Intimação Judicial: o que é e como funciona?

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Receber uma intimação judicial pode causar dúvidas e apreensão, especialmente para quem não está familiarizado com os trâmites do Judiciário. 

Em qualquer processo, seja na esfera judicial ou administrativa, é comum surgir o termo “intimação”. Cartas, decisões ou documentos que ordenam a intimação das partes fazem parte da rotina diária dos profissionais do Direito

No entanto, compreender o que ela significa é importante, pois esse documento garante que todas as partes envolvidas em um processo tenham ciência do que está acontecendo e possam exercer plenamente seus direitos.

A seguir, confira o que é uma intimação judicial, como ela funciona, quais são os tipos mais comuns e o que fazer ao receber uma. Assim, você saberá como agir com tranquilidade e de forma segura.

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O que é intimação judicial?

A intimação judicial é uma notificação oficial, geralmente por escrito, emitida pelo juiz ou determinada por ele, com o objetivo de informar qualquer envolvido no processo sobre atos processuais passados ou que ainda irão ocorrer.

De acordo com o artigo 269 do Código de Processo Civil, a intimação é o instrumento que dá ciência às partes sobre os atos e termos do processo. 

O conteúdo da intimação varia conforme a necessidade do processo: ela pode solicitar o comparecimento a uma audiência, a apresentação de um recurso ou o cumprimento de uma obrigação.

A intimação também garante o cumprimento do princípio do devido processo legal, pois nenhuma parte pode ser prejudicada sem antes ser formalmente comunicada. 

Inclusive, é possível que um advogado solicite a intimação da parte contrária por meio de correspondência, desde que acompanhado dos documentos exigidos pela lei, como despacho, decisão ou sentença, conforme os parágrafos 1º e 2º do mesmo artigo.

É importante distinguir intimação de citação, enquanto a citação é destinada a informar o réu sobre a existência do processo para que ele possa se defender, a intimação serve para comunicar os atos processuais às partes já integradas ao processo.

Ela assegura o direito à ampla defesa e ao contraditório. Sem a intimação, não é possível exigir que uma parte se manifeste ou cumpra uma obrigação legal no processo.

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Como funciona a intimação judicial?

A intimação judicial funciona como uma comunicação oficial que informa partes, testemunhas ou demais envolvidos sobre eventos processuais, como audiências, prazos ou decisões. Cada intimação possui informações importantes, como:

  • Dados do processo: número, nomes das partes e juízo responsável
  • Instruções claras: como comparecimento a audiências ou envio de documentos
  • Prazos definidos: indicando a data limite para o cumprimento da determinação
  • Identificação: nome e, sempre que possível, dados como RG de quem recebeu

Ela pode ser entregue de diversas formas, sempre de acordo com a situação e os recursos disponíveis. Um dos métodos mais utilizados inclui é a entrega pessoal que é feita por um oficial de justiça, que solicita assinatura no momento da entrega.

Também pode ser entregue por meios eletrônicos, como envio por plataformas como o PJe ou e-SAJ, ou ainda via e-mail ou WhatsApp, com identificação e QR Code para verificação de autenticidade.

Além disso, se pode utilizar os Correios para enviar com Aviso de Recebimento (AR), garantindo registro de quem recebeu, ou pelo Diário da Justiça quando o destinatário não é localizado, com publicação em veículo oficial.

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Qual a diferença entre intimação judicial e intimação extrajudicial?

Embora o termo “intimação” represente um único mecanismo de comunicação dentro do Direito, é possível diferenciá-lo com base no contexto em que é utilizado.

A intimação judicial é a forma mais conhecida e ocorre dentro de um processo que já está em andamento no Poder Judiciário. 

Seu objetivo é informar os envolvidos sobre atos processuais, garantindo que todos possam exercer seus direitos e deveres dentro do prazo legal.

Já a intimação extrajudicial acontece fora do ambiente judicial. Ela é frequentemente usada para notificar uma pessoa sobre determinada situação e formalizar esse aviso como uma prova futura. 

