PEC 6×1 será debatida no Senado: o que muda e quando virá a redução

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A PEC que prevê o fim da escala 6x1 começa a ser discutida no Senado nesta semana. O texto aprovado pela Câmara reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas em duas etapas, sem redução salarial, e garante dois dias de descanso por semana.

A proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho começa a avançar em uma nova etapa no Congresso Nacional. 

Após ser aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) chegou ao Senado, onde deverá passar por análise e possíveis ajustes antes de uma votação definitiva.

A discussão ganhou força por envolver diretamente milhões de trabalhadores brasileiros contratados pelo regime CLT

A seguir, entenda sobre o andamento atual da proposta, a posição de setores empresariais e possíveis impactos da medida.

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Resumo da notícia
  • Aqui estão as 5 informações mais relevantes sobre a PEC 6x1:
  • A PEC 6x1, que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de trabalho, chega ao Senado após ser aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio.
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, convocou uma reunião com líderes partidários para definir o caminho da proposta e avaliar possíveis ajustes antes de uma votação definitiva.
  • A proposta estabelece uma redução gradual da jornada de trabalho semanal, passando de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial para os trabalhadores, em duas etapas: a primeira etapa reduzirá a jornada para 42 horas em 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, e a segunda etapa reduzirá para 40 horas em 12 meses após a primeira alteração.
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Líderes convocados para definir caminho da PEC 6×1 no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), convocou uma reunião com líderes partidários para esta terça-feira (9/6) com o objetivo de alinhar os próximos passos da proposta que trata do fim da escala 6×1.

A expectativa é que o encontro defina o trâmite da matéria dentro da Casa. Alcolumbre já indicou que o texto não seguirá diretamente para votação em plenário e deverá passar antes pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A comissão é presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), que será responsável por indicar o relator da proposta. 

O presidente do Senado também sinalizou que os senadores pretendem realizar uma análise detalhada do texto e não apenas reproduzir automaticamente a versão aprovada pelos deputados.

Segundo Alcolumbre, o Senado pretende avaliar os impactos da medida e discutir eventuais aperfeiçoamentos antes de avançar para as próximas etapas da tramitação.

O que o texto aprovado pela Câmara prevê sobre o fim da escala 6×1?

A proposta aprovada pelos deputados estabelece uma redução gradual da jornada de trabalho semanal, passando das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial para os trabalhadores.

A mudança será implementada em duas etapas:

Primeira etapa da redução da jornada: A primeira redução ocorrerá 60 dias após a promulgação da emenda constitucional. Nesse momento, a jornada semanal passará de 44 para 42 horas de trabalho.

Segunda etapa da redução da jornada: A segunda fase acontecerá 12 meses após a primeira alteração. Com isso, haverá uma nova redução de duas horas, totalizando 40 horas semanais ao final do período de transição.

Outro ponto central da proposta é a garantia de dois dias de descanso semanal. Pela redação aprovada na Câmara, essa regra também passará a valer 60 dias após a promulgação da emenda constitucional

O texto determina ainda que o repouso ocorra preferencialmente aos domingos. A PEC foi apoiada pelo governo federal e contou com articulação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante sua tramitação entre os deputados.

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Por que o Senado pode mudar a PEC do fim da escala 6×1?

Apesar do apoio recebido na Câmara dos Deputados, a proposta ainda pode sofrer alterações durante sua passagem pelo Senado.

Davi Alcolumbre já declarou que os senadores pretendem analisar o conteúdo com cautela e avaliar possíveis ajustes antes de uma decisão final. Paralelamente à PEC aprovada pelos deputados, tramita no Senado uma proposta apresentada pela oposição.

O texto sugere uma abordagem diferente para as relações de trabalho, com foco na remuneração por hora efetivamente trabalhada. Essa matéria já foi encaminhada à CCJ e também deverá ser discutida pelos parlamentares.

Representantes do comércio, da indústria e de outros segmentos produtivos vêm manifestando preocupação com os possíveis efeitos da redução da jornada. A avaliação desses setores é que a medida pode elevar custos operacionais e de mão de obra.

Por outro lado, apoiadores da proposta argumentam que a redução da jornada pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, aumentar o tempo de descanso e favorecer o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

O debate no Senado deverá considerar os diferentes impactos econômicos e sociais antes de uma eventual aprovação definitiva.

Entenda melhor: Qualidade de vida no trabalho: o que é, importância e dicas

Essa mudança afeta o crédito do trabalhador CLT?

Uma das dúvidas mais comuns entre os trabalhadores diz respeito aos possíveis reflexos da proposta sobre salários e operações de crédito.

Pela redação aprovada na Câmara, a redução da jornada ocorrerá sem corte salarial. Isso significa que, caso o texto seja mantido, a remuneração mensal dos trabalhadores não será reduzida.

Como não há previsão de diminuição dos salários, a margem disponível para contratação, como no Consignado CLT, também não deve sofrer alterações apenas em razão da redução da jornada semanal.

Mesmo com as discussões em andamento sobre o fim da escala 6×1, quem possui carteira assinada pode avaliar desde já as condições disponíveis no mercado para o crédito Consignado CLT. 

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As mudanças propostas têm potencial para impactar diretamente as relações de trabalho no país, tanto para empregados quanto para empregadores. 

Por isso, acompanhar as decisões da CCJ e do plenário do Senado será fundamental para entender como ficará a jornada de trabalho, os períodos de descanso e as regras que poderão valer nos próximos anos. 

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FAQ

Perguntas frequentes

O fim da escala 6×1 garante dois dias de descanso por semana?

Sim. O texto aprovado pela Câmara estabelece que os trabalhadores terão direito a dois dias de descanso semanal. A proposta também determina que o repouso seja concedido preferencialmente aos domingos, embora a organização das escalas possa variar conforme a atividade exercida e as necessidades do setor.
Ainda tem dúvidas?

O salário do trabalhador será reduzido com a nova jornada?

Não. A PEC foi construída com a previsão de redução da jornada sem qualquer diminuição salarial. Na prática, o trabalhador manteria a mesma remuneração mensal mesmo com a redução das horas trabalhadas ao longo da semana.
Ainda tem dúvidas?

A redução da jornada pode afetar o consignado CLT?

Pela versão atual da PEC, não. Como não existe previsão de redução salarial, a margem consignável do trabalhador tende a permanecer inalterada. Ainda assim, especialistas recomendam acompanhar a tramitação da proposta.
Ainda tem dúvidas?

Quais setores são mais impactados pelo fim da escala 6×1?

Segmentos que dependem de funcionamento contínuo, como comércio, supermercados, serviços, logística, hotelaria e indústria, estão entre os mais atentos à discussão. Representantes desses setores argumentam que a mudança pode exigir novas contratações e elevar custos operacionais.
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Michael Pimenta Michael Pimenta

Jornalista, iniciou sua trajetória na meutudo na área de Customer Success, onde teve primeiro contato direto com o mercado financeiro. Atualmente integra o time de redatores do blog da meutudo, utilizando a experiência da formação para produzir conteúdos informativos e relevantes. Escreve sobre diversos temas ligados a finanças, benefícios e educação financeira, sempre com foco em tornar a informação mais acessível para as pessoas. Nos momentos livres, aprecia cinema, literatura, música e um bom café.

171 artigos escritos