AGU cobra ação urgente do STF contra fake news e violência digital

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AGU solicita ao STF que plataformas sejam responsabilizadas por fake news e violência digital mesmo sem ordem judicial.

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma decisão urgente para conter a circulação de fake news e conteúdos ligados à violência digital nas redes sociais.

O pedido, feito no processo que discute a aplicação do artigo 19 do Marco Civil da Internet, argumenta que as plataformas vêm se omitindo sistematicamente, permitindo a propagação de conteúdos ilícitos e perigosos.

Confira a seguir os principais pontos do pedido e o que pode mudar na atuação das plataformas digitais no Brasil.

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Resumo da notícia
  • A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou decisão urgente ao STF para conter fake news e violência digital nas redes sociais.
  • Plataformas como Facebook, Instagram, TikTok e Kwai são acusadas de falhar em remover conteúdos ilegais, segundo a AGU.
  • Entre os focos do pedido da AGU estão os golpes relacionados à Operação Sem Desconto, que afetam aposentados do INSS.
  • O STF irá julgar se a regra do Marco Civil da Internet, que limita a responsabilidade das plataformas, ainda é adequada diante do aumento da desinformação e violência digital.
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Plataformas são acusadas de omissão 

Segundo a AGU, redes sociais como Facebook, Instagram, TikTok e Kwai têm falhado em remover conteúdos ilegais, mesmo diante de riscos evidentes à segurança e à saúde pública.

O órgão cita uma “conduta omissiva continuada” e defende que as empresas devem adotar medidas preventivas e não apenas após determinação judicial.

No pedido, a AGU também destaca que o Marco Civil da Internet não pode ser interpretado como um escudo para a falta de ação das plataformas, principalmente quando há ameaça à vida ou à integridade das pessoas.

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Fake news e golpes miram aposentados e beneficiários do INSS

Entre os principais focos do pedido estão os golpes relacionados à Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em aposentadorias do INSS.

A AGU afirma que mais de 300 anúncios de fake news circularam nas redes sociais da Meta prometendo indenizações inexistentes a aposentados. Houve também uso indevido do logotipo da Anvisa para promover medicamentos não aprovados.

Confira: Como cancelar contribuição de sindicato e associação no INSS? 

Essas ações criminosas envolvem o uso da imagem de figuras públicas e se espalham rapidamente pela internet, facilitadas por ferramentas de impulsionamento e recomendação de conteúdo.

STF decidirá se regra do Marco Civil ainda se mantém

O STF deve julgar se o artigo 19 da Lei n.º 12.965/2014, que estabelece que plataformas só podem ser responsabilizadas civilmente após descumprirem ordem judicial, continua adequado diante do crescimento da desinformação e da violência digital.

A AGU pede que essa regra seja revista, defendendo que as plataformas tenham deveres de moderação ativa e possam responder legalmente pela omissão em casos urgentes.

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FAQ

Perguntas frequentes

O que a AGU pediu ao STF?

A AGU solicitou que o STF responsabilize plataformas digitais por não moderarem conteúdos ilegais, mesmo sem ordem judicial.

Ainda tem dúvidas?

O que é o artigo 19 do Marco Civil da Internet?

Esse artigo determina que plataformas só respondem por danos causados por terceiros se descumprirem uma ordem judicial de remoção do conteúdo.

Ainda tem dúvidas?

Por que a AGU quer mudanças na regra atual?

Porque a atual regra, segundo a AGU, favorece a omissão das plataformas diante de conteúdos nocivos e urgentes, como fake news e violência digital.

Ainda tem dúvidas?

O que pode mudar para redes sociais com essa decisão?

Caso o STF aceite o pedido, plataformas poderão ser obrigadas a agir preventivamente e poderão ser responsabilizadas por não remover conteúdos perigosos.

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Leticia Jordão Leticia Jordão

Leticia é formada em Marketing e trabalha como redatora desde 2018. Adora consumir conteúdos sobre educação financeira e escreve na meutudo para descomplicar a vida das pessoas que buscam crédito. No seu tempo livre gosta de ir à praia, visitar cafés bonitos e inventar moda com crochê e tricô.

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