Decisão do STF revoga taxa sobre risco sacado e mantém IOF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu revogar a cobrança de IOF sobre operações de risco sacado, modalidade usada por empresas para antecipar pagamentos a fornecedores.
Por outro lado, o ministro do STF manteve o decreto do governo federal que aumentou as alíquotas do imposto.
A decisão ocorre em meio à disputa entre Executivo e Congresso sobre a legalidade da medida e pode impactar o Orçamento previsto para os próximos anos.
Confira o que muda com a decisão do STF e o impacto para empresas e governo.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Ministro do STF revoga cobrança de IOF sobre risco sacado, usado por empresas para antecipar pagamentos a fornecedores
- Decisão mantém aumento de alíquotas do IOF para outras operações financeiras
- STF considerou inconstitucional a cobrança de IOF sobre risco sacado, argumentando que governo extrapolou sua competência
- Revogação do imposto traz alívio financeiro para empresas varejistas, mas reduz expectativa de arrecadação do governo em até R$ 31,3 bilhões, pressionando metas fiscais futuras
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O que é o risco sacado e por que o STF barrou a cobrança?
O risco sacado é uma operação financeira usada principalmente por empresas varejistas para antecipar o pagamento a fornecedores.
Nessa modalidade, um banco faz o intermédio adiantando os valores, cobrando uma taxa pelo serviço.
Em um decreto recente, o governo federal equiparou o risco sacado a uma operação de crédito, passando a cobrar IOF sobre essas transações.
No entanto, o STF considerou a cobrança inconstitucional. O ministro Alexandre de Moraes argumentou que o governo extrapolou sua competência ao impor o imposto por decreto, violando o princípio da legalidade tributária.
Para Moraes, o risco sacado não pode ser tratado como crédito tradicional, pois historicamente o próprio Poder Público já considerava essas operações como distintas.
Leia também: Como funciona o IOF no cartão de crédito
IOF sobre outras operações financeiras continua valendo
Apesar de barrar a cobrança sobre o risco sacado, o STF manteve o decreto do Executivo que elevou o IOF sobre outras operações financeiras.
A medida visa aumentar a arrecadação para cumprir metas fiscais e pode gerar até R$ 31,3 bilhões em receitas no próximo ano.
Saiba mais: Tenho que pagar IOF para liberar empréstimo?
Disputa entre Executivo e Congresso segue no STF
A crise entre os Poderes começou com o decreto presidencial que elevava o IOF e gerou reações no Congresso, que tentou sustar os efeitos da medida.
Quatro ações sobre o tema tramitam no STF e continuam sob relatoria de Moraes, que busca uma solução jurídica definitiva para o impasse.
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Qual o impacto da decisão para empresas e para o governo?
A revogação da cobrança de IOF sobre o risco sacado representa um alívio financeiro para empresas, especialmente do setor varejista, que utilizam essa modalidade para antecipar pagamentos a fornecedores e manter o fluxo de caixa.
Sem o imposto, essas operações se tornam menos onerosas, o que pode incentivar ainda mais seu uso no mercado.
Para o governo, entretanto, a decisão reduz a expectativa de arrecadação prevista com o decreto, o que pode pressionar as metas fiscais dos próximos anos.
Confira: Como funciona IOF em compra internacional, taxas e mais
A estimativa era que o aumento do IOF, incluindo a cobrança sobre o risco sacado, gerasse bilhões em receitas adicionais para o Tesouro Nacional.
Agora, o Executivo precisará buscar alternativas para compensar a perda e equilibrar o orçamento.
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Perguntas frequentes
O que é risco sacado?
É uma operação financeira em que empresas antecipam pagamentos a fornecedores com intermediação bancária.
O IOF ainda será cobrado em outras operações?
Sim, o STF manteve o decreto que elevou o imposto sobre outras operações financeiras.
A decisão do STF sobre o risco sacado e IOF é definitiva?
A decisão do STF sobre o risco sacado e IOF é definitiva?Não. Quatro ações sobre o tema ainda tramitam no Supremo e podem gerar novos desdobramentos.
Qual o impacto fiscal da decisão do STF sobre o IOF?
A medida pode reduzir parte da arrecadação prevista pelo governo para cumprir metas fiscais.