Horário de verão voltará em 2025? Entenda o cenário atual
A volta do horário de verão ainda não está confirmada, mas o tema continua em análise pelo Governo Federal.
Suspenso desde 2019, o ajuste nos relógios voltou à pauta após estudos apontarem que a medida poderia ajudar a equilibrar a demanda energética nos horários de pico, que ocorrem principalmente entre 18h e 21h.
Segundo especialistas, a adoção do horário de verão poderia gerar até 2 GW de folga no Sistema Interligado Nacional (SIN), reduzindo a necessidade de acionamento de usinas térmicas, que são mais caras e poluentes.
A decisão final caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após recomendações técnicas do Ministério de Minas e Energia (MME) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Saiba mais, a seguir.
|
Confira as melhores soluções
meutudo para você |
|||
|---|---|---|---|
| Produto | Taxa a partir de | Pagamento | |
| Antecipação Saque-aniversário | 1,79% a.m | antecipe a partir de R$50 | |
| Consignado Privado CLT | 2,48% a.m. | parcelamento em até 96x | |
| Simular | |||
O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui estão as informações mais relevantes sobre a volta do horário de verão em 2025:
- A volta do horário de verão ainda não está confirmada, mas está em análise pelo Governo Federal desde estudos que indicam que a medida poderia ajudar a equilibrar a demanda energética nos horários de pico.
- A adesão do horário de verão poderia gerar até 2 GW de folga no Sistema Interligado Nacional (SIN), reduzindo a necessidade de acionamento de usinas térmicas, que são mais caras e poluentes.
- A decisão final caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após recomendações técnicas do Ministério de Minas e Energia (MME) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
- Gostou do nosso conteúdo? Se quiser continuar se informando sobre assuntos financeiros e sociais, cadastre-se gratuitamente no formulário para receber as atualizações diretamente em seu e-mail.
Cenário energético e estudos recentes
O ONS, responsável pelo planejamento e operação do sistema elétrico brasileiro, divulgou análises recentes no Plano de Operação Energética de 2025 (PEN 2025), que indicam que o país poderá enfrentar dificuldades em horários de pico nos próximos cinco anos caso não adote medidas adicionais.
O estudo aponta que a volta do horário de verão poderia:
- Reduzir a sobrecarga nos horários de pico
- Ampliar o aproveitamento da geração solar e eólica, que é intermitente
- Diminuir a necessidade de despacho de usinas térmicas flexíveis, que são mais caras e poluentes
- Garantir maior segurança energética nos períodos de maior consumo
Além disso, o MME reforça que fatores climáticos, como os níveis de chuva nos reservatórios, também influenciam na decisão.
Entenda: O que é Tarifa Social de Energia e quem pode pedir desconto?
Reservatórios dentro da normalidade tornam a adoção menos urgente, mas em períodos de estiagem a medida poderia ser crucial para evitar apagões ou acionamento excessivo de térmicas.
Quer receber nossas notícias gratuitamente em seu e-mail? Preencha este formulário e receba uma seleção de conteúdos meutudo semanalmente!
Projeto de lei que pode vetar o horário de verão
Apesar do respaldo técnico, existe um projeto de lei (PL 397/07) tramitando na Câmara dos Deputados que visa proibir formalmente a adoção do horário de verão.
A comissão de Saúde da Casa destacou que a mudança de horário pode gerar impactos negativos à saúde, como:
- Distúrbios do sono e fadiga crônica
- Desequilíbrio hormonal e aumento do risco de doenças cardiovasculares
- Alteração nos padrões de alimentação e metabolismo
- Aumento do risco de acidentes de trânsito e problemas de segurança em deslocamentos noturnos
O Projeto de Lei recebeu parecer favorável na Comissão de Minas e Energia e seguirá para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
A tramitação do projeto cria uma tensão entre decisões técnicas para segurança energética e preocupações com saúde e segurança pública.
Entre também no Canal do WhatsApp da meutudo e receba as notícias do mundo financeiro em primeira mão no seu celular!
Histórico do horário de verão no Brasil
O horário de verão foi implementado em diversos períodos no Brasil, sendo oficialmente suspenso em 2019.
Na época, estudos indicaram que a economia de energia era mínima, especialmente devido a mudanças no consumo da população, como maior uso de eletrônicos, ar-condicionado e iluminação mais eficiente.
Desde então, o país não realiza ajustes nos relógios, embora debates sobre sua volta continuem, sobretudo em estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste, onde o consumo em horários de pico é mais crítico.
A retomada do horário de verão em 2025 ainda depende de uma decisão presidencial, baseada em análises técnicas e políticas públicas.
O MME e o ONS continuam monitorando o sistema elétrico e podem propor medidas alternativas caso a demanda supere a oferta.
Saiba mais: Quando começa e quando acaba o verão?
A implementação da medida não impactaria somente o setor energético, mas também a rotina da população, com ganhos em eficiência energética e potenciais efeitos sobre a saúde e segurança dos cidadãos.
Para receber mais notícias como essa, inscreva-se em nosso formulário e receba semanalmente direto no seu e-mail.
Perguntas frequentes
O horário de verão voltará em 2025?
Ainda não há confirmação se o horário de verão voltará em 2025, a decisão final depende do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de análises do MME e ONS.
Por que o horário de verão foi suspenso?
Em 2019, estudos indicaram que a economia de energia com o horário de verão era mínima devido à mudança nos hábitos de consumo da população e ao aumento do uso de tecnologia eficiente.
Quais os benefícios da volta dos horários de verão?
Os benefícios da volta do horário de verão incluem redução da sobrecarga do sistema elétrico, aumento do uso de energia solar e eólica, diminuição do acionamento de térmicas e maior segurança energética.
Quais os riscos e malefícios do horário de verão?
Os malefícios do horário de verão são: distúrbios do sono, fadiga, desequilíbrio hormonal, aumento do risco de doenças cardiovasculares, impacto na rotina diária e maior vulnerabilidade em deslocamentos noturnos.
Qual o papel do MME e do ONS nesse processo?
O MME acompanha a situação da matriz energética e coordena políticas públicas, enquanto o ONS realiza estudos e análises técnicas sobre a operação do Sistema Interligado Nacional.