Novo modelo de CNPJ alfanumérico começa em julho: o que muda de fato?

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A Receita Federal começou a adotar o CNPJ alfanumérico para novas empresas, ampliando as combinações disponíveis sem alterar os registros já existentes.

Resumo em 1 minuto

O novo modelo de CNPJ alfanumérico começou a ser adotado pela Receita Federal nesta quarta-feira (01), ampliando a quantidade de combinações disponíveis para o cadastro de novas empresas no Brasil. A mudança faz parte da modernização do cadastro das pessoas jurídicas e das mudanças previstas com a Reforma Tributária. A Receita Federal permitiu que os 12 primeiros caracteres do cadastro sejam compostos por letras e números, enquanto os dois últimos dígitos, conhecidos como Dígitos Verificadores (DV), continuam sendo exclusivamente numéricos. Quem já possui empresa registrada no Brasil não precisará trocar o CNPJ agora. O cadastro atual continuará válido normalmente e poderá ser utilizado sem qualquer alteração. No entanto, é importante verificar se os sistemas utilizados pela empresa estão preparados para reconhecer tanto o formato numérico quanto o novo padrão alfanumérico. Caso esses sistemas aceitem apenas números, podem ocorrer erros na emisso de documentos fiscais, falhas em cadastros e dificuldades no envio de obrigações acessórias. A Receita Federal pode realizar uma migração gradual dos CNPJs existentes para o formato alfanumérico, mas ainda não há confirmação de um cronograma definitivo para a conversão. Atualizar os sistemas antes da obrigatoriedade reduz o risco de falhas em documentos fiscais e cadastros no momento da migração.

  • Tipo de CNPJ: Alfanumérico
  • Caracteres permitidos: Letras e números
  • Dígitos Verificadores: Exclusivamente numéricos
  • Implementação: A partir de julho
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O CNPJ alfanumérico começou a ser adotado nesta quarta-feira (01) pela Receita Federal para ampliar a quantidade de combinações disponíveis para o cadastro de novas empresas no Brasil.

A novidade faz parte da modernização do cadastro das pessoas jurídicas e as mudanças previstas com a Reforma Tributária.

A seguir, entenda por que o CNPJ vai mudar, como funciona o novo modelo e o que muda para quem já tem ou pretende abrir uma empresa.

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Por que o CNPJ vai mudar?

Segundo a Receita Federal, o Brasil já possui mais de 60 milhões de inscrições, o que tornou necessária a mudança para um novo padrão capaz de atender ao crescimento da abertura de empresas nos próximos anos. 

O modelo atual de CNPJ é formado por 14 números e está próximo do limite de combinações disponíveis para novos registros. 

Por esse fator, a Receita passou a permitir que os 12 primeiros caracteres do cadastro sejam compostos por letras e números.  Apenas os dois últimos dígitos, conhecidos como Dígitos Verificadores (DV), continuarão sendo exclusivamente numéricos. 

A medida também está alinhada à implementação da Reforma Tributária, que prevê o uso do CNPJ como identificação única das empresas.

Leia também: Como abrir empresa de pequeno porte: guia para empreender

Como vai funcionar o modelo alfanumérico?

O novo CNPJ alfanumérico será utilizado apenas para novas inscrições realizadas a partir de julho. Na prática, a estrutura permanece semelhante à atual, mas passa a aceitar letras nos 12 primeiros caracteres.

Apesar da inclusão das letras, o cálculo do Dígito Verificador continua utilizando o método do Módulo 11, um dos algoritmos padrão e adotado nos órgãos  governamentais. 

A única diferença é que, antes do cálculo, as letras são convertidas em números, conforme as regras definidas pela Receita Federal.

Para os empresários, essa alteração praticamente não muda a rotina administrativa. O maior impacto está nos sistemas que armazenam ou validam o número do CNPJ.

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Já tenho CNPJ aberto, o que muda para mim?

