STF decide sobre lei que garante igualdade salarial entre homens e mulheres

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O STF iniciou o julgamento da Lei 14.611, que garante igualdade salarial entre homens e mulheres e prevê multas para empresas que descumprirem a norma.

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento da Lei 14.611, que obriga empresas a pagar o mesmo salário para homens e mulheres na mesma função e prevê multas em caso de descumprimento.

O plenário analisa três ações: uma favorável à norma, proposta pela CUT, e duas contrárias, impetradas pela Confederação Nacional de Indústria e pelo Partido Novo. Os votos dos ministros foram previstos para a sessão desta quinta-feira (14).

O resultado do julgamento pode impactar diretamente a vida de milhões de trabalhadoras brasileiras. Veja a seguir o que está em jogo.

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Resumo da notícia
  • Aqui estão as informações mais relevantes sobre a decisão do STF sobre a Lei 14.611, que garante igualdade salarial entre homens e mulheres:
  • O STF está julgando a Lei 14.611, que obriga empresas a pagar o mesmo salário para homens e mulheres na mesma função e prev multas em caso de descumprimento.
  • A lei foi sancionada pelo presidente Lula em julho de 2023 e alterou a CLT para garantir igualdade de remuneração entre homens e mulheres.
  • A lei também exige que empresas com mais de 100 funcionários publiquem relatórios de transparência salarial a cada seis meses com dados sobre cargos e remunerações por gênero.
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O que é a Lei 14.611 e o que ela garante?

Sancionada pelo presidente Lula em julho de 2023, a Lei 14.611 alterou a CLT para garantir igualdade de remuneração entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

A norma também passou a exigir que empresas com mais de 100 funcionários publiquem, a cada seis meses, relatórios de transparência salarial com dados sobre cargos e remunerações por gênero.

Leia mais: Princípio da irredutibilidade salarial: o que é e direitos na lei

O objetivo é tornar visíveis diferenças estruturais que, muitas vezes, permanecem ocultas dentro das organizações.

Em caso de discriminação comprovada, a empresa pode ser multada em dez vezes o valor do salário do funcionário prejudicado.

Por que o STF está julgando a lei agora?

O julgamento ocorre após o 5º Relatório de Transparência Salarial (Ministério do Trabalho), que revelou que mulheres em empresas privadas com 100+ empregados ganham, em média, 21,3% menos que homens, mesmo após cinco ciclos da política.

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O resultado evidencia que a desigualdade persiste mesmo com a lei em vigor, o que torna a decisão do STF ainda mais relevante para o futuro do combate à discriminação salarial no país.

O que está em disputa no julgamento?

O plenário analisa três ações com posições opostas sobre a validade da norma. De um lado, entidades sindicais defendem a constitucionalidade integral da lei.

Do outro, representantes do setor empresarial questionam dispositivos específicos que consideram excessivos. Veja os dois argumentos centrais.

O que a CNI e o Partido Novo questionam?

A Confederação Nacional de Indústria (CNI) e o Partido Novo ajuizaram ações diretas de inconstitucionalidade contra a norma.

O argumento central é que a obrigação de publicar relatórios com dados salariais pode expor informações estratégicas das empresas, como critérios de remuneração e custos operacionais, o que violaria os princípios da livre iniciativa e da livre concorrência.

Leia também: Desconto no salário: o que é, quanto é e o que diz a lei 

Setores empresariais também questionam os mecanismos de fiscalização previstos na lei e pedem que eventuais ajustes sejam feitos de forma gradual.

O que a CUT defende?

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) propôs uma ação declaratória de constitucionalidade para garantir a aplicação integral da norma.

Para a CUT, a transparência salarial é ferramenta indispensável para tornar visíveis desigualdades históricas e estruturais.

Durante as sustentações orais, a advogada representante da central afirmou que a obrigatoriedade de divulgação dos relatórios e a possibilidade de punição das empresas são instrumentos necessários para concretizar o direito à igualdade no trabalho.

“Assim como as mulheres negras, outras mulheres enfrentam diariamente os atravessamentos do machismo, do etarismo, do capacitismo. Esses problemas refletem diretamente sobre as remunerações, oportunidades e sobre os sonhos.”

O que muda para trabalhadoras se a lei for mantida?

Se o STF confirmar a constitucionalidade da Lei 14.611, as empresas seguirão obrigadas a publicar relatórios semestrais e a adotar planos de ação para corrigir desigualdades identificadas.

A decisão também consolidará os mecanismos de fiscalização como ferramentas legítimas do Estado no combate à discriminação salarial e garantir direitos trabalhistas.

Para trabalhadoras celetistas, isso significa mais transparência sobre como sua remuneração se compara à de colegas homens na mesma função, além de um caminho legal mais claro para questionar diferenças injustificadas.

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FAQ

Perguntas frequentes

O que é a Lei 14.611 de igualdade salarial?

É a lei sancionada em 2023 que obriga empresas a pagar o mesmo salário a homens e mulheres na mesma função, com multa de 10 vezes o salário em caso de discriminação comprovada.

Ainda tem dúvidas?

Mulheres ganham quanto a menos que homens no Brasil?

Segundo o Ministério do Trabalho, trabalhadoras de empresas privadas com 100 ou mais funcionários recebem em média 21,3% menos que os homens, mesmo em funções equivalentes.

Ainda tem dúvidas?

O que são os relatórios de transparência salarial?

São documentos que empresas com mais de 100 funcionários devem publicar a cada seis meses, com dados sobre salários e ocupação de cargos por gênero.

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O que acontece se o STF invalidar a lei?

As empresas deixariam de ser obrigadas a publicar relatórios de transparência salarial e poderiam não sofrer punições por desigualdade de remuneração entre homens e mulheres.

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Leticia Jordão Leticia Jordão

Leticia é formada em Marketing e trabalha como redatora desde 2018. Adora consumir conteúdos sobre educação financeira e escreve na meutudo para descomplicar a vida das pessoas que buscam crédito. No seu tempo livre gosta de ir à praia, visitar cafés bonitos e inventar moda com crochê e tricô.

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