Alta do petróleo aumenta cautela sobre corte dos juros
O aumento do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pela guerra no Irã, fez economistas reduzirem a expectativa de corte da taxa básica de juros no Brasil.
Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central, o mercado agora projeta uma redução menor da taxa Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana.
Antes do conflito no Oriente Médio, a previsão era de um corte de 0,5 ponto percentual, o que levaria a taxa de 15% para 14,5% ao ano.
Agora, analistas avaliam que o Banco Central deve reduzir os juros em apenas 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Entenda mais, a seguir.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui estão as informações mais relevantes sobre a alta do petróleo e a cautela sobre corte dos juros:
- O mercado financeiro reduziu a expectativa de corte da taxa Selic devido à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Irã.
- A taxa Selic deve ser reduzida em apenas 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, em vez de 0,5 ponto percentual, o que levaria a taxa a 14,5% ao ano.
- A alta do petróleo pode elevar os preços de combustíveis no Brasil e pressionar a inflação, o que exige mais prudência na política monetária.
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Guerra no Irã pressiona preços do petróleo
O principal motivo para a revisão das expectativas é a disparada do petróleo no mercado internacional.
Com o agravamento do conflito no Oriente Médio, o barril passou a ser negociado acima de US$ 100,00.
Esse movimento preocupa economistas porque pode elevar os preços de combustíveis no Brasil e, consequentemente, pressionar a inflação.
Segundo analistas, quando a inflação tende a subir, o Banco Central costuma agir com cautela na redução dos juros para evitar um aumento ainda maior nos preços.
Segundo economistas, o petróleo mais caro pode gerar pressão inflacionária via combustíveis, o que exige mais prudência na política monetária.
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Selic está no maior nível em quase 20 anos
Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, o nível mais alto registrado em quase duas décadas.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação.
Quando os juros estão mais altos, o crédito fica mais caro e o consumo tende a desacelerar, reduzindo a pressão sobre os preços.
A nova projeção do mercado indica o seguinte cenário:
- 2026: 12,25% ao ano
- 2027: 10,50% ao ano
- 2028: 10% ao ano
Para o fim de 2026, a previsão de juros subiu de 12,13% para 12,25% ao ano, refletindo o cenário global mais incerto.
Expectativa de inflação também aumenta
Além das mudanças nas projeções de juros, o mercado financeiro também elevou a estimativa de inflação para este ano.
A previsão para o IPCA de 2026 passou de 3,91% para 4,10%. Mesmo com a alta, a inflação ainda ficaria dentro da meta estabelecida pelo Banco Central.
Confira as projeções da inflação para este ano e os seguintes:
- 2026: 4,10%
- 2027: 3,80%
- 2028: 3,50%
- 2029: 3,50%
Atualmente, a meta contínua de inflação do país é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
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Crescimento da economia segue praticamente estável
O mercado também revisou levemente as expectativas para o crescimento da economia brasileira.
A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 subiu de 1,82% para 1,83%. Já para 2027, a expectativa de crescimento foi mantida em 1,8%.
O PIB é considerado o principal indicador do desempenho econômico de um país, pois representa a soma de todos os bens e serviços produzidos.
Dólar tem leve queda nas projeções
Mesmo com o cenário internacional mais tenso, economistas reduziram ligeiramente a previsão para o dólar no fim de 2026.
A estimativa caiu de R$ 5,41 para R$ 5,40. Para 2027, a projeção também recuou, passando de R$ 5,50 para R$ 5,47.
Saiba mais: Qual a importância da Taxa Selic e o que afeta na economia?
Decisão do Copom acontece nesta semana
A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) acontece entre 17 e 18 de março e definirá o novo patamar da taxa Selic.
Com a escalada das tensões no Oriente Médio e o aumento do preço do petróleo, o Banco Central pode adotar uma postura mais cautelosa para evitar pressões inflacionárias.
O resultado da reunião será divulgado na quarta-feira (18), após o fechamento do mercado.
A alta do petróleo provocada pela guerra no Irã mudou rapidamente o cenário econômico e reduziu as expectativas de cortes mais agressivos na taxa Selic.
Com risco maior de inflação, o Banco Central pode optar por uma redução mais moderada dos juros.
A decisão do Copom nesta semana será acompanhada de perto por investidores, empresas e consumidores, já que a taxa Selic influencia diretamente o custo do crédito, financiamentos e o ritmo da economia.
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Perguntas frequentes
Por que a alta do petróleo afeta os juros no Brasil?
Porque o petróleo mais caro tende a aumentar os preços dos combustíveis, pressionando a inflação. Com inflação maior, o Banco Central costuma reduzir os juros com mais cautela.
Qual é a taxa Selic atual?
Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, o maior nível registrado em quase 20 anos.
Quando será anunciada a nova taxa de juros?
A decisão do Copom será divulgada na quarta-feira, 18 de março, após a reunião do Banco Central.
O que é o Boletim Focus?
O Boletim Focus é um relatório semanal divulgado pelo Banco Central com projeções de economistas do mercado financeiro para inflação, juros, dólar e crescimento da economia.