Qual o valor da Cesta Básica, atualmente? Confira

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Vivemos num momento de atenção redobrada aos preços no mercado, e quando o assunto é o valor da cesta básica, parece que cada mês traz uma surpresa.

Afinal, para muitas famílias brasileiras, os alimentos essenciais representam uma parte bastante expressiva do orçamento.

Neste artigo, vamos explicar os itens que fazem parte da cesta básica, os valores médios nas capitais e o que mais pesa no bolso.

Se você quer entender tudo sobre a cesta básica e valor dos itens que a compõem, continue a leitura deste artigo!

O que significa “valor da cesta básica”?

Quando se fala no valor da cesta básica, refere-se ao preço médio de um conjunto de alimentos considerados essenciais para a alimentação de uma pessoa ou família durante um mês. 

Esse valor varia conforme a localidade (capitais, regiões), a composição dos itens da cesta básica, e a metodologia adotada pelos órgãos que fazem essa medição.

No Brasil, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), realiza mensalmente a pesquisa da cesta básica de alimentos em várias capitais.

Esse valor funciona como um termômetro, medindo aumentos ou quedas dos preços desses alimentos essenciais e, por consequência, ajuda a entender o custo de vida e a estrutura de consumo de famílias.

Qual é o valor da cesta básica nas capitais brasileiras?

Agora que você está um pouco mais contextualizado sobre o tema, vamos ao valor da cesta básica em algumas localidades brasileiras.

Situação em setembro/2025:

  • Em setembro de 2025, a cesta básica mais cara entre as capitais pesquisadas foi em São Paulo, custando R$ 842,26
  • Já nos estados do Norte/Nordeste, o valor era bem menor:
    • Aracaju: R$ 552,65
    • Maceió: R$ 593,17
    • Salvador: R$ 601,74
    • Natal: R$ 610,27
    • João Pessoa: R$ 610,93

Situação em outubro/2025:

  • Em outubro, houve aumento em 16 das 27 capitais
  • Em São Paulo, o valor chegou a R$ 847,14
  • Nas capitais mais baratas, por exemplo, em Aracaju, o valor era R$ 550,18

Observações importantes:

  • Há uma diferença significativa entre regiões, o que reflete desde custo de transporte, oferta local de alimentos, até diferenças na composição da cesta
  • Mesmo em cidades onde houve queda de valor, o custo ainda representa parcela considerável na renda líquida

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Quais alimentos compõem a cesta básica?

Para entender melhor a cesta básica valor, é útil saber o que está sendo medido. Confira a lista de grupos alimentares que compõem a cesta básica:

  1. Feijões / leguminosas – como feijão‑carioca, preto, etc
  2. Cereais – arroz, milho, aveia, etc
  3. Raízes e tubérculos – batata, mandioca, inhame, entre outros
  4. Legumes e verduras – alface, couve, tomate, cenoura, entre outros
  5. Frutas – banana, maçã, mamão, entre outras
  6. Castanhas e nozes (oleaginosas) – amêndoas, castanha‑do‑Brasil etc
  7. Carnes e ovos – carnes bovina, suína, aves, ovos frescos
  8. Leites e queijos – leite fluido ou em pó, queijos frescos
  9. Açúcares, sal, óleos e gorduras – açúcar, sal, óleo de cozinha, manteiga
  10. Café, chá, mate e especiarias – café em pó, erva‑mate, temperos básicos.

Confira também a tabela com exemplos de alimentos de cada categoria:

Referência: PORTARIA MDS Nº 966, DE 6 DE MARÇO DE 2024 / Diário Oficial da União
Cesta Básica - Grupos alimentares e exemplos
Grupo de alimentosExemplos
Feijões (leguminosas)Feijão de todas as cores (preto, branco, roxo, mulatinho, verde, carioca, fradinho, rajado, manteiga, jalo, de-corda, andú, dentre outros), ervilha, lentilha, grão-de-bico, fava, guandu, orelha-de-padre.
CereaisArroz branco, integral ou parboilizado, a granel ou embalado; milho em grão ou na espiga, grãos de trigo, aveia; farinhas de milho, de trigo e de outros cereais; macarrão ou massas frescas ou secas feitas com essas farinhas/sêmola, água e/ou ovos e/ou outros alimentos in natura ou minimamente processado. Pães feitos de farinha de trigo e/ou outras farinhas feitas de alimentos in natura e minimamente processadas, leveduras, água, sal e/ou outros alimentos in natura e minimamente processados.
Raízes e TubérculosAriá, batata-inglesa, batata-doce, batata-baroa/mandioquinha, batata-crem, cará, cará-amazônico, cará-de-espinho, inhame, mandioca/macaxeira/aipim, e outras raízes e tubérculos in natura ou embalados, fracionados, refrigerados ou congelados; farinhas minimamente processadas de mandioca, dentre outras farinhas e preparações derivadas da mandioca (tais como farinha de carimã, farinha de uarini; maniçoba e tucupi, farinha/gomo de tapioca, dentre outros).
Legumes e VerdurasLegumes e verduras in natura ou embalado, fracionados, refrigerados ou congelados, tais como abóbora/jerimum, abobrinha, acelga, agrião, alface, almeirão, alho, alho-poró, azedinha, berinjela, beterraba, beldroega, bertalha, brócolis, broto-de-bambu, capicoba, capuchinha, carrapicho-agulha, caruru, catalonha, cebola, cebolinha, cenoura, cheiro-verde, chicória, chicória-paraense/chicória-do-pará, chuchu, couve, couve-flor, croá, crem, dente-de-leão, escarola, espinafre, gueroba, gila, guariroba, jambu, jiló, jurubeba, major-gomes, maxixe, mini-pepininho, mostarda, muricato, ora-pro-nóbis, palma, pepino, peperômia, pimentão, puxuri, quiabo, radite, repolho; rúcula, salsa, serralha, taioba, tomate, urtiga, vinagreira, vagem, dentre outros.
FrutasFrutas in natura ou frutas frescas ou secas embaladas, fracionadas, refrigeradas ou congeladas; e polpas de frutas. Exemplos: abacate, abacaxi, abiu, abricó, açaí, açaí-solteiro, acerola, ameixa, amora, araçá, araçá-boi, araçá-pera, araticum, aroeira-pimenteira, arumbeva, atemoia, babaçu, bacaba, bacupari, bacuri, banana, baru, biribá, brejaúva, buriti, butiá, cacau, cagaita, cajarana, cajá, caju, caju do cerrado, cajuí, cambuci, cambuí, camu-camu, caqui, carambola, cereja-do-rio-grande, ciriguela, coco, coco-cabeçudo, coco-indaiá, coquinho-azedo, coroa-de-frade, croá, cubiu, cupuaçu, cupuí, cutite, curriola, figo, fisalis, fruta-pão, goiaba, goiaba-serrana, graviola, guabiroba, grumixama, guapeva, guaraná, inajá, ingá, jaca, jabuticaba, jambo, jambolão, jaracatiá, jatobá, jenipapo, juá, juçara, jurubeba, kiwi, laranja, limão, lobeira, maçã, macaúba, mama-cadela, mamão, mandacaru, manga, mangaba, mapati, maracujá, marmelada-de-cachorro, melancia, melão, mexerica/tangerina/ bergamota, morango, murici, nectarina, pajurá, patauá, pequi, pera, pera-do-cerrado, pêssego, piquiá, pinha/fruta do conde, pinhão, pitanga, pitomba, pupunha, romã, sapucaia, sapoti, sapota, seriguela, sete-capotes, sorva, tamarindo, taperebá, tucumã, umari, umbu, umbu-cajá, uva, uvaia, uxi, xixá, dentre outros.
Castanhas e Nozes (Oleaginosas)Amendoim, castanha-de-caju, castanha de baru, castanha-do-brasil (castanha-do-pará), castanha-de-cutia, castanha-de-galinha, chichá, licuri, macaúba, e outras oleaginosas sem sal ou açúcar.
Carnes e ovosCarnes de bovina, suína, ovina, caprina e de aves, pescados e outras carnes in natura ou minimamente processados de hábito local, frescos, resfriados ou congelados; e ovos de aves. Sardinha e atum enlatados.*
Leites e queijosLeite fluido pasteurizado ou industrializado, na forma de ultrapasteurizado, leite em pó, integral, semidesnatado ou desnatado. Iogurte natural sem adição de açúcar, edulcorante e/ou aditivos que modificam as características sensoriais do produto. Queijos feitos de leite e sal (e microorganismos usados para fermentar o leite).*
Açúcares, sal, óleos e gordurasÓleos de soja, de girassol, de milho, de dendê, dentre óleos vegetais; azeite de oliva; manteiga; banha de porco; açúcar de mesa branco, demerara ou mascavo, mel; e sal de cozinha.
Café, chá, mate e especiariasCafé, chá, erva mate, pimenta, pimenta-do-reino, canela, cominho, cravo-da-índia, coentro, noz-moscada, gengibre, açafrão, cúrcuma, dentre outros.

Vale destacar que as quantidades são padronizadas para comparação entre cidades. 

Saiba mais: Como economizar na alimentação? Dicas práticas

Outra observação: Nas regiões Norte/Nordeste, a cesta pode ter composição diferente (menos carne, uso de farinha de mandioca em vez de trigo, etc.).

O que causa alterações no valor da cesta básica?