Um exemplo comum é quando se utiliza o cartório para enviar uma intimação extrajudicial a um devedor em atraso. 

Nesse caso, o objetivo é constituir a chamada mora, ou seja, demonstrar que o devedor foi informado sobre a pendência, o que pode ser utilizado como prova em eventual processo.

Ambas as formas têm validade legal e finalidades específicas, sendo essencial compreender o contexto e o conteúdo de cada uma antes de tomar qualquer decisão.

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O que fazer quando receber uma intimação judicial?

Ao ser intimado, é importante seguir alguns cuidados fundamentais para evitar complicações no processo. Confira abaixo algumas dicas do que fazer:

  • Leia com atenção: verifique os dados do processo, datas, horários e o que está sendo solicitado
  • Não ignore: deixar de cumprir a intimação pode gerar sanções legais como multas, penhora de bens e decisões desfavoráveis
  • Consulte um advogado: o ideal é buscar ajuda profissional o quanto antes para entender seus direitos e deveres
  • Confirme a autenticidade: confira selos, assinaturas e códigos de verificação. Se necessário, entre em contato com o cartório
  • Organize seus documentos: reúna provas e informações que possam ser úteis para sua defesa ou resposta.

Se tiver impedimento para comparecer, é importante comunicar seu advogado e pedir a remarcação com uma justificativa formal.

Agir rapidamente ao receber uma intimação judicial é essencial para garantir que seus direitos sejam respeitados

O apoio de um advogado pode fazer toda a diferença para que você responda adequadamente e evite prejuízos no processo.

O que acontece se não responder a intimação judicial?

Deixar de responder a uma intimação judicial pode acarretar consequências legais graves, como multas, perda de prazos, ou até mesmo a presunção de veracidade dos fatos apresentados pela outra parte.

No âmbito cível, o não comparecimento pode levar à revelia, quando o juiz presumir verdadeiros os fatos alegados pela outra parte, e resultar em decisões desfavoráveis sem que você tenha se manifestado. 

Também há a possibilidade de multas, como a prevista no Código de Processo Civil, que pode ser aplicada em caso de ausência injustificada à audiência.

Já em processos criminais, a situação pode ser ainda mais delicada. A pessoa intimada que não comparece pode ser alvo de um mandado de prisão ou responder por crime de desobediência, sujeito a sanções penais. 

Além disso, o juiz pode determinar a condução coercitiva, obrigando o comparecimento à audiência ou à delegacia.

Em todos os casos, ignorar uma intimação enfraquece sua defesa e compromete seu direito de participação no processo.

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FAQ

Perguntas frequentes

A intimação judicial sempre exige comparecimento no fórum?

Nem sempre. Depende do teor da intimação. Algumas pedem apenas a entrega de documentos ou uma resposta escrita.

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Como sei se uma intimação é verdadeira?

Verifique se há número de processo, vara judicial e dados do tribunal. Em caso de dúvida, acesse o site do Judiciário ou consulte um advogado.

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Posso ser intimado por WhatsApp ou e-mail?

Sim, desde que previamente autorizado e regulamentado pelo tribunal. Cada região tem regras próprias para isso.

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O que acontece se eu me recusar a assinar a intimação?

A recusa não impede a validade do ato. O oficial de justiça pode registrar a recusa e isso é suficiente para considerar a pessoa intimada.

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Aline Magalhães Aline Magalhães

Aline Magalhães é graduada em Psicologia e Gestão de Recursos Humanos. Atua na meutudo desde 2024, onde começou no mercado financeiro como Agente de Operações nos produtos de Empréstimo Consignado CLT, Saque-Aniversário, Empréstimo Consignado INSS e cartões. Hoje, está na área de marketing no time de conteúdo, escrevendo artigos sobre educação financeira, benefícios e trabalhistas. Adora ouvir música, ler e assistir séries. É apaixonada por boas narrativas e acredita no poder transformador das histórias.

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