Reforma tributária sofre cortes na regulamentação e impacta setores
A regulamentação da reforma tributária avança com novas normas que detalham a aplicação dos tributos criados pelo novo sistema.
Essas regras complementares são responsáveis por definir bases de cálculo, exceções e mecanismos de compensação fiscal.
Em janeiro de 2026, o governo federal sancionou a segunda lei complementar da reforma, mas vetou dispositivos aprovados pelo Congresso que alteravam pontos sensíveis do novo modelo.
As decisões atingem setores específicos e regras de devolução de tributos. Confira o que foi vetado, quais áreas foram afetadas e o que muda a partir de agora.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui estão as informações mais relevantes sobre a reforma tributária que sofreu cortes na regulamentação:
- O governo federal sancionou a segunda lei complementar da reforma tributária, mas vetou dez dispositivos aprovados pelo Congresso, incluindo pontos que alteravam bases de cálculo, reduziam alquotas e mudavam regras de devolução de tributos.
- As mudanças atingem setores como o futebol, programas de fidelidade, gs canalizado, alimentos lquidos e normas municipais sobre transferência de imóveis.
- O veto presidencial manteve a tributação sobre a venda de jogadores de futebol, rejeitando a exclusão dessas receitas da base de cálculo dos novos tributos.
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Governo veta pontos da regulamentação da reforma tributária
Ao sancionar a segunda lei complementar da reforma tributária, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou dez dispositivos do PLP 108 que haviam sido incluídos pelo Congresso.
Esses vetos retiram trechos que alteravam bases de cálculo, reduziam alíquotas e mudavam regras de devolução de tributos no novo sistema.
Segundo o Ministério da Fazenda, as mudanças atingem setores como o futebol, programas de fidelidade, gás canalizado, alimentos líquidos e normas municipais sobre transferência de imóveis.
Com os vetos, passam a valer regras consideradas mais restritivas, enquanto o Congresso ainda pode decidir se mantém ou derruba os cortes.
SAFs mantêm tributação sobre venda de jogadores
Entre os vetos com maior impacto está o que envolve as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs).
O Congresso havia aprovado a exclusão das receitas obtidas com a venda de atletas da base de cálculo dos novos tributos criados pela reforma.
Com o veto presidencial, essas receitas permanecem tributadas. Também foi rejeitada a proposta de reduzir a carga tributária das SAFs de 6% para 5%. A alíquota segue em 6%, composta por 4% de tributos não alterados, 1% de CBS e 1% de IBS.
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Pontos e milhas seguem fora da base de cálculo
Outro veto manteve fora da tributação os pontos de programas de fidelidade recebidos sem custo, como milhas obtidas por cadastro, promoções ou compensações por atraso de voo.
A proposta do Congresso previa incluir esses valores na base de cálculo da CBS e do IBS, mas foi barrada pelo Executivo.
Cashback e regras municipais também foram atingidos
O governo também vetou alterações relacionadas ao cashback do gás canalizado.
Com isso, permanece o modelo que prevê devolução imediata de 100% da CBS e de parte do IBS para famílias de baixa renda sobre itens como água, botijão de gás, energia elétrica e serviços essenciais.
Além disso, foi vetada a ampliação genérica da redução de alíquotas para “alimentos líquidos naturais” e a possibilidade de antecipar o pagamento do ITBI na formalização do título de transferência de imóveis.
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Perguntas frequentes
O que muda com os vetos na regulamentação da reforma tributária?
Os vetos retiram trechos que reduziriam impostos ou alterariam regras de devolução de tributos, mantendo critérios mais restritivos no novo sistema tributário.
As SAFs pagarão imposto sobre venda de jogadores?
Sim. As receitas com venda de atletas continuam tributadas e a alíquota total das SAFs permanece em 6%.
Pontos e milhas de programas de fidelidade serão tributados?
Não. Pontos recebidos sem custo, como milhas de promoções e compensações, seguem fora da base de cálculo dos novos tributos.
O Congresso pode reverter os vetos presidenciais?
Sim. Deputados e senadores ainda podem analisar os vetos e decidir por mantê-los ou derrubá-los.