Rendimento do Tesouro Direto cai após manutenção da Selic; veja novas taxas

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Veja os novos valores de rendimento do Tesouro Direto com a Selic a 10,5% ao ano e saiba o que esperar no futuro da renda fixa

Recentemente, o rendimento do Tesouro Direto sofreu uma queda após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic inalterada.

A manutenção da Selic em 10,50% ao ano trouxe impactos diretos nos investimentos em renda fixa, especialmente no Tesouro Direto.

Confira abaixo como funciona o rendimento do Tesouro Direto, a influência da Selic nas novas taxas e o que esperar para o futuro.

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Resumo da notícia
  • Rendimento do Tesouro Direto cai após decisão do Copom de manter a Selic em 10,50% ao ano.
  • Manutenção da Selic impactou diretamente os investimentos em renda fixa, incluindo o Tesouro Direto.
  • Taxas de rentabilidade dos títulos do Tesouro Direto diminuíram desde a última decisão do Copom.
  • Expectativa de estabilidade da Selic em 2024 pode manter as taxas dos títulos do Tesouro Direto sem grandes variações.
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Como funciona o rendimento do tesouro direto?

Uma dúvida que muitas pessoas têm é sobre o que é o Tesouro Direto. De forma simples, o Tesouro Direto é um programa do governo federal que oferece títulos públicos a pessoas físicas por meio da internet.

Assim, as pessoas podem escolher entre diferentes tipos de títulos e aplicar seu dinheiro naqueles que mais se encaixam nos seus objetivos.

Os principais tipos de títulos do Tesouro Direto são:

  • Tesouro Selic: onde a rentabilidade acompanha a variação da taxa Selic
  • Tesouro Prefixado: oferece uma rentabilidade fixa definida no momento da compra
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais: igual o anterior, com a diferença de que a rentabilidade é paga 2x ao ano de forma proporcional, ao invés de ser paga apenas na data de vencimento
  • Tesouro IPCA+: proporciona um retorno atrelado à inflação (medida pelo IPCA), mais uma taxa de juros fixa
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais: o mesmo que o anterior, mas a rentabilidade é paga 2x ao ano
  • Tesouro RendA+: opção nova para quem deseja complementar a renda na aposentadoria. Os valores rendem conforme a inflação.

Leia também: Quais as melhores opções de investimentos para aposentadoria? 

O rendimento do Tesouro Direto é influenciado por diversos fatores, como a política monetária, inflação e a situação econômica do país. A manutenção da taxa Selic pelo Copom é um dos elementos mais impactantes.

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Influência da Selic e novas taxas definidas

A decisão do Copom de manter a Selic em 10,50% ao ano afetou diretamente as taxas de rentabilidade dos títulos do Tesouro Direto.

Desde a última reunião, as taxas de alguns títulos caíram significativamente.

A seguir você confere uma tabela comparando as taxas de rentabilidade dos principais títulos entre os dias 19 de junho (quando a decisão do Copom foi feita) e ontem, 24 de junho de 2024:

A reunião ocorreu entre os dias 18 e 19 de junho, onde o COPOM decidiu manter a taxa Selic, o que influenciou na queda da rentabilidade de outros ativos.
Influência da Selic nos títulos do Tesouro Direto
TítuloTaxa ao ano em 19/06Taxa ao ano em 24/06
Tesouro Prefixado 202711,72%11,44%
Tesouro Prefixado 203112,32%12,08%
Tesouro IPCA+ 2029IPCA + 6,37%IPCA + 6,25%
Tesouro IPCA+ 2035IPCA + 6,34%IPCA + 6,26%
Tesouro IPCA+ 2045IPCA + 6,35%IPCA + 6,27%

O que esperar para o futuro?

As expectativas para o futuro envolvem um cenário de incertezas e ajustes na política monetária. 

Segundo o Boletim Focus, não são esperadas novas quedas na Selic até o final de 2024. Para 2025, a previsão é que a taxa possa ser reduzida para 9,50% ao ano.

Essa perspectiva de estabilidade da Selic este ano sugere que as taxas dos títulos do Tesouro Direto podem se manter em níveis atuais, sem grandes variações.

Por isso, mesmo com a atual redução na rentabilidade dos títulos do tesouro, as taxas continuam atraentes para investidores que buscam retornos acima da inflação.

No entanto, a volatilidade nos mercados financeiros e as discussões sobre cortes de gastos públicos podem influenciar esses números.

Por isso, é fundamental acompanhar de perto as movimentações do mercado e as decisões da política econômica que podem impactar o rendimento dos investimentos em renda fixa.

Para continuar acompanhando as movimentações do mercado e mudanças na Selic, se inscreva no nosso formulário e receba por e-mail mais conteúdos como este.

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FAQ

Perguntas frequentes

A Selic vai continuar em 10,50%?

A decisão foi influenciada pela desancoragem das expectativas de inflação resultante das mudanças nas metas fiscais do governo. A necessidade de maior cautela no cenário econômico atual também foi um fator determinante.

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Quantas reuniões o Copom faz por ano?

Em 2024, o Copom realizará o total de 8 reuniões, de dois dias seguidos cada. As reuniões são feitas a cada 45 dias, para definir a taxa básica de juros da economia brasileira – Selic. Essas reuniões ocorrem em dois dias seguidos, com calendário divulgado até o mês de junho do ano anterior. 

Ainda tem dúvidas?

Qual a diferença entre renda fixa e variável?

A principal diferença está na rentabilidade. Nos ativos de renda fixa, é possível prever a rentabilidade antes de aplicar o dinheiro. Já nos de renda variável, não é possível prever a rentabilidade.

Ainda tem dúvidas?

Quais são os principais tipos de investimentos de renda fixa?

Os principais tipos de investimentos em renda fixa são o Tesouro Direto, CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, debêntures e fundos de investimento em renda fixa.

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Leticia Jordão Leticia Jordão

Leticia é formada em Marketing e trabalha como redatora desde 2018. Adora consumir conteúdos sobre educação financeira e escreve na meutudo para descomplicar a vida das pessoas que buscam crédito. No seu tempo livre gosta de ir à praia, visitar cafés bonitos e inventar moda com crochê e tricô.

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