TSE cria comissão permanente para regular uso de IA nas eleições
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou oito portarias criando grupos de trabalho e comissões permanentes para regulamentar o uso de inteligência artificial (IA) nas eleições brasileiras de forma ética, segura e transparente.
As medidas foram assinadas pelo presidente do Tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, na última terça-feira (9), e incluem também iniciativas de cibersegurança, inclusão eleitoral e governança tecnológica.
A seguir, você vai conhecer cada um desses grupos e o que muda para as eleições de 2026.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui está um resumo das principais informações sobre a criação de comissões permanentes pelo TSE para regular o uso de IA nas eleições brasileiras:
- Comissão Permanente para Inteligência Artificial**: criada para estabelecer regras claras sobre o uso de IA nas eleições, incluindo a criação de mecanismos para enfrentar a desinformação digital.
- Estratégia Nacional de Cibersegurança**: grupo responsável por desenvolver um plano nacional para proteger os sistemas eleitorais contra ataques e invases digitais.
- Comissão Diretiva de Tecnologia da Informação (CDTI)**: funciona como um comit interno de TI do Tribunal para decidir onde investir em tecnologia e alinhar a estratégia digital com os objetivos eleitorais.
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Comissão Permanente vai definir como a IA pode ser usada nas eleições
O TSE oficializou, por meio da Portaria nº 297/2026, uma comissão permanente dedicada ao tema da inteligência artificial nas eleições.
O grupo vai reunir especialistas para debater e estabelecer regras claras sobre quando, como e em quais condições a IA pode ser usada dentro da Justiça Eleitoral, tanto em processos internos quanto nas decisões judiciais.
Uma das prioridades é criar mecanismos para enfrentar a desinformação digital, que cresce a cada ciclo eleitoral.
Para isso, a comissão poderá firmar parcerias com universidades e centros de pesquisa com expertise em perícia digital e análise de conteúdo gerado por IA, ampliando a capacidade técnica do Tribunal nessa área.
Cibersegurança e governança tecnológica ganham grupos próprios
Além das iniciativas ligadas ao uso de inteligência artificial nas eleições, o TSE criou outros grupos com foco na infraestrutura digital e na preparação tecnológica para o pleito:
- Estratégia Nacional de Cibersegurança: grupo responsável pelo desenvolvimento de um plano nacional para elevar o nível de proteção dos sistemas eleitorais contra ataques e invasões digitais antes das eleições
- Comissão Diretiva de Tecnologia da Informação (CDTI): funciona como um comitê interno de TI do Tribunal para decidir onde investir em tecnologia e como alinhar a estratégia digital do TSE com os objetivos eleitorais
- Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação: evento anual, previsto para primeira semana de agosto, com visitas a escolas de ensino médio e a Corrida da Democracia, para aproximar o eleitorado jovem da urna eletrônica e mostrar como ela funciona
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Inclusão eleitoral ganha grupo próprio no TSE para as eleições de 2026
A Portaria TSE nº 299/2026 instituiu um grupo de trabalho com foco na experiência de grupos historicamente sub-representados no processo eleitoral: mulheres, pessoas negras, povos indígenas e pessoas com deficiência.
O objetivo é garantir que a modernização da Justiça Eleitoral alcance todos os segmentos da sociedade com a mesma qualidade.
O grupo realizará diagnósticos sobre como esses públicos acessam os serviços eleitorais, mapeará obstáculos ao pleno exercício do voto e identificará boas práticas adotadas em outros países.
Com base nessas análises, elaborará propostas para ampliar a inclusão e fortalecer a participação democrática.
Leia também: Quais documentos preciso para tirar título de eleitor?
Comunicação institucional e redes sociais também entram nas novas portarias
Outro pacote de medidas diz respeito à forma como a Justiça Eleitoral se comunica com a sociedade.
Um dos grupos vai trabalhar para padronizar as publicações oficiais de todos os órgãos eleitorais do país, desde o tom e o vocabulário até a identidade visual, tornando a comunicação mais uniforme e acessível.
Também está previsto um conselho permanente para alinhar as campanhas institucionais dos diferentes tribunais eleitorais.
Um grupo separado vai elaborar orientações sobre o uso de redes sociais por servidores e colaboradores da Justiça Eleitoral, com o objetivo de preservar a imagem de imparcialidade que o processo eleitoral exige.
Confira também: Calendário eleitoral com as principais datas
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