Dia das Crianças 2025: o que elas desejam e os pais podem comprar?

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O Dia das Crianças 2025 está chegando e, como sempre, a data desperta expectativas tanto nas crianças quanto nos pais.

Mais do que uma simples troca de presentes, esse momento reflete mudanças no consumo, nas influências digitais e no orçamento familiar.

Enquanto os pequenos expressam desejos cada vez mais variados, os adultos buscam equilibrar carinho, simbolismo e realidade financeira.

Neste artigo, apresentamos dados da pesquisa Datatudo, feita com os leitores do blog meutudo, para entender o que esperar deste ano: os desejos das crianças, os gastos das famílias e as tendências para o futuro.

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O que as crianças mais desejam de presente?

Em 2025, os desejos das crianças para o Dia das Crianças mostram como o universo infantil é moldado por tendências rápidas e pela força das redes sociais. Entre os itens que mais aparecem nas listas de pedidos estão o:

  • Labubu
  • Lego
  • Bobbie Goods e kits de canetinhas
  • Brinquedos da Patrulha Canina
  • Brinquedos da A Casa Mágica da Gabby (uma série infantil da Netflix que virou febre entre crianças e gerou linha de brinquedos)
  • Experiências digitais como o Roblox, em especial skins e itens virtuais que permitem a personalização dos personagens

Essas escolhas evidenciam dois movimentos importantes: de um lado, a permanência dos brinquedos físicos como símbolos de infância; de outro, o crescimento dos presentes digitais, que já ocupam espaço semelhante no coração das crianças.

Leia também: Ideias de presente para Dia das crianças: dicas e sugestões 

Essa transformação aponta para um novo equilíbrio. Enquanto os pais ainda se sentem mais confortáveis comprando presentes tangíveis, as crianças demonstram que os bens virtuais já possuem o mesmo peso afetivo.

A dúvida que surge é: como conciliar desejos que envolvem mundos tão diferentes?

Por que e onde as crianças descobrem esses desejos?

O que as crianças pedem de presente não surgem do nada. Por trás de cada boneco, jogo ou item digital desejado, há um processo de exposição constante a conteúdos digitais.

YouTube e TikTok como vitrines de consumo

Hoje, o YouTube e o TikTok funcionam como verdadeiras vitrines. Comerciais disfarçados de entretenimento, unboxings e demonstrações de produtos dominam os vídeos assistidos pelas crianças.

A lógica dos algoritmos reforça ainda mais esse ciclo: quanto mais a criança interage com determinado conteúdo, mais o produto aparece novamente em sua tela.

Influenciadores como Lucas Neto e Emilly Vick têm impacto direto nesse comportamento. Suas recomendações não só apresentam novidades, mas criam desejo coletivo, transformando brinquedos em febre nacional em questão de semanas.

O impacto da viralização no desejo coletivo

No passado, a TV aberta tinha papel central na formação do desejo infantil. Hoje, esse papel foi substituído pelos algoritmos das redes sociais. A viralização faz com que um produto simples se torne praticamente indispensável para muitas crianças.

Essa dinâmica traz benefícios e riscos. Entre os pontos positivos, está a diversidade de opções, já que a criança tem acesso a tendências globais em tempo real. Por outro lado, existe o incentivo ao consumo excessivo, já que a pressão do coletivo é muito mais intensa.

Saiba mais: Como evitar compras por impulso no dia a dia 

Outro aspecto delicado é o acesso facilitado a cartões de crédito dentro de celulares. 

Muitos jogos e aplicativos oferecem compras rápidas de skins, moedas virtuais e acessórios digitais. Sem supervisão, isso pode gerar gastos inesperados e criar tensões dentro das famílias.

Quanto as famílias gastam no Dia das Crianças?

Segundo a pesquisa Datatudo, feita com os leitores do blog meutudo, os gastos médios com presentes no Dia das Crianças em 2024 ficaram concentrados na faixa de até R$ 200,00.

Gráfico mostra que 48% gastaram até R$50 no Dia das Crianças 2024.

Para 2025, a tendência permanece semelhante.

Gastos em 2025 seguem padrão: maioria gasta até R$200.

A questão é: será que esse orçamento cobre os presentes mais desejados? Brinquedos como Lego e Labubu podem ultrapassar facilmente a faixa dos R$ 200,00, sem falar em consoles e itens digitais mais caros.

