Nova lei obriga estatais a ter 30% de mulheres nos conselhos administrativos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que garante a participação mínima de 30% de mulheres nos conselhos administrativos de empresas estatais.
A medida, aprovada pelo Congresso Nacional, será implantada de forma gradual até atingir o percentual total em três anos.
Além disso, a nova legislação inclui cotas específicas para mulheres negras e com deficiência, reforçando o compromisso com a diversidade e a inclusão no ambiente corporativo público.
Confira como funcionará a nova lei, quais grupos terão prioridade e qual impacto dessa lei.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Nova lei sancionada pelo presidente Lula obriga estatais a terem 30% de mulheres nos conselhos administrativos gradualmente em 3 anos.
- A legislação inclui cotas específicas para mulheres negras e com deficiência, visando promover diversidade e inclusão.
- Empresas públicas como Banco do Brasil e Petrobras terão que reservar vagas progressivamente: 10% no 1º ano, 20% no 2º e 30% no 3º.
- Mulheres negras e com deficiência terão 30% das vagas reservadas, visando garantir diversidade e inclusão.
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Como funcionará a reserva de vagas para mulheres nas estatais?
A nova lei estabelece que empresas públicas e sociedades de economia mista, como Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobras, deverão reservar gradualmente vagas para mulheres em seus conselhos de administração.
A reserva será progressiva, ou seja, no primeiro ano, será exigido que elas ocupem 10% das cadeiras, no segundo ano 20%, e no terceiro, 30%.
Essa mudança busca corrigir desigualdades históricas de gênero e ampliar o espaço feminino nos cargos de decisão.
Entenda: O que é o Sistema de Cotas e como funciona no Brasil
Quais grupos de mulheres terão prioridade nas cotas?
Do total das vagas destinadas a mulheres, a lei prevê que 30% sejam obrigatoriamente ocupadas por mulheres negras e com deficiência.
Essa regra visa garantir não apenas a presença feminina, mas também a diversidade racial e a inclusão de pessoas com deficiência, grupos que historicamente enfrentam mais barreiras no mercado de trabalho e em cargos de liderança.
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O que acontece se a lei não for cumprida?
Segundo o texto sancionado, os conselhos de administração das estatais que não atenderem à cota mínima ficarão impedidos de deliberar sobre qualquer matéria até que o percentual exigido seja respeitado.
Além disso, órgãos de controle externo e interno terão a responsabilidade de fiscalizar o cumprimento da lei, garantindo que as empresas públicas promovam efetivamente a participação feminina.
Saiba mais: Como é a inclusão de pessoas deficientes no mercado?
Como a medida pode impactar a liderança feminina no Brasil?
A lei representa um avanço significativo na luta por igualdade de gênero no ambiente corporativo brasileiro.
Especialistas destacam que a presença de mulheres em conselhos administrativos contribui para decisões mais inclusivas e inovadoras.
A expectativa é que a política incentive também o setor privado a adotar práticas semelhantes, ampliando as oportunidades para mulheres em posições de liderança.
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Perguntas frequentes
Quem será beneficiado pela nova lei que reserva de vagas para mulheres em estatais?
Mulheres que poderão ocupar ao menos 30% das vagas nos conselhos de administração de empresas estatais, com prioridade para negras e pessoas com deficiência.
Quando a reserva de vagas para mulheres começa a valer?
A implementação será gradual, começando com 10% no primeiro ano, 20% no segundo e 30% no terceiro ano após a sanção.
O que acontece se a estatal não cumprir a lei de vagas para mulheres?
Os conselhos ficarão impedidos de deliberar sobre qualquer tema até que o percentual exigido seja atendido.
A lei de reservar vagas para mulheres vale para empresas privadas?
Não. A nova regra é válida apenas para empresas públicas e sociedades de economia mista, como Petrobras, Caixa e Banco do Brasil.