Projeto prevê novas regras para aposentadoria e pensões de militares
O governo federal enviou à Câmara dos Deputados o Projeto de Lei n.º 4920/24, que altera as regras da aposentadoria dos militares e da Lei das Pensões Militares.
O governo estima que as mudanças reduzirão os gastos em R$ 2 bilhões por ano, garantindo mais equilíbrio financeiro ao sistema de aposentadorias militares.
Confira as mudanças previstas na aposentadoria dos militares e entenda o impacto da nova exigência de idade mínima para a reserva.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Governo envia à Câmara dos Deputados Projeto de Lei que altera regras de aposentadoria e pensões de militares.
- Estimativa é de redução de gastos em R$ 2 bilhões por ano com as mudanças.
- Principais mudanças propostas incluem idade mínima de 55 anos para aposentadoria e extinção de pensão para militares expulsos.
- Projeto prevê início das novas regras em 2032, com período de transição e pedágio de 9% sobre o tempo restante para a reserva.
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Principais mudanças na aposentadoria dos militares
O projeto prevê três grandes alterações nas regras previdenciárias das Forças Armadas:
- Idade mínima de 55 anos para a aposentadoria militar, além dos 35 anos de serviço já exigidos
- Extinção da pensão para militares expulsos, substituindo-a por um auxílio-reclusão temporário
- Fim da migração de cotas de pensão entre familiares, limitando o benefício a dependentes diretos
Caso o projeto seja aprovado, as novas regras começarão a valer em 2032, com um período de transição que exigirá um pedágio de 9% sobre o tempo restante para a reserva.
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Fim da “morte ficta” e mudanças na pensão dos militares
O projeto propõe acabar com a chamada “morte ficta”, mecanismo que permitia que familiares de militares expulsos recebessem pensão como se o militar tivesse falecido.
Com a nova regra, os familiares passarão a receber apenas um auxílio-reclusão, equivalente a 50% do último salário do ex-militar, mas somente enquanto ele estiver preso.
O pagamento será suspenso assim que o militar for colocado em liberdade, ainda que condicionalmente.
Saiba mais: O que é Aposentadoria Especial?
Mudanças na cota de pensão militar
Outra alteração importante é a extinção da migração de cotas de pensão.
Hoje, quando um beneficiário falece, sua parte pode ser transferida para outros membros da família, como pais e irmãos.
Se o projeto for aprovado, essa transferência será encerrada, garantindo o benefício apenas para dependentes diretos, como cônjuges e filhos menores.
Isso evita que parentes distantes recebam valores originalmente destinados a familiares prioritários.
Confira: Militares e servidores públicos têm direito ao consignado?
Novo percentual de contribuição para assistência médica
O projeto também padroniza a contribuição para assistência médico-hospitalar e social dos militares inativos.
A partir de janeiro de 2026, todos os militares contribuirão com 3,5% do valor da pensão ou dos proventos.
Essa padronização busca criar um modelo mais sustentável para o financiamento do sistema de saúde das Forças Armadas.
Quais são os próximos passos do projeto?
Para se tornar lei, o Projeto de Lei n.º 4920/24 precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
Antes disso, será analisado por comissões temáticas da Câmara, onde poderá sofrer ajustes antes de seguir para votação.
Caso seja aprovado, as mudanças terão impacto direto nas regras de aposentadoria dos militares, trazendo novas exigências e limitações para a concessão de benefícios previdenciários.
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Perguntas frequentes
Qual será a nova idade mínima para a aposentadoria dos militares?
A nova idade mínima para a aposentadoria dos militares será 55 anos, além dos 35 anos de serviço já exigidos. Se aprovada, a regra entrará em vigor em janeiro de 2032, com um período de transição
O que muda na pensão para militares expulsos?
A pensão para militares expulsos será extinta e substituída por um auxílio-reclusão de 50% do último salário, pago apenas enquanto o ex-militar estiver preso. O benefício será encerrado quando ele for solto.