Falta de diagnóstico e terapias marca cenário do autismo no país

bem-estarnotícias
4 min leitura
4 min leitura
Publicação:
Pesquisa aponta baixo acesso a diagnóstico e terapias para autismo no Brasil, com apenas 15,5% dos atendimentos pelo SUS.

O acesso ao diagnóstico e ao tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ainda é limitado no Brasil.

É o que revela o estudo Mapa Autismo Brasil (MAB), que aponta que apenas 15,5% das pessoas autistas realizam terapias pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A pesquisa mostra um cenário de desigualdade, em que grande parte das famílias precisa recorrer à rede privada para garantir atendimento adequado.

Com base em mais de 23 mil entrevistas em todo o país, o levantamento traça um panorama inédito sobre o perfil e as dificuldades enfrentadas por pessoas com autismo e seus cuidadores. Confira mais, a seguir.

Confira as melhores soluções
meutudo para você
Produto Taxa a partir de Pagamento
Empréstimo Consignado 1,39% a.m 2 a 108 parcelas
Antecipação Saque-aniversário 1,79% a.m antecipe a partir de R$50
Simular
Resumo da notícia
  • Aqui estão as informações mais relevantes sobre a falta de diagnóstico e terapias para autismo no Brasil:
  • Apenas 15,5% das pessoas autistas no Brasil recebem terapias pelo Sistema Único de Saúde (SUS), revelando um cenário de desigualdade no acesso ao tratamento.
  • O acesso ao diagnóstico também é limitado, com apenas 20,4% dos entrevistados confirmando o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pelo SUS, enquanto a maioria recorre à rede privada ou a planos de saúde.
  • Os primeiros sinais do autismo são percebidos, na maioria das vezes, por familiares, e os profissionais como médicos e professores aparecem com menor frequência nesse processo inicial.
  • Gostou do nosso conteúdo? Se quiser continuar se informando sobre assuntos financeiros e sociais, cadastre-se gratuitamente no formulário para receber as atualizações diretamente em seu e-mail.
Este resumo foi útil?
Obrigado por avaliar!

Acesso ao diagnóstico ainda é restrito

Um dos principais desafios identificados pela pesquisa é o acesso ao diagnóstico. Apenas 20,4% dos entrevistados confirmaram o TEA pelo SUS, enquanto a maioria recorre à rede privada ou a planos de saúde.

Além disso, embora muitos diagnósticos ocorram ainda na infância, principalmente até os 4 anos, há casos que só são identificados mais tarde. Isso eleva a média de idade para diagnóstico e pode atrasar intervenções importantes.

Outro dado relevante é que os primeiros sinais do autismo são percebidos, na maioria das vezes, por familiares.

Entenda: O que é o BPC para autismo?

Profissionais como médicos e professores aparecem com menor frequência nesse processo inicial.

Quer receber nossas notícias gratuitamente em seu e-mail? Preencha este formulário e receba uma seleção de conteúdos meutudo semanalmente!

Terapias são insuficientes e pouco acessíveis

O estudo mostra que o acesso às terapias é ainda mais limitado. Apenas uma pequena parcela utiliza o SUS, enquanto mais de 60% dependem de serviços privados ou planos de saúde.

Além da dificuldade de acesso, a carga de atendimento também é considerada baixa. A maioria das pessoas realiza até duas horas semanais de terapia, o que está abaixo do recomendado internacionalmente.

Entre as terapias mais comuns estão:

  • Psicoterapia
  • Terapia ocupacional
  • Fonoaudiologia
  • Psicopedagogia
  • Terapia comportamental (ABA)

Mesmo assim, cerca de 16,4% dos participantes do estudo não realizam nenhum tipo de terapia.

Confira: Quem é portador de autismo aposenta?

Custos elevados pesam no orçamento das famílias

Para quem não consegue atendimento público, o custo das terapias pode ser alto. A pesquisa indica que muitas famílias gastam entre R$ 500,00 e R$ 3 mil por mês, podendo ultrapassar R$ 5 mil em alguns casos.

Esse cenário reforça a desigualdade no acesso ao tratamento, já que nem todos conseguem arcar com os custos da rede privada.

Entre também no Canal do WhatsApp da meutudo e receba as notícias do mundo financeiro em primeira mão no seu celular!

Perfil das pessoas com autismo no Brasil

O levantamento também traça um perfil da população com TEA no país. Entre os principais dados:

  • A maioria é do sexo masculino (65,3%)
  • Cerca de 72% têm até 17 anos
  • Mais da metade possui nível 1 de suporte
  • Condições associadas, como TDAH e ansiedade, são comuns

Outro ponto importante é o impacto nas famílias. Muitos cuidadores, principalmente mães, acabam fora do mercado de trabalho devido às demandas de cuidado.

Descubra: O que é a carteira de autista?

Inclusão ainda é desafio na educação e no trabalho

Apesar de grande parte das pessoas com autismo frequentar a escola, a inclusão ainda enfrenta obstáculos.

Quase 40% dos estudantes não recebem apoio adequado, como mediadores ou adaptações pedagógicas.

Na vida adulta, os desafios continuam. Entre os autistas com mais de 18 anos, cerca de 30% estão desempregados ou sem renda, evidenciando dificuldades de inserção no mercado de trabalho.

Oportunidade: Empréstimo online na hora

O que o estudo revela sobre políticas públicas?

Os dados apontam para a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce e ao acesso a terapias.

Segundo especialistas, o cenário atual indica:

  • Falta de profissionais especializados
  • Baixa oferta de serviços na rede pública
  • Desigualdade regional no acesso
  • Necessidade de maior investimento em inclusão

O estudo Mapa Autismo Brasil evidencia que, apesar dos avanços no reconhecimento do TEA, o país ainda enfrenta desafios no acesso ao diagnóstico e ao tratamento

A limitação de serviços públicos e o alto custo das terapias criam barreiras para milhares de famílias.

Ampliar políticas públicas e garantir atendimento adequado são passos essenciais para melhorar a qualidade de vida das pessoas com autismo no Brasil.

Para receber mais notícias como essa, inscreva-se em nosso formulário e receba semanalmente direto no seu e-mail.

Isto foi útil?
Obrigado por avaliar!
Ainda tem dúvidas?
FAQ

Perguntas frequentes

Quantas pessoas com autismo existem no Brasil?

Existem cerca de 2,4 milhões de pessoas com autismo no Brasil, segundo dados do IBGE.

Ainda tem dúvidas?

O SUS oferece tratamento para autismo?

Sim, o SUS oferece tratamento para autismo, mas o acesso ainda é limitado.

Ainda tem dúvidas?

Qual a principal dificuldade apontada pelo estudo sobre autismo?

A principal dificuldade apontada pelo estudo sobre autismo é o baixo acesso a diagnóstico e terapias.

Ainda tem dúvidas?

As terapias para autismo têm custo alto?

Sim, as terapias para o acompanhamento do autismo podem ultrapassar R$ 5 mil por mês.

Ainda tem dúvidas?
Victória Maymone Victória Maymone

Victória Maymone é graduanda em Letras Inglês e faz parte da meutudo desde 2021. Atuou como especialista de Customer Success, onde se aprofundou no mercado de crédito consginado, e atualmente integra o time de redatores do blog da meutudo. Produz conteúdos sobre crédito, finanças pessoais e demais temas do mercado financeiro. Nos momentos livres, gosta de estar com seus pets e assistir séries.

1300 artigos escritos