Conflito com o Irã eleva petróleo e reacende risco de alta na gasolina e no diesel

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Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis indica defasagem de R$ 0,42/l na gasolina e expectativa de alta; Petrobras pode esperar estabilização do mercado.

A disparada do petróleo após ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã pode pressionar os combustíveis no Brasil e afetar a inflação.

Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (ABICOM), a defasagem média da gasolina apurada em 02 de março foi de R$ 0,42 por litro, sinalizando pressão de reajuste.

A seguir, confira o que está por trás dessa alta e quais pontos entram no radar da Petrobras nos próximos dias.

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Resumo da notícia
  • Aqui estão as informações mais relevantes sobre o conflito no Ir e o impacto nos preços de combustíveis no Brasil:
  • O conflito no Ir está pressionando os preços de combustíveis no Brasil, pois o Estreito de Ormuz é uma rota-chave para o petróleo global e o governo iraniano ameaçou fechar a passagem.
  • A gasolina e o diesel têm subido nas bombas, com preços médios de R$ 6,28 e R$ 6,09 por litro, respectivamente, no último levantamento da ANP.
  • A inflação também está sendo afetada, com o IPCA-15 do IBGE subindo 1,38% em fevereiro, e o etanol, a gasolina e o diesel tendo aumentos significativos.
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Por que o conflito pressiona combustíveis e inflação

Um dos pontos que mais pesa no preço do petróleo é o Estreito de Ormuz, entre a Península Arábica e o Irã. O governo iraniano fechou a passagem e ameaçou atacar navios que tentarem cruzar a região.

Esse estreito é uma “rota-chave” do petróleo no mundo. Por ali passa cerca de 20% do fluxo global, ligando grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

Com o risco de interrupção no transporte, o petróleo tende a ficar mais caro. 

Quando o petróleo sobe, o impacto chega rápido na inflação. O combustível entra no custo de empresas, governo e famílias, e isso encarece transporte, serviços e produtos do dia a dia.

No cenário descrito, isso também mexe com juros. A próxima reunião do COPOM está marcada para 17 e 18 de março, com expectativa de início de cortes, mas uma inflação mais pressionada pode desacelerar esse ritmo.

Confira: Governo nega alta de imposto e mantém preço de celular e notebook

Aumento de combustíveis pressiona inflação e dólar no Brasil

Os combustíveis já mostram alta nas bombas. Segundo o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), feito entre 22 e 28 de fevereiro, o preço médio da gasolina chegou a R$ 6,28 por litro. No mesmo período, o diesel S10 ficou em R$ 6,09 e o etanol em R$ 4,63.

Essa pressão também aparece nos indicadores de preços. A prévia da inflação de fevereiro, o IPCA-15 do IBGE, subiu 1,38%, com avanço do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do diesel (0,44%).

Além disso, o câmbio entrou no radar. O dólar teve leve alta de 0,62% e fechou em R$ 5,16, após bater R$ 5,21 pela manhã. 

Analistas apontam que o movimento foi moderado pela percepção de que o conflito pode não se prolongar.

Outro ponto de atenção é a logística e a oferta global. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) já anunciou aumento de produção como forma de garantir disponibilidade de combustível, mas o mercado segue sensível a qualquer risco de interrupção no abastecimento.

Petrobras no centro da decisão e como se preparar

Segundo a ABICOM, ainda não há confirmação sobre qual será a decisão da Petrobras diante do cenário internacional.

A avaliação citada é que a empresa pode aguardar alguns dias para o mercado “estabilizar” antes de se posicionar.

Para o consumidor, o ponto-chave é acompanhar os preços locais e revisar o orçamento, já que o combustível costuma ter efeito direto no custo de vida.

Leia também: Redução da taxa Selic pode melhorar o mercado de investimentos

Em cenários de tensão externa, combustíveis podem virar um gatilho rápido para o orçamento apertar. Para acompanhar esse tipo de mudança, cadastre-se gratuitamente no formulário e receba uma seleção de conteúdos da meutudo no seu e-mail.

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FAQ

Perguntas frequentes

A gasolina vai subir por causa do conflito com o Irã?

Sim, porque o conflito aumenta o risco de interrupção no fornecimento de petróleo e encarece a commodity; a consequência é pressão para reajuste da gasolina no Brasil e alta da inflação.

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Por que a alta do petróleo afeta a inflação?

O petróleo encarece combustíveis e transporte, que elevam o custo de produção e distribuição. Com isso, os preços sobem em cadeia e a inflação aumenta

Ainda tem dúvidas?

O que a Petrobras disse sobre reajuste?

A Petrobras ainda não anunciou reajuste. A tendência é esperar o mercado estabilizar antes de decidir.

Ainda tem dúvidas?

O diesel também pode subir?

Sim, porque a alta do petróleo tende a pressionar os preços do diesel, do etanol e da gasolina.

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Kamilla Aires Kamilla Aires

Kamilla Aires é formada em Publicidade e Propaganda e faz parte da meutudo desde 2021. Iniciou sua trajetória no time de Customer, onde teve contato com o mercado financeiro, e hoje integra o time de redatores SEO. Gosta de escrever sobre crédito, finanças pessoais e temas relacionados à educação financeira. Quando não está escrevendo, divide o tempo entre explorar novos lugares e maratonar suas séries favoritas.

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