Caixa Econômica segue em greve após trabalhadores recusarem novo acordo; entenda
ou continuar depois.
Os funcionários da Caixa Econômica Federal decidiram manter a paralisação nacional após assembleia realizada nesta segunda-feira (21).
O movimento teve início no dia 10 de setembro, depois que a categoria rejeitou a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Em nova votação virtual para deliberar sobre a proposta apresentada pelo banco, 59,3% dos empregados votaram contra a adesão ao acordo, conforme informações oficiais divulgadas pelo Sindicato dos Bancários em seu site.
A seguir, saiba se acabou a greve da Caixa Econômica Federal, como ficarão os atendimentos presenciais e quais são os próximos passos do movimento.
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Resumo em 1 minuto
Os funcionários da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve nacional após rejeitarem a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em assembleia realizada no dia 21 de setembro. O movimento teve início em 10 de setembro devido a divergências sobre o financiamento do plano de saúde da categoria e outras condições de trabalho.
- Data da assembleia decisiva: 21 de setembro de 2023
- Percentual de rejeição à proposta: 59,3% dos empregados
- Valor da mensalidade para dependentes diretos no plano de saúde: R$ 560,00
- Proposta do banco para o teto de custeio do plano de saúde: aumento de 6,5% para 9% da folha salarial, rejeitado pela categoria que exige retorno ao modelo 70/30 de custeio.
Como ficou a greve da Caixa após a nova votação?
Após assembleia realizada nesta segunda-feira (21) pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, os empregados da Caixa decidiram rejeitar a proposta do banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e manter a paralisação por tempo indeterminado.
O principal ponto de impasse nas negociações continua sendo o Saúde Caixa, plano de assistência médica da categoria.
Fique no topo com a meutudoAdicione a meutudo como preferência de fonte de busca no seu GoogleAlém dos limites globais de custeio, outro fator determinante para a recusa foi a rejeição ao valor da mensalidade para dependentes diretos, fixado na proposta em R$ 560,00.
Saiba também: Quem pode ser dependente no plano de saúde empresarial?
Como as alterações no benefício exigem pactuação via ACT, conforme prevê o artigo 611-A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a rejeição da categoria impede a aplicação da nova tabela e das regras propostas com base nas diretrizes da Resolução CGPAR nº 42/2022.
Por que os empregados da Caixa rejeitaram o acordo? Entenda
A rejeição da proposta e a manutenção da greve ocorreram devido a divergências em pontos centrais de financiamento do plano, remuneração e condições de trabalho, com destaque para a ausência de uma solução definitiva para o Saúde Caixa:
- Teto do custeio pelo banco vs. modelo 70/30: embora a proposta elevasse o teto de gastos da Caixa com o plano de 6,5% para 9% da folha salarial, a categoria exige a retirada definitiva desse limite do Estatuto do banco e a volta do modelo histórico 70/30, no qual a instituição arca com 70% dos custos totais e os funcionários com 30%.
- Limite de desconto do grupo familiar: o aumento do limite de comprometimento de renda para a saúde da família (de 7% para até 9% ou 12%, a depender da modalidade) pesa no orçamento dos bancários, anulando na prática o ganho real do reajuste salarial de 0,6%.
- Mensalidade dos dependentes diretos: houve forte resistência ao valor de R$ 560,00 por dependente direto, considerado desproporcional para aposentados e funcionários de menores salários.
- Teto anual de coparticipação: a categoria rejeitou o reajuste no valor máximo anual pago pelos empregados em consultas e exames (atualmente em R$ 3.600,00) antes da atração da isenção no período.
- Condições de trabalho e carreira: os trabalhadores cobram a revisão dos critérios da Promoção por Mérito, exigindo regras pautadas pelo desempenho individual, sem atrelamento a metas corporativas abusivas, além de contratações para combater a sobrecarga
Assim, a greve seguirá por tempo indeterminado nas bases sindicais que rejeitaram a proposta.
A expectativa da categoria é que novas rodadas de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a direção da Caixa sejam agendadas nos próximos dias para a construção de um novo acordo.
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Saiba como a paralisação pode afetar o atendimento
A paralisação dos bancários afeta principalmente os serviços presenciais nas agências físicas da Caixa.
Operações como análise de documentos, assinatura de contratos, negociação de dívidas, cadastramento de biometria, liberação de senhas e retirada de cartões retidos ou novos podem sofrer atrasos ou ficar temporariamente indisponíveis no atendimento presencial.
Por outro lado, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) confirmou que o pagamento de benefícios sociais e trabalhistas, como Bolsa Família, Seguro-Desemprego, aposentadorias e pensões do INSS, saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o programa Pé-de-Meia não devem ser interrompidos .
Para realizar operações bancárias sem ir à agência, os clientes podem utilizar os canais digitais do banco, como o aplicativo Caixa, o Caixa Tem e o Internet Banking.
Aprenda: Como consultar o benefício no Caixa Tem? Saldo e extrato
Além disso, o atendimento remoto segue disponível nos seguintes canais:
- WhatsApp Caixa: 0800 104 0104 (atendimento automatizado e serviços diversos).
- Alô Caixa (Telefone): 4004 0104 (para capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (para as demais localidades).
Quando termina a greve da Caixa Econômica Federal? Próximos passos
A greve da Caixa Econômica Federal ainda não tem data para acabar. Com a rejeição do ACT, a paralisação segue mantida por tempo indeterminado nas agências físicas.
Nos próximos dias, os sindicatos e o Comando Nacional dos Bancários devem se reunir para alinhar as diretrizes da mobilização.
O objetivo da paralisação é pressionar a instituição financeira a reabrir as negociações e apresentar uma proposta que atenda às reivindicações da categoria.
Enquanto as negociações não avançam, os clientes devem utilizar os canais digitais e o autoatendimento para consultas de saldo, extratos, transferências e pagamentos.
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