Dieese aponta aumento da cesta básica em 14 capitais do país em março
Comprar alimentos básicos está cada vez mais difícil para muitas famílias brasileiras. Em março, o custo da cesta básica aumentou em 14 capitais do país, pressionando ainda mais o orçamento de quem já vive com pouca margem.
Itens essenciais como café, leite e tomate lideraram as altas, e o valor necessário para garantir o sustento básico de uma família segue bem acima do salário mínimo atual.
Entenda como a alta no preço da cesta básica em março afeta famílias brasileiras e conheça as cidades com os maiores reajustes.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Custo da cesta básica aumentou em 14 capitais brasileiras em março, impactando famílias que já vivem com pouca margem financeira.
- Itens como café, leite e tomate lideraram as altas de preços, afetando diretamente o orçamento familiar em todo o país.
- São Paulo segue com a cesta básica mais cara do Brasil, custando R$ 880,72 em março, enquanto algumas capitais do Norte e Nordeste apresentaram os menores valores.
- O Dieese aponta que, com a alta da cesta básica, o salário mínimo ideal em março deveria ser de R$ 7.398,94, quase 5 vezes maior que o salário mínimo atual.
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Alta no preço da cesta básica na maioria das capitais
O valor da cesta básica ficou mais caro em 14 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) no mês de março.
Apenas Aracaju, Natal e João Pessoa registraram queda no custo médio dos alimentos básicos.
As maiores altas foram registradas na Região Sul do país. Curitiba teve o maior aumento, com 3,61% a mais em comparação com o mês anterior. Florianópolis veio logo depois, com 3%, e Porto Alegre, com 2,85%.
Esses aumentos refletem diretamente na rotina das famílias brasileiras, especialmente daquelas que vivem com renda apertada e precisam manter o básico no prato do dia a dia.
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Café, tomate e leite ficaram mais caros
Entre os produtos que mais subiram de preço em março, estão o café, o leite integral e o tomate.
Segundo o levantamento, o café teve alta em todas as capitais analisadas.
Ou seja, independente da cidade onde o consumidor vive, ele sentiu o aumento ao ir à farmácia ou ao supermercado.
Saiba mais: O que é Cartão Alimentação do Bolsa Família?
O tomate, item essencial para a alimentação da maioria dos brasileiros, também teve aumento considerável. Assim como o leite, que afeta diretamente famílias com crianças e idosos.
Por outro lado, o preço da carne bovina de primeira caiu em 15 das 17 capitais pesquisadas. A exceção foi em João Pessoa e Recife, onde a carne continuou mais cara.
São Paulo tem a cesta mais cara do Brasil
Entre todas as cidades pesquisadas, São Paulo continua liderando o ranking da cesta básica mais cara do país.
Em março, o custo médio da cesta na capital paulista chegou a R$ 880,72. Em seguida, aparecem:
- Rio de Janeiro: R$ 835,50
- Florianópolis: R$ 831,92
- Porto Alegre: R$ 791,64
Enquanto isso, as cestas mais baratas foram encontradas nas regiões Norte e Nordeste. As capitais com os menores valores médios foram:
- Aracaju: R$ 569,48
- João Pessoa: R$ 626,89
- Recife: R$ 627,14
- Salvador: R$ 633,58
Essas diferenças se devem à composição dos produtos que formam a cesta básica em cada região, além de custos locais como transporte, oferta e demanda.
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Com alta da cesta, salário mínimo ideal deveria ser R$ 7,3 mil
O Dieese também calcula todos os meses quanto o salário mínimo deveria ser para garantir o sustento básico de uma família de quatro pessoas, como previsto na Constituição Federal.
Com base no valor da cesta básica de São Paulo, a mais cara do país, o salário mínimo ideal em março de 2025 deveria ser de R$ 7.398,94, ou seja, quase 5 vezes mais que o salário mínimo atual, de R$ 1.518,00.
Esse cálculo considera despesas básicas como alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, transporte, lazer e previdência.
Com a alta da cesta básica em grande parte das capitais brasileiras, o impacto no bolso das famílias, especialmente as de baixa renda, torna-se ainda mais evidente.
Em tempos de inflação persistente, acompanhar os reajustes nos preços dos alimentos é essencial para entender o custo real de viver nas cidades brasileiras.
A pesquisa do Dieese reforça a importância de políticas públicas voltadas à segurança alimentar e à valorização do salário mínimo.
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Perguntas frequentes
O que é a cesta básica?
A cesta básica é composta por itens essenciais para a sobrevivência das famílias, como alimentos, produtos de higiene e limpeza. Seu custo varia conforme a região do Brasil.
Por que o preço da cesta básica varia tanto entre as cidades?
O preço da cesta básica pode variar drasticamente, porque cada região tem uma composição diferente de alimentos e enfrenta custos distintos com transporte, clima e distribuição dos produtos.
Por que o café e o leite subiram tanto de preço?
O café e o leite sofrem impacto direto de fatores como clima, oferta reduzida, transporte e aumento no custo de produção, o que reflete no preço final ao consumidor.
O salário mínimo vai aumentar com base nessa estimativa do Dieese?
Não necessariamente. O valor ideal calculado pelo Dieese serve como uma referência social, mas o reajuste do salário mínimo depende de decisão do governo federal.