Inflação prevista para 2025 cai para 4,56%, aponta mercado financeiro
A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2025 teve nova queda, passando de 4,70% para 4,56%, conforme o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central.
Apesar da redução, a estimativa continua ligeiramente acima do teto da meta oficial de inflação, definida em 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
As previsões para os anos seguintes também foram ajustadas: 4,20% em 2026, 3,82% em 2027 e 3,54% em 2028.
Esses dados refletem o cenário de moderação econômica no país, em meio a um contexto de alta nos preços influenciado principalmente pelo aumento recente nas tarifas de energia elétrica. Entenda mais, a seguir.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui estão as 5 informações mais relevantes sobre a notícia:
- A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2025 foi ajustada para 4,56%, ligeiramente acima do teto da meta oficial de inflação, que é 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
- A taxa básica de juros, a taxa Selic, foi mantida em 15% ao ano e é esperada seguir em patamar alto por um período prolongado para conter a inflação.
- O Produto Interno Bruto (PIB) está previsto crescer 2,16% em 2025, refletindo um cenário de crescimento moderado.
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Selic deve permanecer alta por mais tempo
A taxa básica de juros, a taxa Selic, foi mantida em 15% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
A decisão considerou incertezas no cenário internacional e uma desaceleração no ritmo de crescimento da economia brasileira.
Segundo a ata do comitê, a Selic deve seguir nesse patamar “por período bastante prolongado”, como forma de conter a inflação.
A projeção para o fim de 2025 se mantém em 15%, com expectativa de queda gradual nos anos seguintes: 12,25% em 2026, 10,5% em 2027 e 10% em 2028.
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O objetivo é evitar pressões inflacionárias e dar previsibilidade ao mercado, mesmo que a política monetária mais rígida limite a expansão econômica no curto prazo.
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PIB deve crescer 2,16% em 2025
Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a expectativa do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2025 foi ajustada de 2,17% para 2,16%.
A previsão reflete um cenário de crescimento moderado, após o avanço de 3,4% registrado em 2024.
Para os anos seguintes, os analistas estimam crescimento de 1,78% em 2026, 1,83% em 2027 e 2% em 2028.
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O resultado do segundo trimestre de 2025 indicou expansão de 0,4%, impulsionada pelo desempenho positivo dos setores de serviços e indústria, apesar do consumo das famílias ter começado a dar sinais de desaceleração.
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Dólar pode terminar 2025 abaixo de R$ 5,50
A previsão para a cotação do dólar ao final de 2025 é de R$ 5,41, mantendo a expectativa da semana anterior.
Para 2026, a estimativa permanece em R$ 5,50. A valorização do real está atrelada à combinação de fatores domésticos, como controle da inflação e manutenção dos juros altos, e fatores externos, como a política monetária dos Estados Unidos.
A volatilidade do câmbio também responde a acontecimentos geopolíticos e a movimentos de investidores estrangeiros.
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Mesmo com a projeção estável, o dólar pode sofrer variações a depender de decisões futuras sobre juros no Brasil e nos EUA, da balança comercial e do apetite por risco nos mercados internacionais.
Economistas projetam estabilidade, mas alertam para riscos externos
Mesmo com a melhora das projeções de inflação e crescimento, analistas do mercado financeiro alertam que o cenário ainda é frágil diante das incertezas internacionais.
O ritmo de desaceleração da economia global, especialmente nos Estados Unidos e na China, pode influenciar diretamente a trajetória da inflação e das taxas de juros no Brasil.
Outro ponto de atenção é o impacto dos conflitos geopolíticos e da volatilidade nos preços do petróleo, que podem pressionar os custos de energia e transporte.
Para o mercado, o Brasil deve manter uma política monetária conservadora até que haja sinais mais claros de estabilidade no ambiente externo.
A expectativa é que, caso a inflação continue em queda e o dólar se mantenha controlado, o Banco Central possa iniciar cortes graduais na taxa Selic a partir do segundo semestre de 2026.
No entanto, qualquer mudança dependerá da evolução do cenário global e da capacidade do governo em manter o equilíbrio fiscal.
As novas projeções do boletim Focus reforçam a expectativa de que a economia brasileira continue crescendo de forma moderada, com inflação sob controle, mas ainda acima da meta.
A manutenção da Selic em níveis elevados indica a cautela do Banco Central diante das incertezas externas e do cenário doméstico ainda desafiador.
Descubra: O que é taxa de câmbio?
Mesmo com a tendência de desaceleração nos próximos anos, os dados apontam para uma política econômica que visa manter a estabilidade e consolidar a recuperação pós-pandemia.
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Perguntas frequentes
Qual é a nova previsão da inflação para 2025?
A projeção do mercado financeiro caiu para 4,56%, abaixo dos 4,70% previstos anteriormente, mas ainda ligeiramente acima do teto da meta do Banco Central.
A inflação está dentro da meta para 2025?
Não. A meta de inflação definida para 2025 é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O limite superior é 4,5%, e a nova projeção está em 4,56%.
A taxa Selic vai continuar alta?
Sim. A expectativa é que a Selic termine 2025 em 15% ao ano, sendo mantida nesse patamar por um longo período, segundo o Comitê de Política Monetária (Copom).
O que esperar do crescimento do PIB nos próximos anos?
O PIB deve crescer 2,16% em 2025, com previsões de crescimento mais lento nos anos seguintes: 1,78% em 2026, 1,83% em 2027 e 2% em 2028.
Como está a previsão do dólar?
A estimativa é que o dólar encerre 2025 cotado a R$ 5,41. Para o final de 2026, o valor projetado é R$ 5,50.