Correios estão em greve? TST determina que 80% dos trabalhadores mantenham os serviços

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Com os Correios em greve, TST exige 80% do efetivo nas ruas. Veja o impacto nas entregas de encomendas e como rastrear o seu pedido.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) atendeu a um pedido liminar dos Correios e determinou que os sindicatos mantenham ao menos 80% do efetivo em atividade durante a paralisação. 

A determinação abrange todas as unidades e etapas operacionais, incluindo atendimento ao público, triagem, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas indispensáveis à cadeia postal. 

Confira, a seguir, os impactos nas entregas, os motivos do impasse e o que muda nas unidades com os Correios em greve

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Resumo em 1 minuto

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que, durante a greve dos Correios iniciada em 10 de setembro, pelo menos 80% dos trabalhadores devem manter os serviços essenciais em funcionamento para garantir o atendimento à população. A decisão visa mitigar os impactos da paralisação motivada por divergências nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho, especialmente sobre o plano de saúde dos funcionários.

  • Data de início da greve: 10 de setembro de 2023
  • Percentual mínimo de trabalhadores em atividade: 80% por unidade, turno e atividade
  • Multa por descumprimento: R$ 100 mil diários aos sindicatos
  • Julgamento do dissídio coletivo pelo TST: 21 de setembro de 2023, às 13h30
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Como está o funcionamento dos Correios na greve?

Com o início da paralisação dos trabalhadores na quinta-feira (10) em grande parte dos estados, em decisão liminar, o TST determinou a manutenção de 80% do efetivo dos Correios em atividade

A medida baseia-se nos artigos 10 (inciso XI) e 11 da Lei de Greve (Lei nº 7.783/1989), que classificam os serviços postais como essenciais e exigem a garantia do atendimento à população. 

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Na decisão, o tribunal determinou expressamente que: 

“O percentual de 80% deverá ser aferido individualmente em cada unidade abrangida e, quando aplicável, em cada turno e atividade indispensável, vedada a compensação de excedentes de comparecimento entre unidades, turnos ou atividades distintas”.

Em caso de descumprimento dessa exigência, o TST fixou uma multa diária de R$ 100 mil aos sindicatos. Com isso, a determinação abrange setores de atendimento, transporte, triagem, distribuição e suporte administrativo para mitigar os impactos operacionais.

Apesar de as agências seguirem abertas e com equipes remanejadas, a paralisação é por tempo indeterminado. Por isso, serviços como o envio de cartas, boletos e encomendas (PAC e Sedex) podem sofrer atrasos, a depender da adesão em cada região.

Saiba mais: Como descobrir o código de rastreio dos Correios?

Quando e por que começou a paralisação?

A paralisação teve início após a aprovação em assembleias da categoria, motivada pelo encerramento das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) sem consenso entre a estatal e os trabalhadores. 

A principal divergência envolve propostas de alteração no custeio e na gestão do plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. 

Em resposta, os Correios acionaram o TST na sexta-feira (11), ajuizando um dissídio coletivo com pedido de urgência para declarar a greve abusiva e garantir a continuidade total das atividades. 

O julgamento do dissídio pelo tribunal está marcado para o dia 21 de setembro, às 13h30. Até a data da sessão, as partes ainda podem negociar um acordo. 

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Posso rastrear correios e receber encomendas durante a greve?

Sim, você pode continuar acompanhando e recebendo suas encomendas normalmente. No entanto, dependendo da região e do nível de adesão à paralisação, os prazos de entrega podem sofrer atrasos

Para amenizar os impactos no fluxo postal, a empresa ativou um plano de contingência. Entre as medidas adotadas estão o apoio de empregados administrativos na operação, o remanejamento de frotas e a realização de mutirões nos fins de semana.  

A rede de agências também segue aberta ao público para atendimentos presenciais, como postagens e retiradas de objetos. 

Portanto, o ideal é continuar acompanhando o status do pedido pelo sistema de rastreamento oficial, que informa cada etapa do trajeto da encomenda, desde o envio até a chegada à unidade de destino. 

Aprenda: Como rastrear e consultar encomendas pelo Correios?

Veja quais são os próximos passos da greve

O principal desdobramento da paralisação será o julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), marcado para o dia 21 de setembro. 

A sessão definirá os rumos legais do movimento e as diretrizes para o Acordo Coletivo de Trabalho. 

Até a data do julgamento, os sindicatos filiados à Findect e à Fentect realizarão novas assembleias para decidir se mantêm a paralisação ou se aceitam eventuais propostas de negociação. 

Por sua vez, a direção dos Correios alega que a greve ocorre em um momento de situação econômico-financeira delicada para a empresa. 

A estatal reforça que suas prioridades atuais são a redução de despesas, o aumento da eficiência operacional, a modernização do serviço e a geração de novas receitas, garantindo que os Correios manterão 80% dos efetivos em atividade para assegurar o funcionamento essencial. 

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FAQ

Perguntas frequentes

Os Correios estão em greve em todo o Brasil?

A paralisação começou na maior parte dos estados após a aprovação em assembleias regionais. No entanto, por determinação do TST, ao menos 80% dos trabalhadores devem manter as atividades normais.
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As agências dos Correios continuam abertas?

Sim. A rede de agências segue aberta para atendimento presencial, incluindo serviços de postagem e retirada de mercadorias, com apoio de equipes remanejadas.
Ainda tem dúvidas?

O que os Correios estão fazendo para evitar atrasos?

A empresa ativou um plano de contingência que inclui mutirões no fim de semana, remanejamento de frotas e apoio de funcionários administrativos nas operações.
Ainda tem dúvidas?

Quando a greve dos Correios vai acabar?

O TST marcou o julgamento do dissídio coletivo para o dia 21 de setembro, às 13h30, data em que serão definidos os rumos legais da paralisação caso as partes não cheguem a um acordo antes.
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Eduarda Linhares Eduarda Linhares

Apaixonada por palavras e comunicação, atua na área de marketing da meutudo, contribuindo com o time de conteúdo na criação de materiais criativos e informativos. Aspirante a Letras (Português-Inglês), busca aperfeiçoar cada vez mais sua escrita e repertório cultural. Nas horas vagas, adora ouvir Miley Cyrus, ler quadrinhos, mimar seus gatos e aproveitar bons momentos com os amigos.

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