Reajuste de planos coletivos de saúde ocorre neste mês; confira aumentos

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Planos de saúde coletivos têm reajuste menor em 2025, variando de 11,5% a 19,5%. ANS estuda novas regras para ampliar a proteção a PMEs e MEIs.

Os novos reajustes dos planos de saúde coletivos para micro e pequenas empresas já estão valendo em maio de 2025.

Embora os aumentos tenham desacelerado em comparação com o ciclo anterior, ainda pesam no bolso do empreendedor.

Segundo análises do BTG Pactual e Itaú BBA, as novas taxas chegam até abril de 2026 com percentuais menores, entre três e quatro pontos abaixo dos reajustes do ano passado.

O que explica essa queda? A normalização da sinistralidade, ou seja, a relação entre o que as operadoras arrecadam e o que gastam com atendimentos médicos, vem ajudando a conter os aumentos.

Entenda a seguir mais detalhes sobre os reajustes nos valores dos planos de saúde coletivos e os percentuais aplicados aos principais planos.

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Resumo da notícia
  • Novos reajustes de planos de saúde coletivos para micro e pequenas empresas entraram em vigor em maio de 2025.
  • A normalização da sinistralidade tem ajudado a conter os aumentos, com percentuais menores de reajuste, entre três e quatro pontos abaixo dos do ano anterior.
  • Planos coletivos por adesão, destinados a PMEs e MEIs com até 29 beneficiários, não têm reajustes regulados pela ANS, sendo definidos pelas operadoras.
  • Unimed Nacional teve o maior aumento, de 19,5%, enquanto a SulAmérica reduziu seu reajuste para 19,67%.
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O que diz a regra da ANS para os planos coletivos?

Apesar de parecer que todos os planos de saúde seguem regras semelhantes, a realidade é diferente para os coletivos por adesão.

Esses planos, destinados a PMEs e MEIs com até 29 beneficiários, não têm seus reajustes regulados diretamente pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A responsabilidade de definir o aumento é de cada operadora, que leva em consideração os custos assistenciais do ciclo anterior.

Essa prática é amparada pela Resolução Normativa nº 565/2022, que unificou os contratos com até 30 vidas em um único grupo de risco, garantindo um reajuste uniforme para todos os clientes dessa categoria.

Reajustes 2025: confira percentual por operadora

Os números oficiais já foram divulgados pelos principais bancos de investimento do país. 

Confira na tabela abaixo os reajustes confirmados para os planos coletivos em 2025, conforme dados do BTG Pactual e Itaú BBA:

Reajustes nos principais planos de saúde coletivos (2025)
Operadora20242025
Hapvida 16% 11,5%
Notredame Intermédica 19,2% 15,2%
SulAmérica 19,67% 15,23%
Bradesco Saúde 20,96% 15,11%
Unimed Nacional (CNU) 18% 19,5%
Porto Seguro 17% 15,9%
Athena Saúde 16% 12,9%
Care Plus 23,1% 18,2%
Amil 21,98% 15,98%
Plena Saúde 17,2% 14,5%
Omint16,7% 13,3%

Destaque para a Unimed Nacional, que contrariou a tendência de queda e anunciou um aumento de 19,5%, o maior entre as principais operadoras.

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Por que algumas operadoras mantiveram reajustes altos?

Você deve estar se perguntando: “Se os custos caíram, por que algumas operadoras aumentaram tanto?”.

A resposta está nas decisões judiciais que obrigam o custeio de tratamentos não previstos no contrato. Esse tipo de despesa inesperada pressiona as contas das empresas, que repassam os custos aos clientes.

Além disso, a alta inflação médica e a judicialização da saúde continuam sendo desafios constantes para o setor.

Mudanças no modelo regulatório estão em análise

A ANS estuda ampliar o agrupamento de risco dos planos coletivos, passando de 29 para até 400 beneficiários por contrato.

Se aprovada, a medida pode equilibrar ainda mais as negociações, reduzindo o poder de precificação das operadoras e beneficiando as pequenas empresas.

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Outro ponto em estudo é a criação de uma meta mínima de sinistralidade de 72%, abaixo dos 75% atuais. Isso significa que, para justificar novos aumentos, as operadoras terão que comprovar que pelo menos 72% da receita foi utilizada em atendimentos médicos.

Ainda não há uma data oficial para a implementação dessas mudanças, mas o mercado já acompanha os desdobramentos de perto.

Coparticipação: Limite de 30% foi suspenso

Outra proposta que gerou muita discussão foi o limite de 30% na coparticipação dos usuários. A medida, que visava proteger o consumidor, acabou sendo suspensa pela ANS, que decidiu levar o tema para análise técnica.

Segundo o BTG Pactual, essa suspensão foi bem recebida pelo mercado, pois evita o risco de inviabilizar modelos de planos mais acessíveis que utilizam a coparticipação como estratégia para manter preços competitivos.

Apesar das dificuldades do setor, algumas operadoras se destacaram. A SulAmérica, por exemplo, reduziu seu reajuste de 19,67% para 15,23% e foi considerada referência pelo segundo trimestre consecutivo, segundo o Itaú BBA.

O relatório destacou a melhora operacional e a redução nos cancelamentos.

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A Bradesco Saúde também foi apontada como resiliente, mesmo com o aumento de 15,11%. O banco destacou a disciplina da operadora em manter a precificação equilibrada, garantindo margens sustentáveis mesmo em um cenário de custos elevados.

O reajuste dos planos coletivos de saúde em 2025 trouxe um alívio parcial para pequenos empresários e microempreendedores, mas o tema ainda exige atenção.

Com discussões regulatórias em andamento e o impacto das decisões judiciais sobre os custos, o mercado segue em movimento.

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FAQ

Perguntas frequentes

Quem define o reajuste dos planos coletivos de saúde?

O reajuste é definido pelas operadoras, com base nos custos assistenciais e índices de sinistralidade do período anterior.

Ainda tem dúvidas?

A ANS pode interferir nos reajustes dos planos coletivos?

Atualmente, não. A ANS regula apenas os planos individuais e familiares. Os planos coletivos são reajustados livremente pelas operadoras, seguindo regras de transparência.

Ainda tem dúvidas?

O que é agrupamento de risco nos planos de saúde?

É a união de contratos com características semelhantes para aplicar o mesmo percentual de reajuste, buscando equilíbrio e previsibilidade para os clientes.

Ainda tem dúvidas?

Como a judicialização da saúde afeta os reajustes?

Quando decisões judiciais obrigam as operadoras a custear tratamentos não previstos, os custos aumentam, impactando os reajustes futuros.

Ainda tem dúvidas?

Existe limite de coparticipação para o consumidor?

Atualmente, não. A proposta de limitar a coparticipação a 30% foi suspensa e está em análise por um comitê técnico da ANS.

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Lisandra Pinheiro Lisandra Pinheiro

Lisandra Pinheiro é graduanda em Letras e faz parte da meutudo desde 2021. Começou na área de Customer Experience, e hoje, atua como redatora na equipe de Conteúdo. Se dedica especialmente a artigos previdenciários, trabalhistas e financeiros, ajudando as pessoas a se educarem sobre seus direitos e finanças. Nas horas vagas, adora apreciar um cafezinho e escrever poesia.

1991 artigos escritos