Falta de diagnóstico e terapias marca cenário do autismo no país
O acesso ao diagnóstico e ao tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ainda é limitado no Brasil.
É o que revela o estudo Mapa Autismo Brasil (MAB), que aponta que apenas 15,5% das pessoas autistas realizam terapias pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A pesquisa mostra um cenário de desigualdade, em que grande parte das famílias precisa recorrer à rede privada para garantir atendimento adequado.
Com base em mais de 23 mil entrevistas em todo o país, o levantamento traça um panorama inédito sobre o perfil e as dificuldades enfrentadas por pessoas com autismo e seus cuidadores. Confira mais, a seguir.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui estão as informações mais relevantes sobre a falta de diagnóstico e terapias para autismo no Brasil:
- Apenas 15,5% das pessoas autistas no Brasil recebem terapias pelo Sistema Único de Saúde (SUS), revelando um cenário de desigualdade no acesso ao tratamento.
- O acesso ao diagnóstico também é limitado, com apenas 20,4% dos entrevistados confirmando o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pelo SUS, enquanto a maioria recorre à rede privada ou a planos de saúde.
- Os primeiros sinais do autismo são percebidos, na maioria das vezes, por familiares, e os profissionais como médicos e professores aparecem com menor frequência nesse processo inicial.
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Acesso ao diagnóstico ainda é restrito
Um dos principais desafios identificados pela pesquisa é o acesso ao diagnóstico. Apenas 20,4% dos entrevistados confirmaram o TEA pelo SUS, enquanto a maioria recorre à rede privada ou a planos de saúde.
Além disso, embora muitos diagnósticos ocorram ainda na infância, principalmente até os 4 anos, há casos que só são identificados mais tarde. Isso eleva a média de idade para diagnóstico e pode atrasar intervenções importantes.
Outro dado relevante é que os primeiros sinais do autismo são percebidos, na maioria das vezes, por familiares.
Entenda: O que é o BPC para autismo?
Profissionais como médicos e professores aparecem com menor frequência nesse processo inicial.
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Terapias são insuficientes e pouco acessíveis
O estudo mostra que o acesso às terapias é ainda mais limitado. Apenas uma pequena parcela utiliza o SUS, enquanto mais de 60% dependem de serviços privados ou planos de saúde.
Além da dificuldade de acesso, a carga de atendimento também é considerada baixa. A maioria das pessoas realiza até duas horas semanais de terapia, o que está abaixo do recomendado internacionalmente.
Entre as terapias mais comuns estão:
- Psicoterapia
- Terapia ocupacional
- Fonoaudiologia
- Psicopedagogia
- Terapia comportamental (ABA)
Mesmo assim, cerca de 16,4% dos participantes do estudo não realizam nenhum tipo de terapia.
Confira: Quem é portador de autismo aposenta?
Custos elevados pesam no orçamento das famílias
Para quem não consegue atendimento público, o custo das terapias pode ser alto. A pesquisa indica que muitas famílias gastam entre R$ 500,00 e R$ 3 mil por mês, podendo ultrapassar R$ 5 mil em alguns casos.
Esse cenário reforça a desigualdade no acesso ao tratamento, já que nem todos conseguem arcar com os custos da rede privada.
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Perfil das pessoas com autismo no Brasil
O levantamento também traça um perfil da população com TEA no país. Entre os principais dados:
- A maioria é do sexo masculino (65,3%)
- Cerca de 72% têm até 17 anos
- Mais da metade possui nível 1 de suporte
- Condições associadas, como TDAH e ansiedade, são comuns
Outro ponto importante é o impacto nas famílias. Muitos cuidadores, principalmente mães, acabam fora do mercado de trabalho devido às demandas de cuidado.
Descubra: O que é a carteira de autista?
Inclusão ainda é desafio na educação e no trabalho
Apesar de grande parte das pessoas com autismo frequentar a escola, a inclusão ainda enfrenta obstáculos.
Quase 40% dos estudantes não recebem apoio adequado, como mediadores ou adaptações pedagógicas.
Na vida adulta, os desafios continuam. Entre os autistas com mais de 18 anos, cerca de 30% estão desempregados ou sem renda, evidenciando dificuldades de inserção no mercado de trabalho.
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O que o estudo revela sobre políticas públicas?
Os dados apontam para a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce e ao acesso a terapias.
Segundo especialistas, o cenário atual indica:
- Falta de profissionais especializados
- Baixa oferta de serviços na rede pública
- Desigualdade regional no acesso
- Necessidade de maior investimento em inclusão
O estudo Mapa Autismo Brasil evidencia que, apesar dos avanços no reconhecimento do TEA, o país ainda enfrenta desafios no acesso ao diagnóstico e ao tratamento.
A limitação de serviços públicos e o alto custo das terapias criam barreiras para milhares de famílias.
Ampliar políticas públicas e garantir atendimento adequado são passos essenciais para melhorar a qualidade de vida das pessoas com autismo no Brasil.
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Perguntas frequentes
Quantas pessoas com autismo existem no Brasil?
Existem cerca de 2,4 milhões de pessoas com autismo no Brasil, segundo dados do IBGE.
O SUS oferece tratamento para autismo?
Sim, o SUS oferece tratamento para autismo, mas o acesso ainda é limitado.
Qual a principal dificuldade apontada pelo estudo sobre autismo?
A principal dificuldade apontada pelo estudo sobre autismo é o baixo acesso a diagnóstico e terapias.
As terapias para autismo têm custo alto?
Sim, as terapias para o acompanhamento do autismo podem ultrapassar R$ 5 mil por mês.
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Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 07/03/2023É um aplicativo muito bom e tudo que tem nele é verdade, não fake news
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 30/01/2023Achei muito rápido, sem tanta burocracia
Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 08/03/2023