Quem já possui empresa registrada não precisará trocar o CNPJ agora. O cadastro atual continuará válido normalmente e poderá ser utilizado sem qualquer alteração.

O principal cuidado será verificar se os sistemas utilizados pela empresa estão preparados para reconhecer tanto o formato numérico quanto o novo padrão alfanumérico. 

Isso inclui programas de emissão de notas fiscais, folha de pagamento, softwares de gestão e integração com órgãos públicos e parceiros comerciais.

Caso esses sistemas aceitem apenas números, poderão ocorrer erros na emissão de documentos fiscais, falhas em cadastros e dificuldades no envio de obrigações acessórias.

Necessidade de migração no futuro

Embora a mudança imediata seja válida apenas para novos registros, especialistas da área jurídica sinalizam que a Receita Federal pode realizar uma migração gradual dos CNPJs existentes para o formato alfanumérico.

A expectativa é que a migração aconteça de forma escalonada, após a divulgação de  cronograma definitivo para a conversão, ainda sem confirmação. 

Atualizar os sistemas antes da obrigatoriedade reduz o risco de falhas em documentos fiscais e cadastros no momento da migração.

Quero abrir um CNPJ, como fazer no novo modelo?

O pedido do CNPJ seguirá sendo realizado por meio da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), que já foi adaptada para gerar no novo formato.

Também não será preciso solicitar um modelo específico. Caso o novo cadastro seja emitido no padrão alfanumérico, isso acontecerá automaticamente durante o registro.

Os certificados digitais e os demais procedimentos de abertura também permanecem sem alterações.

Outras novidades para empresas em 2026

Além das mudanças relacionadas ao CNPJ, as empresas devem seguir acompanhando as atualizações que impactam na rotina administrativa, como os detalhes e obrigações da empresa para o colaborador que optou pelo Consignado CLT.

Nessa modalidade, trabalhadores com carteira assinada têm uma opção de crédito com taxas mais baixas, maior autonomia na contratação e os descontos das parcelas do contrato são feitos diretamente na folha de pagamento

Para entender como funciona esse processo na prática e conhecer as responsabilidades do empregador, acesse o nosso Guia para Empresas gratuito. 

Nesse guia, é possível também verificar as orientações do Ministério do Trabalho e Emprego sobre o programa, o calendário de obrigações e tudo que sua empresa precisa saber sobre suas responsabilidades no Crédito do Trabalhador.

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FAQ

Perguntas frequentes

O CNPJ alfanumérico será obrigatório para todas as empresas?

Não neste primeiro momento. O novo formato será utilizado apenas para empresas abertas a partir de julho de 2026. As empresas que já possuem CNPJ continuam utilizando o cadastro atual.
Ainda tem dúvidas?

Empresas precisam atualizar os sistemas por causa do novo CNPJ?

Sim. Mesmo que a empresa mantenha o CNPJ numérico, é importante verificar se os sistemas de emissão de notas fiscais, folha de pagamento e cadastros já aceitam o novo formato.
Ainda tem dúvidas?

Empresas precisarão pagar para alterar o CNPJ?

Não há cobrança para quem já possui CNPJ. A Receita Federal não exige nenhuma alteração cadastral neste momento.
Ainda tem dúvidas?

Quem abrir uma empresa receberá automaticamente um CNPJ alfanumérico?

Sim. As novas inscrições realizadas após a implantação do modelo poderão receber um CNPJ alfanumérico automaticamente.
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Michael Pimenta Michael Pimenta

Jornalista, iniciou sua trajetória na meutudo na área de Customer Success, onde teve primeiro contato direto com o mercado financeiro. Atualmente integra o time de redatores do blog da meutudo, utilizando a experiência da formação para produzir conteúdos informativos e relevantes. Escreve sobre diversos temas ligados a finanças, benefícios e educação financeira, sempre com foco em tornar a informação mais acessível para as pessoas. Nos momentos livres, aprecia cinema, literatura, música e um bom café.

189 artigos escritos