Lei das Sociedades por Ações: o que é e como funciona

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A Lei das Sociedades por Ações é uma das bases jurídicas mais relevantes para o funcionamento das grandes empresas no Brasil

O principal objetivo da Lei das Sociedades por Ações é organizar de maneira precisa a estrutura e a forma como as sociedades anônimas funcionam, promovendo segurança jurídica, transparência e equidade entre os acionistas.

Ela facilita o acesso das empresas ao mercado de capitais e estimula o crescimento econômico sustentado.

A seguir explicamos de forma objetiva o que é a Lei das Sociedades por Ações, como ela funciona na prática, quem precisa segui-la e de que forma ela impacta a vida dos acionistas e a gestão das corporações.

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O que é a Lei das Sociedades por Ações?

A Lei das Sociedades por Ações, oficialmente conhecida como Lei nº 6.404/76, é a legislação brasileira que regula a constituição, organização e funcionamento das sociedades anônimas (S.A.).

Ela foi sancionada em 1976, durante um período de expansão do mercado financeiro e industrial no Brasil, com o objetivo de modernizar o arcabouço legal das grandes corporações.

O desenvolvimento desta lei buscou alinhar o país às práticas internacionais de governança e proteção aos investidores.

Ela foi criada para estabelecer regras claras sobre como as empresas que emitem ações devem operar, protegendo os interesses dos acionistas e garantindo transparência nas decisões corporativas.

Sendo essencial para a atuação no mundo dos negócios, essa lei traz segurança jurídica tanto para investidores quanto para as próprias companhias.

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Como funciona a Lei das Sociedades por Ações?

A Lei nº 6.404/76 estrutura as sociedades por ações em duas modalidades: companhias abertas e companhias fechadas.

Companhias abertas

Companhias abertas são aquelas que têm ações negociadas em mercados públicos, como a bolsa de valores, e estão sujeitas a regras mais rígidas de transparência e fiscalização por parte da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Companhias fechadas

Já as companhias fechadas não acessam o mercado de capitais, mantendo sua estrutura acionária entre sócios ou investidores restritos, ou seja, suas ações são mantidas entre poucos acionistas.

Essa diferença impacta diretamente o nível de exigência quanto à prestação de contas, governança e publicidade dos atos societários.

A Lei das Sociedades por Ações define como deve ocorrer a formação do capital social, a emissão de ações, a realização de assembleias, a distribuição de lucros (dividendos), além de normas para fusões, incorporações e dissoluções de empresas.

Além disso, sua aplicação contribui para a redução de fraudes e melhora a competitividade das companhias brasileiras, influenciando o desenvolvimento econômico e a geração de empregos.

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O que diz o artigo 116 da Lei das S.A.?

O artigo 116 trata dos acionistas controladores, sendo aqueles que têm poder para dirigir as atividades da companhia e escolher a maioria dos administradores.

De acordo com a lei, o controlador deve atuar com boa-fé e lealdade em relação à empresa e aos demais acionistas.

Isso quer dizer que ele não pode utilizar da influência do seu cargo para obter vantagens pessoais que trariam prejuízo para a companhia ou para os minoritários.

Esse artigo é importante para evitar abusos e garantir um equilíbrio entre os interesses dos diferentes tipos de acionistas.

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Quem deve seguir a Lei das Sociedades por Ações?

Esta lei deve ser seguida por todas as sociedades anônimas, sendo empresas cujo capital é dividido em ações, e a responsabilidade dos sócios é limitada ao preço de emissão das ações que possuem.

Elas são caracterizadas por uma estrutura voltada à captação de recursos e à transparência na gestão, podendo ser de capital aberto ou fechado.

No caso de empresas de capital aberto, as ações são negociadas publicamente em bolsas de valores, permitindo a entrada de diversos investidores no quadro societário.

Já nas organizações de capital fechado, não há oferta pública de ações, mantendo o controle da empresa entre um grupo restrito de acionistas.

Essa lei não se aplica a empresas limitadas (LTDA), pois são regidas por regras diferentes, mas podem adotar dispositivos da Lei de forma adicional, caso queiram uma estrutura mais complexa de governança.

Além disso, a lei é amplamente usada como referência por reguladores, juristas e gestores que buscam boas práticas de mercado.

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Principais direitos e deveres dos acionistas

A Lei das Sociedades por Ações estabelece uma série de garantias e responsabilidades para os acionistas:

Direito a dividendos

Os acionistas têm direito a receber parte dos lucros da empresa, conforme aprovado em assembleia geral.

Direito a voto

Geralmente, os detentores de ações ordinárias podem votar nas decisões corporativas, incluindo a eleição de diretores.

Direito de fiscalização

Eles podem acompanhar e questionar a gestão da companhia, inclusive por meio de conselhos fiscais.

Direito de preferência

Os acionistas têm prioridade na subscrição de novas ações emitidas pela empresa, o que possibilita manter sua proporção de participação no capital social.

Dever de lealdade

Em especial, para acionistas controladores, é esperado que atuem em prol da empresa, respeitando os direitos dos demais.

Dever de informação

Eles devem manter seus dados atualizados e agir conforme os regulamentos da companhia.

Dever de sigilo

Os acionistas devem preservar o sigilo sobre informações estratégicas e confidenciais da empresa, especialmente aquelas obtidas em assembleias ou documentos internos.

A existência de direitos e deveres bem definidos na Lei das Sociedades por Ações ajuda no equilíbrio entre os interesses da companhia e de seus acionistas.

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Como a lei impacta a gestão das empresas?

A Lei das Sociedades por Ações exerce um papel direto na forma como as empresas brasileiras são administradas.

Ao exigir transparência, responsabilidade e participação ativa dos acionistas, ela fortalece a governança corporativa.

Na prática, isso se traduz em processos mais estruturados de tomada de decisão, maior controle interno e mais confiança do mercado. 

A lei também estimula a profissionalização da gestão, o que é indispensável para companhias que querem crescer de forma estável e sustentável.

Ela garante segurança tanto para investidores quanto para as empresas, regulando direitos, deveres e a forma de administração das sociedades anônimas.

Portanto, compreender seu funcionamento é importante para quem deseja investir, empreender ou simplesmente conhecer melhor o ambiente corporativo. 

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FAQ

Perguntas frequentes

A Lei das Sociedade por Ações se aplica a empresas limitadas?

Não diretamente, mas empresas LTDA podem usar a lei de forma complementar em questões de governança.

Ainda tem dúvidas?

Quais são os requisitos para abrir uma sociedade por ações?

É necessário elaborar um estatuto social, subscrever o capital e registá-lo na Junta Comercial.

Ainda tem dúvidas?

Qual a lei que regulamenta as sociedades por ações no Brasil?

A Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976.

Ainda tem dúvidas?

A Lei das Sociedade por Ações já foi atualizada ou reformada?

Sim, a lei passou por diversas alterações desde sua criação para se adequar ao mercado atual.

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Aline Magalhães Aline Magalhães

Aline Magalhães é graduada em Psicologia e Gestão de Recursos Humanos. Atua na meutudo desde 2024, onde começou no mercado financeiro como Agente de Operações nos produtos de Empréstimo Consignado CLT, Saque-Aniversário, Empréstimo Consignado INSS e cartões. Hoje, está na área de marketing no time de conteúdo, escrevendo artigos sobre educação financeira, benefícios e trabalhistas. Adora ouvir música, ler e assistir séries. É apaixonada por boas narrativas e acredita no poder transformador das histórias.

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