneficiários do Bolsa Família conquistaram autonomia financeira e saíram do programa em uma década.
- Jovens são os que mais avançaram rumo à independência financeira**: A pesquisa apontou que os jovens e adolescentes foram os que mais avançaram rumo à independência financeira, com a maior taxa de desligamento do Bolsa Família ocorrendo entre aqueles que eram adolescentes em 2014.
- Fatores que influenciam a saída do programa**: O estudo destacou que a faixa etária, o nível de escolaridade, o vnculo empregatício dos responsáveis e a localização urbana ou rural influenciam diretamente na saída do programa.
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Resultados do estudo revelam mobilidade social
O estudo aponta que os jovens e adolescentes foram os que mais avançaram rumo à independência financeira.
A maior taxa de desligamento do Bolsa Família ocorreu entre aqueles que eram adolescentes em 2014, início do período analisado.
Isso reforça o impacto das condicionalidades do programa na formação educacional e no futuro profissional dos beneficiários. Além disso, o levantamento destaca que a faixa etária influencia diretamente na mobilidade social.
Os adolescentes têm mais chances de acessar o mercado de trabalho formal ao longo do tempo, especialmente quando combinam o apoio financeiro do programa com a conclusão dos estudos.
O levantamento feito em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) verificou que enquanto a taxa média de saída dos beneficiários foi de 60,68%, entre os jovens de 15 a 17 anos de idade chega a 71,25%.
Em seguida, figura a faixa de 11 a 14 anos, com 68,80%. Já entre as pessoas que tinham até 4 anos de idade, a proporção das que deixaram o programa no intervalo de uma década foi de 41,26%.
O público avaliado na pesquisa é classificado como a “segunda geração” do programa criado em 2003.
Entenda: Pode fazer bolsa família com 16 anos? Saiba mais sobre
Fatores que favorecem a saída do programa
A pesquisa também apontou os fatores que aumentam as chances de deixar o Bolsa Família. Jovens que viviam em áreas urbanas apresentaram taxa de saída de 67%, contra 55% em áreas rurais.
Além disso, o nível de escolaridade e vínculo empregatício dos responsáveis influencia diretamente nos resultados:
- Quando o responsável tem emprego formal, a taxa de saída chega a 79,40%
- Em famílias com ensino médio completo, a taxa de saída é de 70%
- Já com escolaridade apenas fundamental, o índice cai para 65,31%
Esses dados indicam que mais escolaridade e empregos com carteira assinada são elementos-chave para melhorar as condições socioeconômicas da família.
Segundo o pesquisador Valdemar Pinho Neto, quanto maior o acesso à educação por parte dos pais, maiores são as chances de seus filhos romperem com o ciclo de pobreza transmitido entre gerações.
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Bolsa Família tem impacto na redução da pobreza
A versão atualizada do programa, conhecida como Novo Bolsa Família, foi implementada em 2023 e já apresenta resultados relevantes.
De acordo com o estudo, entre os participantes registrados no início daquele ano, aproximadamente 31,25% deixaram de receber o benefício até outubro de 2025.
Além disso, o número médio de novas famílias ingressando mensalmente no programa (359 mil) ficou abaixo da média mensal de saídas (447 mil), sinalizando uma tendência de redução contínua da dependência do benefício.
Para os pesquisadores, essa diferença pode indicar um cenário ainda mais positivo para a próxima geração de beneficiários, com expectativa de melhora ainda maior na autonomia econômica.
O estudo da FGV foi publicado na mesma semana em que o IBGE divulgou dados animadores: mais de 8,6 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza em 2024.
Isso significa que o índice foi reduzido para 23,1% da população, o menor desde o início da série histórica em 2012.
A combinação de benefícios sociais eficazes e um mercado de trabalho mais aquecido aparece como fator determinante para esse avanço.
Continue lendo: Bolsa Família para diabéticos: existe benefício extra?
Programa fortalece transição com novos mecanismos
A nova fase do Bolsa Família incorpora ferramentas que tornam a saída do programa menos abrupta e mais segura para os beneficiários.
Dois pontos foram destacados pelo pesquisador Valdemar Pinho Neto como fundamentais para garantir uma transição equilibrada ao mercado de trabalho.
O primeiro é a chamada regra de proteção, que permite que beneficiários que conquistaram um emprego formal permaneçam temporariamente no programa, evitando cortes imediatos no benefício.
Caso a pessoa perca o emprego, há a possibilidade de retorno automático, sem necessidade de entrar novamente na fila de espera do CadÚnico.
O segundo é o Programa Acredita, uma iniciativa voltada para o acesso a microcrédito, que tem como objetivo incentivar o empreendedorismo entre famílias de baixa renda.
A proposta é que, ao deixarem o Bolsa Família, esses cidadãos tenham alternativas concretas de geração de renda, seja por meio do emprego formal ou de pequenos negócios próprios.
Para o pesquisador, essas mudanças buscam tornar o processo de desligamento do benefício algo mais natural e planejado
Isso ajuda a diminuir os impactos negativos de uma saída abrupta e permite que os beneficiários caminhem com mais estabilidade rumo à autonomia financeira.
Ao combinar assistência com incentivo à educação e à formalização do trabalho, o Bolsa Família mostra que é possível romper ciclos de pobreza.
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Perguntas frequentes
Qual a taxa de saída do Bolsa Família em 10 anos?
Segundo a FGV, 60,7% dos beneficiários que recebiam o benefício em 2014 saíram do programa até 2024.
Entre quais faixas etárias houve maior saída do Bolsa Família?
Jovens de 15 a 17 anos tiveram o maior índice de saída, com 71,25%.
A saída do programa indica perda de assistência?
Não. Muitos dos que saíram conseguiram emprego formal ou deixaram o CadÚnico por melhora de renda.
O Bolsa Família mudou após 2023?
Sim. A nova versão trouxe regras de proteção e acesso a microcrédito, como o Programa Acredita.
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Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
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