Fim do PIS e Cofins não encerra todas as cobranças; veja o que muda em 2027
A partir de 1º de janeiro de 2027, o fim do PIS e Cofins marcará o encerramento oficial de dois dos principais tributos federais sobre o consumo no Brasil, conforme a Reforma Tributária aprovada na Emenda Constitucional nº 132/2023.
Na prática, isso não significa que o consumidor deixará de pagar impostos nas compras. O que ocorre é a troca de dois tributos antigos por um único modelo de arrecadação mais moderno.
Confira a seguir qual cobrança substituirá esses impostos, como funcionará o calendário de transição do Governo Federal e qual o impacto real dessa mudança no orçamento familiar.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo em 1 minuto
A partir de 1º de janeiro de 2027, o PIS e a Cofins serão extintos e substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), conforme a Reforma Tributária da Emenda Constitucional nº 132/2023, com o objetivo de modernizar a arrecadação federal sobre o consumo. A mudança integra um modelo de IVA dual que visa simplificar a cobrança de impostos, mas não elimina a tributação nas compras, apenas a substitui por um sistema mais eficiente.
- Data de início da CBS: 1º de janeiro de 2027
- Modelo adotado: IVA dual, com CBS federal e IBS estadual/municipal
- Período de transição federal: fase piloto em 2026 com taxa de 0,9%, sem custo extra para empresas
- Término da transição estadual e municipal: previsto para 2033, para ajuste das contas locais
O que substitui o PIS e a Cofins em 2027?
A partir de 1º de janeiro de 2027, a nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) assumirá a arrecadação federal sobre o consumo, pondo fim definitivo ao Programa de Integração Social (PIS) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Essa mudança é a base da Reforma Tributária. O novo modelo adota o IVA dual (sigla para Imposto sobre Valor Agregado duplo), dividindo a cobrança em duas frentes:
Fique no topo com a meutudoAdicione a meutudo como preferência de fonte de busca no seu Google- Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS): recolhe a parcela federal e vai para os cofres da União
- Imposto sobre Bens e Serviços (IBS): reúne taxas locais e é dividido entre os governos estaduais e as prefeituras
O objetivo principal dessa união é destravar o comércio, cortar regras burocráticas e impedir cobranças escondidas ou repetidas no preço final das mercadorias.
Para entender como essa mudança acontece na prática, confira as principais etapas na tabela a seguir:
| Cronograma de transição do fim do PIS e Cofins para a nova CBS | ||
|---|---|---|
| Regra anterior (até 2025) | Fase de testes (em 2026) | Regra definitiva (a partir de 2027) |
| Cobrança antiga e separada de PIS e Cofins | Empresas começam a testar a CBS com uma taxa menor (0,9%) | Fim do PIS e Cofins a partir de 1º de janeiro |
| Imposto cobrado várias vezes ao longo da produção | Comércio e fábricas ajustam sistemas e notas fiscais | O novo imposto (CBS) passa a valer de vez, sem cobrança repetida |
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Como será o período de transição para as novas cobranças?
A transição foi desenhada em duas velocidades diferentes para evitar choques bruscos no mercado e na arrecadação pública. Na esfera federal, a adaptação é rápida.
Durante a fase de testes de 2026, o valor recolhido sob a taxa piloto da CBS (0,9%), estipulada pelo Ministério da Fazenda (2024), não representa um custo extra para as empresas.
Ele é abatido diretamente do que elas já pagam de PIS e Cofins, servindo apenas para testar sistemas e emissão de notas fiscais.
Com os ajustes validados, a migração federal se encerra de vez em 2027. O processo só é mais longo no âmbito dos estados e municípios.
Como o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) reunirá cobranças do ICMS estadual e do ISS municipal, a substituição será gradual, ano a ano, com término definitivo previsto apenas para 2033, para que governadores e prefeitos ajustem suas contas.
O cronograma detalhado de cada setor pode ser consultado diretamente no portal oficial da Reforma Tributária no site do Governo Federal.
Qual o impacto das mudanças tributárias no seu bolso?
A principal promessa do novo IVA é acabar com o chamado “efeito cascata”, modelo em que um tributo incide sobre outro ao longo de toda a cadeia de produção.
Na prática, a lógica atual faz com que uma mercadoria seja tributada repetidas vezes: a fábrica paga imposto ao produzir, o distribuidor paga novamente ao revender e o lojista repete a cobrança no balcão.
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Com o novo sistema, cada etapa paga imposto apenas sobre o valor que adicionou ao produto, gerando créditos que impedem a cobrança duplicada.
A expectativa é que essa simplificação reduza custos, principalmente em itens industrializados.
No entanto, o impacto final nas prateleiras não é imediato e dependerá da adaptação de cada setor, já que o segmento de serviços, por exemplo, terá regras próprias de transição.
Por isso, o consumidor não deve contar com uma redução automática de preços no curto prazo.
Até que o mercado se adapte às regras a partir de 2027, o caminho mais seguro é manter o foco na sua educação financeira pessoal e organizar os gastos com previsibilidade.
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