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Esse descompasso entre desejo infantil e orçamento familiar levanta uma reflexão: os pais conseguem atender totalmente os pedidos ou acabam negociando alternativas?

É nesse ponto que ferramentas como o comparador de preço se tornam aliados importantes, ajudando as famílias a encontrar opções mais acessíveis sem abrir mão da qualidade.

Situação financeira e impacto no consumo

Além do orçamento destinado ao Dia das Crianças, a situação financeira das famílias pesa muito na decisão de compra.

Segundo a pesquisa Datatudo 60% têm condições de gastar no Dia das Crianças mas desse número, cerca de 21% está com o orçamento limitado. Outros 40% responderam que não tem condições:

40% dizem não ter dinheiro para o Dia das Crianças 2025.

Esses dados refletem um cenário em que os desejos infantis muitas vezes esbarram na realidade financeira.

Essa diferença de expectativas pode gerar frustrações, mas também abre espaço para conversas sobre consumo consciente e valorização de alternativas criativas, como presentes simbólicos ou experiências em família.

Quando e como os consumidores compram?

Outro ponto importante revelado pela pesquisa Datatudo é o comportamento de compra em relação ao tempo de antecedência.

Quase 30% das pessoas deixa a compra para o próprio dia 12 de outubro, que em 2025 cairá em um domingo.

40% dizem não ter dinheiro para o Dia das Crianças 2025.

Essa escolha pode trazer problemas, como aumento de preços, menor disponibilidade de produtos e até dificuldades para aprovar crédito.

Essa dificuldade pode ocorrer porque muitos bancos não funcionam plenamente no fim de semana, impedindo realizar novas contratações.

Nesses casos é preciso contar com fintechs, como a gente da meutudo, onde é possível contratar crédito em qualquer dia, inclusive finais de semana e feriados.

Leia mais: meutudo é confiável?

Outro ponto da pesquisa mostra que o preço e as promoções são os fatores mais determinantes na escolha do presente.

Preço e promoções são prioridade na escolha do presente.

Ou seja, apesar da influência dos pedidos das crianças, o bolso ainda é quem dá a palavra final.

Expectativas e próximos anos

Os dados indicam que, apesar de uma leve melhora em 2025 entre os brasileiros que afirmam ter dinheiro limitado, a recuperação financeira ainda é lenta

A proporção de pessoas sem condições de comprar presentes segue praticamente igual à do ano anterior, revelando que boa parte da população continua enfrentando restrições no orçamento. 

Para os próximos anos, a expectativa é de que a retomada do consumo dependa diretamente da estabilidade econômica e do controle da inflação, fatores que influenciam o poder de compra e o comportamento das famílias em datas comemorativas.

Além disso, a influência de influenciadores digitais deve continuar forte. Por exemplo, a coexistência entre presentes físicos e digitais (como Roblox) tende a se consolidar.

Outro movimento que começa a despontar é a chegada dos brinquedos digitais com inteligência artificial. Estudos recentes já mostram que cerca de 40% das crianças brasileiras usam IA como forma de companhia.

Esse dado sugere que, em breve, presentes baseados em interação com IA podem entrar na lista de desejos das crianças, criando uma nova fronteira para os pais equilibrarem orçamento e expectativas.

Confira: O que fazer no Dia das Crianças: 10 ideias econômicas 

O que fica claro é que o Dia das Crianças não é apenas sobre presentes, mas sobre acompanhar transformações culturais, tecnológicas e sociais que moldam o universo infantil.

As pesquisas mostram que o Dia das Crianças continua sendo uma data de forte impacto emocional e financeiro para as famílias brasileiras. Entre sonhos digitais e brinquedos clássicos, os pais seguem equilibrando desejos e possibilidades.

Se você quiser continuar acompanhando nossas pesquisas e análises sobre comportamento de consumo, convidamos você a se inscrever aqui e participar dos próximos levantamentos da meutudo.

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Leticia Jordão Leticia Jordão

Leticia é formada em Marketing e trabalha como redatora desde 2018. Adora consumir conteúdos sobre educação financeira e escreve na meutudo para descomplicar a vida das pessoas que buscam crédito. No seu tempo livre gosta de ir à praia, visitar cafés bonitos e inventar moda com crochê e tricô.

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