Senado aprova piso de R$ 5.130 para professores; agora vai à sanção de Lula
O Senado aprovou nesta terça-feira, 26 de maio, a Medida Provisória 1.334/2026, que reajusta o piso salarial dos professores da educação básica para R$5.130,63 em 2026.
A medida representa um aumento de 5,4% sobre o valor anterior, de R$4.867,77, com um ganho real de 1,5% acima da inflação.
Com a aprovação pelo Senado, o percurso legislativo da MP está concluído. O próximo passo é a sanção, que transforma a medida provisória em lei definitiva.
Confira a seguir o que foi aprovado, quanto vale o aumento na prática e o que ainda falta acontecer.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui estão as informações mais relevantes da notícia:
- O Senado aprovou o aumento do piso salarial dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026, um aumento de 5,4% em relação ao valor anterior.
- O aumento representa um ganho real de 1,5% acima da inflação, o que é uma melhoria significativa em relação à situação anterior, em que o reajuste seria de apenas 0,37%.
- A nova fórmula de cálculo do piso salarial considera a inflação e o crescimento real das receitas do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) nos cinco anos anteriores.
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O que foi aprovado pelo Senado em 26 de maio de 2026
Como o texto sofreu alterações durante a tramitação, a MP 1.334/2026 foi convertida no PLV 4/2026 e vai à sanção.
O texto aprovado tem três pilares principais: o novo valor do piso de R$5.130,63 para 2026, a nova fórmula de cálculo para os reajustes futuros e a inclusão expressa dos professores temporários no direito ao piso.
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Quanto vale o novo piso e qual foi o aumento real
A medida representa um aumento de 5,4% sobre o valor anterior, de R$4.867,77, com um ganho real de 1,5% acima da inflação.
Na folha mensal, a diferença é de R$262,86 brutos para quem recebe exatamente o piso. Ao longo do ano, isso representa mais de R$3.400,00 adicionais antes dos descontos.
Por que o aumento de 5,4% é muito melhor do que seria pela fórmula antiga
Segundo o governo, a fórmula anterior teria resultado em recomposição de apenas 0,37%, cerca de R$18,00.
Com a inflação de 2025 em torno de 3,9%, isso significaria uma perda real de poder de compra para os professores que recebem o piso.
A nova fórmula reverteu esse cenário e entregou 5,4%, garantindo ganho real acima da inflação pela primeira vez em anos para essa categoria.
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Como funciona a nova fórmula de cálculo do piso para os próximos anos
Pelo novo cálculo, o reajuste anual será a soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e 50% da média de crescimento real das receitas do Fundeb nos cinco anos anteriores.
O professor recebe, no mínimo, a reposição da inflação mais metade do crescimento real do fundo que financia a educação. Se o Fundeb cresceu acima da inflação, parte desse crescimento vai para o piso.
As receitas do Fundeb, que financiam 70% dos salários dos professores, cresceram 120% em termos reais entre 2020 e 2026. Isso significa que, enquanto o fundo seguir crescendo, a nova fórmula tende a garantir reajustes acima da inflação de forma consistente.
O teto e o piso das correções futuras: o que a lei garante e o que limita
A MP também estabelece um teto salarial e um piso para as correções futuras. O reajuste não pode superar a variação da receita nominal do Fundeb entre os dois anos anteriores, nem ser inferior ao INPC.
Em anos ruins, quando o Fundeb não cresce, o professor ainda recebe pelo menos a inflação. Em anos muito bons, o crescimento do piso tem um limite para não desestabilizar os orçamentos municipais e estaduais.
Quem tem direito ao novo piso salarial dos professores em 2026
O piso de R$5.130,63 se aplica a todos os professores da educação básica pública em todo o território nacional, incluindo redes estaduais e municipais financiadas com recursos do Fundeb e complementações da União.
Uma das novidades mais relevantes do texto aprovado é a inclusão expressa dos professores temporários. A redação anterior da MP não deixava claro se esse grupo estava coberto. O texto final elimina essa dúvida.
O valor corresponde à jornada de 40 horas semanais. Professores com carga horária menor têm o piso calculado proporcionalmente.
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Qual o impacto fiscal: R$ 6,4 bilhões em 2026
Se aplicada por todos os entes federativos, a nova regra deve gerar um impacto de R$6,4 bilhões em 2026.
O valor é expressivo, mas distribuído entre União, estados e municípios conforme a responsabilidade de cada ente com sua rede de ensino. A maior parte do impacto recai sobre estados e municípios que precisam adequar suas folhas ao novo piso.
Redes que já pagavam acima do piso não precisam fazer nenhum ajuste. O impacto maior é nas redes que ainda pagavam exatamente o valor anterior de R$4.867,77.
O que ainda falta: a sanção presidencial e a aplicação pelas redes de ensino
O texto aprovado pelo Senado segue para sanção presidencial. Não há prazo constitucional fixo para a sanção, mas projetos com amplo apoio parlamentar costumam ser encaminhados com rapidez.
Após a sanção, a lei entra em vigor imediatamente, mas a incorporação do novo valor à folha de pagamento depende de cada rede de ensino, que precisa processar o ajuste no sistema de folha do estado ou município.
Na prática, isso significa que professores de algumas redes podem sentir o reajuste já no próximo pagamento, enquanto outros precisam aguardar o processamento administrativo da rede empregadora.
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