Aumento da violência patrimonial: 40% das ocorrências envolvem idosos
Às vésperas do Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência contra a Pessoa Idosa, dados alarmantes mostram que a violência patrimonial representa 40% das ocorrências registradas contra idosos em Juiz de Fora.
Entre os casos mais comuns está o golpe do falso funcionário de banco, que tem causado grandes prejuízos às vítimas.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- 40% das ocorrências de violência contra idosos em Juiz de Fora são de natureza patrimonial, com destaque para o golpe do falso funcionário de banco.
- Estelionatários se passam por representantes bancários, solicitam cartões e senhas dos idosos, causando prejuízos financeiros significativos, como o caso de uma vítima que teve R$ 20 mil transferidos e um empréstimo de R$ 30 mil, sofrendo um desvio de R$ 14.900,00.
- Avanços tecnológicos, como aplicativos bancários e empréstimos online, têm facilitado golpes contra idosos, que muitas vezes acabam endividados sem intenção, devido a dificuldades em compreender contratos.
- Para prevenir essas situações, é recomendado não compartilhar senhas, não entregar cartões a terceiros, ativar autenticação em duas etapas, desconfiar de ligações e links suspeitos, verificar operações bancárias e ter cuidado com informações pessoais nas redes sociais.
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Golpe do falso funcionário de banco
A prática criminosa mais recorrente é a do falso funcionário de banco. O delegado Rodolfo Rolli, do Núcleo de Atendimento ao Idoso, explica como os estelionatários atuam:
“Eles ligam para a casa do idoso, se identificam como representantes do banco e alegam que o cartão da vítima foi clonado. Em seguida, afirmam que um portador irá buscar o cartão na residência, frequentemente acompanhado da senha”.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) enfatiza que as instituições financeiras nunca solicitam a devolução de cartões, mesmo em casos de suspeita de fraude.
Leia: Segurança digital: veja como evitar cair em golpes online
Consequências às vítimas
Casos como o da senhora de 68 anos, que teve R$ 20 mil transferidos de sua conta e foi persuadida a fazer um empréstimo de R$ 30 mil, dos quais R$ 14.900,00 foram desviados, são exemplos do impacto devastador desses golpes.
Rolli destaca que os avanços tecnológicos, embora benéficos, também facilitam a vida dos golpistas, especialmente quando se trata de idosos que têm dificuldades em acompanhar essas mudanças.
Tecnologias facilitam os golpes
A popularização de aplicativos como WhatsApp e os de bancos, além da possibilidade de realizar empréstimos online, tem sido um terreno fértil para os estelionatários.
“Muitos idosos se endividam sem querer, seja por falta de compreensão dos contratos ou por tentarem ajudar familiares”, comenta Rolli.
Ele também alerta sobre a necessidade de investigações federais para combater o vazamento de dados dos aposentados.
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Medidas de prevenção
Para se proteger contra golpes, os idosos e seus familiares devem estar atentos às orientações da Febraban:
- Não compartilhe senhas: evite repassar senhas por aplicativos de mensagens, e-mails ou SMS
- Cuidado com o cartão: nunca entregue seu cartão a ninguém e desconfie de solicitações para devolvê-lo
- Ative a autenticação em duas etapas: use essa medida de segurança em todas as contas possíveis
- Desconfie de links e ligações: não clique em links desconhecidos e sempre confirme a veracidade das ligações supostamente vindas do banco
- Verifique operações bancárias: confirme o nome do recebedor ao fazer transferências
- Cuidado com o que compartilha nas redes sociais: evite dar informações que possam ser usadas por golpistas
É fundamental que tanto os idosos quanto seus familiares estejam atentos às dicas de segurança e sempre busquem confirmar qualquer informação diretamente com os bancos.
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Perguntas frequentes
O que é violência patrimonial contra idosos?
Violência patrimonial refere-se ao abuso financeiro, onde os bens ou recursos financeiros do idoso são roubados ou manipulados de forma fraudulenta.
Como os golpistas enganam os idosos?
Os golpistas costumam se passar por funcionários de bancos ou outras instituições para obter informações confidenciais ou convencer a vítima a realizar transferências financeiras.
O que fazer se cair em um golpe?
Caso seja vítima de um golpe, é crucial registrar um boletim de ocorrência e notificar o banco o mais rápido possível.
Como os bancos estão ajudando a prevenir fraudes?
Os bancos investem em tecnologia de segurança e campanhas de conscientização para orientar os clientes sobre como evitar fraudes.