As oscilações no valor da cesta básica são reflexo direto das dinâmicas de produção agrícola, oferta de alimentos no mercado, clima e políticas públicas voltadas para abastecimento. 

Em setembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Governo Federal, houve queda no custo da cesta em 22 das 27 capitais brasileiras, influenciada por uma série de fatores estruturais e sazonais.

Clima favorável e produção agrícola em alta

Uma das principais razões para a queda dos preços foi o bom desempenho das safras nacionais

Com o clima colaborando em diversas regiões, houve maior produtividade nas lavouras de alimentos básicos, o que resultou em aumento da oferta e, consequentemente, em redução de preços no varejo.

Confira: O que é Auxílio Cesta Básica? Esse benefício ainda existe?

Itens como feijão, arroz, leite e óleo de soja apresentaram recuo nos valores médios, especialmente em cidades do Nordeste e Centro-Oeste.

Estoques reguladores e políticas de abastecimento

Outro fator fundamental citado pelo governo é o uso de estoques públicos reguladores, mantidos pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). 

A liberação estratégica de estoques ajudou a equilibrar o mercado e conter a alta de preços de produtos que vinham em tendência de elevação. 

Essa política teve impacto direto nos valores da cesta em capitais como Recife, Salvador e Fortaleza.

Oportunidade: Empréstimo para negativado

Logística e redução de custos no transporte

A melhoria nas condições logísticas e a estabilização nos custos com combustíveis também contribuíram para a redução nos preços de alimentos transportados entre regiões. 

Em setembro, isso teve efeito importante na queda de preços em regiões com maior dependência de transporte de longa distância, como o Norte do país.

Isso reforça como o valor da cesta básica é um indicador relevante para entender pobreza, renda e poder de compra.

Como usar essas informações no seu dia a dia?

Se você está preocupado com o orçamento familiar ou faz parte de uma instituição que apoia famílias vulneráveis, essas informações são úteis, aqui vão algumas dicas práticas.

Passo a passo para aplicar na sua realidade:

  1. Verifique o valor local: descubra qual é o valor da cesta básica na sua cidade ou região, nem sempre o valor nacional se aplica exatamente ao seu local.
  2. Compare com sua renda mensal líquida: calcule quanto da renda está sendo comprometida apenas com esses alimentos essenciais.
  3. Analise a composição e seus hábitos: veja se seus padrões de compra seguem os principais itens da cesta; talvez seja possível ajustar hábitos ou buscar ofertas.
  4. Planeje compras sazonais: alguns alimentos sobem de preço em determinados meses, antecipar ou aproveitar promoções pode ajudar.
  5. Use como critério de ajuda ou suporte: em programas sociais ou empresariais, o valor da cesta básica pode ser referência para dimensionar apoio ou benefícios.

Em resumo, o valor da cesta básica está guardando diferenças relevantes entre regiões, variando de cerca de R$ 550,00 em algumas capitais do Nordeste até mais de R$ 840,00 em São Paulo. 

Entenda: Como funciona o Programa Nacional de Alimentação Escolar?

Esse valor reflete não apenas preços de alimentos, mas também como a economia doméstica está apertada. Entender isso significa ganhar poder de planejamento, seja para família, trabalho social ou empresa.

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FAQ

Perguntas frequentes

Quanto tempo de trabalho um trabalhador com salário mínimo precisa para comprar a cesta básica?

Depende da capital, mas em São Paulo, em outubro/2025, chegou a cerca de 122 horas de trabalho para adquirir a cesta.

Ainda tem dúvidas?

Por que a cesta básica custa menos em capitais do Nordeste? 

A composição regional varia (menos carne, substituição de farinha de trigo por mandioca, outros produtos locais) e os custos de logística e de vida nas diferentes regiões influenciam essas distinções.

Ainda tem dúvidas?

Quais itens da cesta básica mais têm alta de preço?

Nos últimos meses, itens como café em pó, tomate e óleo de soja têm registrado altas relevantes.

Ainda tem dúvidas?

O valor da cesta básica pode servir para definir salário mínimo ou benefícios?

Sim, o DIEESE usa esse valor como um dos parâmetros para estimar qual deveria ser um salário mínimo capaz de cobrir alimentação e outras despesas básicas.

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Lisandra Pinheiro Lisandra Pinheiro

Lisandra Pinheiro é graduanda em Letras e faz parte da meutudo desde 2021. Começou na área de Customer Experience, e hoje, atua como redatora na equipe de Conteúdo. Se dedica especialmente a artigos previdenciários, trabalhistas e financeiros, ajudando as pessoas a se educarem sobre seus direitos e finanças. Nas horas vagas, adora apreciar um cafezinho e escrever poesia.

1988 artigos escritos