Financeiras não podem mais bloquear celular de inadimplentes, decide Justiça

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Justiça do Distrito Federal proíbe financeiras de bloquearem celulares de inadimplentes. Empresas também não podem mais exigir aplicativos de bloqueio.

A Justiça do Distrito Federal proibiu instituições financeiras de bloquearem remotamente o celular de clientes inadimplentes como garantia de pagamento.

A decisão da 2ª turma cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), anunciada em 8 de maio, tem efeito imediato e vale para todo o país.

Confira o que motivou a decisão, o impacto para os consumidores e como instituições sérias atuam para proteger o cliente.

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Resumo da notícia
  • Justiça proíbe financeiras de bloquearem celular de inadimplentes como garantia de pagamento.
  • Decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal vale em todo o país e tem efeito imediato.
  • Empresas terão que remover aplicativos de bloqueio em 15 dias, sob multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
  • Prática considerada ilegal por violar direitos básicos e focar em clientes de baixa renda, com juros abusivos.
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Bloqueio de celulares como garantia de empréstimo é ilegal

A ação foi movida pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios contra as empresas que ofereciam empréstimo com celular como garantia.

As instituições financeiras exigiam a instalação de aplicativos que bloqueavam funções do aparelho em caso de inadimplência.

O Tribunal de Justiça entendeu que a prática violava direitos básicos como dignidade, comunicação, informação e acesso ao trabalho.

Leia também: Como funciona um empréstimo para quem tem nome sujo?

Empresas terão que retirar aplicativos de bloqueio

O tribunal determinou que os aplicativos de bloqueio sejam removidos das lojas virtuais em até 15 dias após a publicação.

Caso descumpram a decisão, as empresas pagarão multa de R$ 100 mil por dia. Cada novo contrato semelhante gerará multa adicional de R$ 10 mil.

A Justiça considerou também que os juros praticados eram abusivos, chegando a 18,5% ao mês, mais do que o dobro da média do mercado.

Público afetado era considerado hipervulnerável

As instituições financeiras miravam clientes de baixa renda, com menos acesso ao crédito tradicional e maior risco de inadimplência.

O tribunal destacou que esse público é hipervulnerável e não pode ser submetido a práticas abusivas disfarçadas de inovação tecnológica.

A decisão garante mais segurança jurídica e respeito ao devido processo legal em operações de crédito.

Continue lendo: Tipos mais acessíveis de empréstimo para baixa renda

Além disso, representa uma vitória importante para a defesa do consumidor e reforça o compromisso das instituições sérias com práticas éticas.

A recomendação para quem busca crédito é sempre priorizar bancos e financeiras autorizadas pelo Banco Central e evitar ofertas com exigências abusivas.

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FAQ

Perguntas frequentes

Financeiras podem utilizar o celular como garantia do empréstimo?

Não. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal proibiu empresas de oferecer crédito com bloqueio remoto de celular do cliente inadimplente ou exigir a instalação de aplicativos de bloqueio.

Ainda tem dúvidas?

Por que a prática de usar celular como garantia do empréstimo foi considerada ilegal?

A medida foi considerada pela Justiça como uma violação aos direitos constitucionais como acesso à informação, comunicação, trabalho e dignidade do consumidor.

Ainda tem dúvidas?

O que acontece se a decisão for descumprida?

As empresas deverão pagar multa de R$ 100 mil por dia e mais R$ 10 mil por contrato firmado com cláusula semelhante.

Ainda tem dúvidas?

Posso ser obrigado a dar meu celular como garantia do empréstimo?

Não. Nenhuma instituição financeira pode exigir seu aparelho ou instalar aplicativos que bloqueiem o uso em caso de inadimplência.

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Kamilla Aires Kamilla Aires

Kamilla Aires é formada em Publicidade e Propaganda e faz parte da meutudo desde 2021. Iniciou sua trajetória no time de Customer, onde teve contato com o mercado financeiro, e hoje integra o time de redatores SEO. Gosta de escrever sobre crédito, finanças pessoais e temas relacionados à educação financeira. Quando não está escrevendo, divide o tempo entre explorar novos lugares e maratonar suas séries favoritas.

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