Streaming pode ter nova taxa; saiba o que muda com o projeto
A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana o projeto de lei que estabelece a cobrança de uma taxa sobre os serviços de streaming audiovisual no Brasil.
A medida, que segue agora para votação no Senado, prevê que empresas como Netflix, YouTube e Claro TV+ passem a pagar a Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional).
O texto aprovado abrange tanto plataformas pagas quanto gratuitas e pode injetar mais de R$ 1 bilhão na produção audiovisual nacional, segundo o relator do projeto.
A seguir, confira quais as mudanças com a nova taxa sobre streaming, quais as plataformas e como os usuários serão afetados.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui estão as informações mais relevantes sobre a possibilidade de uma nova taxa sobre streaming:
- A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece a cobrança de uma taxa sobre os serviços de streaming audiovisual no Brasil;
- A medida prev que empresas como Netflix, YouTube e Claro TV+ passem a pagar a Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional);
- A taxa será escalonada de acordo com o faturamento da empresa, variando de 0,1% a 4% sobre a receita bruta anual;
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O que muda com a taxa sobre streaming?
O projeto aprovado pela Câmara dos Deputados através da votação do Projeto de Lei 8889/17 cria uma tributação progressiva para os serviços de streaming audiovisual.
O texto, de autoria do deputado licenciado Paulo Teixeira (PT-SP), foi aprovado com alterações apresentadas pelo relator, deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), e agora segue para análise do Senado.
A proposta determina que empresas que oferecem acesso a conteúdos audiovisuais pela internet, sejam gratuitas ou por assinatura, passem a pagar a Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional).
A alíquota varia de 0,1% a 4% sobre a receita bruta anual, levando em conta ganhos com publicidade e desconsiderando tributos indiretos.
A cobrança será escalonada de acordo com o faturamento da empresa, sendo que negócios com receita anual de até R$ 4,8 milhões (enquadradas no Simples Nacional) ficam isentos.
De acordo com o relator, a medida tem o objetivo de fortalecer o setor audiovisual nacional e promover a geração de empregos e renda no país. Ele estima que a contribuição poderá direcionar mais de R$ 1 bilhão para a produção de obras brasileiras.
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Quais empresas serão afetadas?
A nova cobrança atinge diretamente três categorias de plataformas digitais que oferecem conteúdo audiovisual por meio da internet:
- Serviços de vídeo sob demanda (VoD), como a Netflix
- Aplicativos de televisão, como o Claro TV+
- Serviços de compartilhamento de vídeos, como o YouTube
O streaming é uma tecnologia que permite a transmissão contínua de áudio e vídeo online, dispensando o download completo dos arquivos para o dispositivo do usuário.
Por conta de sua popularidade crescente, o setor entrou no radar da legislação brasileira, que agora busca formas de garantir o investimento na produção cultural nacional.
Com foco no fortalecimento do setor audiovisual do país, o projeto aprovado inclui mecanismos de incentivo.
Um deles é a possibilidade de abatimento de até 60% da Condecine anual, desde que os valores sejam investidos na produção ou aquisição de obras brasileiras.
Esse benefício será exclusivo para os serviços de VoD e para os apps de televisão via internet, incentivando que as grandes plataformas invistam em conteúdo local.
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Como funcionam os descontos e isenções?
Em linhas gerais, plataformas de vídeo sob demanda e aplicativos de televisão poderão abater parte da Condecine se direcionarem os recursos para a produção ou aquisição de obras brasileiras. Principais pontos da regra de descontos e isenções:
- Desconto padrão de até 60%: as empresas poderão deduzir até 60% do montante anual da contribuição quando aplicarem esses recursos na indústria audiovisual brasileira, válida especialmente para serviços de VoD e apps de TV
- Alteração sobre o percentual original: a proposta reduziu o benefício que estava em 70% para o patamar atual de 60%; paralelamente, o relator incluiu uma condição adicional para um abatimento maior
- Dedução ampliada de 75%: caso mais de 50% do catálogo total ofertado pela plataforma seja composto por conteúdos brasileiros, a Condecine pode ser reduzida em até 75%
- Aplicações elegíveis: entre os usos permitidos para gerar a dedução estão a produção própria e a compra de direitos de obras brasileiras, além de ações de formação e capacitação de mão de obra para o setor
- Isenção para micro e pequenas empresas: empresas com receita anual até R$ 4,8 milhões (teto do Simples Nacional) ficam isentas da contribuição, conforme previsto no texto aprovado.
Esses mecanismos buscam, ao mesmo tempo, arrecadar recursos e direcioná-los para fortalecer o ecossistema audiovisual brasileiro, condicionando benefícios fiscais ao efetivo investimento em conteúdo nacional.
Quais as mudanças para o consumidor de streaming?
Embora a nova tributação incida diretamente sobre as plataformas, o consumidor também poderá sentir os efeitos da proposta.
Um dos impactos imediatos pode ser o aumento nos preços das assinaturas, já que os custos extras tendem a ser repassados ao usuário final.
No caso de serviços gratuitos, como o YouTube, é possível que haja mudanças na quantidade de anúncios ou na política de monetização de conteúdos.
O catálogo das plataformas também deve passar por alterações. Com os incentivos previstos para produções nacionais, a tendência é que o público tenha acesso a um volume maior de filmes, séries e programas brasileiros.
Essas obras deverão ganhar mais espaço nas recomendações e destaque nos catálogos, o que pode ampliar a oferta e visibilidade da cultura local.
Além disso, plataformas com receita elevada serão obrigadas a disponibilizar conteúdos educativos e de comunicação pública, sem custo adicional.
Isso pode resultar em mais opções gratuitas voltadas ao interesse coletivo, como campanhas de saúde e programação mantida pelo poder público.
Outro ponto importante é a limitação na exibição de filmes recém-lançados nos cinemas. Segundo o texto aprovado, os serviços de streaming só poderão oferecer títulos lançados nas telonas após um período mínimo de nove semanas.
Assim, a cobrança da Condecine, combinada com os incentivos à produção local, pode transformar o cenário audiovisual e aumentar a oferta de conteúdos nacionais nas principais plataformas.
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Perguntas frequentes
Quem será obrigado a pagar a nova taxa sobre streaming?
Empresas com receita anual acima de R$ 4,8 milhões, como Netflix, YouTube e Claro TV+.
Quais serviços ficam isentos da nova cobrança?
Plataformas sem fins lucrativos, religiosas, jornalísticas ou estritamente educacionais.
A taxa incide sobre a receita total das plataformas?
Sim, mas exclui tributos indiretos e considera receitas com publicidade.
Quando a nova taxa sobre streaming começa a valer?
As regras entram em vigor 90 dias após a publicação da futura lei.