Estudos no Brasil apontam progresso no diagnóstico precoce do Alzheimer

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Exame de sangue com biomarcador p-tau217 se mostra promissor para diagnóstico precoce do Alzheimer e pode futuramente ser adotado pelo SUS.

Pesquisadores brasileiros alcançaram um avanço importante no diagnóstico da doença de Alzheimer.

Um exame de sangue demonstrou eficácia para identificar, com alto grau de confiabilidade, a presença da doença mesmo antes do surgimento de sintomas.

A inovação pode facilitar o acesso ao diagnóstico precoce no Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando a cobertura e reduzindo os custos, se comparado aos métodos atuais.

A seguir, confira como o Brasil avança no diagnóstico precoce do Alzheimer e o papel do novo exame de sangue no SUS e na prevenção da doença.

Resumo da notícia
  • Aqui estão as informações mais relevantes sobre o progresso no diagnóstico precoce do Alzheimer no Brasil:
  • Exame de sangue identifica Alzheimer com alta precisão**: Um estudo brasileiro demonstrou que um exame de sangue pode identificar a presença da doença de Alzheimer com um alto grau de confiabilidade, mesmo antes do surgimento de sintomas.
  • Biomarcador p-tau217 é o mais promissor**: O biomarcador p-tau217, presente no sangue de pessoas com Alzheimer, tem se mostrado altamente sensível para diferenciar indivíduos saudáveis de pacientes com a doença.
  • Exame de sangue é mais acessível e menos invasivo**: Em comparação com os métodos atuais, o exame de sangue é mais acessível e menos invasivo, o que pode facilitar o acesso ao diagnóstico precoce no Sistema Único de Saúde (SUS).
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Exame de sangue mostra alta precisão no diagnóstico

O grande destaque dos estudos está na eficácia do biomarcador p-tau217, presente no sangue de pessoas com Alzheimer.

A presença dessa proteína tem se mostrado altamente sensível para diferenciar indivíduos saudáveis de pacientes com a doença.

A pesquisa reuniu 23 especialistas, sendo oito deles brasileiros, e analisou mais de 110 estudos com cerca de 30 mil pessoas.

A conclusão do estudo é de que o marcador p-tau217 é o marcador mais promissor até o momento.

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Em testes realizados com 59 pacientes no Brasil, os resultados foram comparados com o “padrão ouro” atual, o exame de líquor, e atingiram nível de confiabilidade acima de 90%, o que atende à recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Por que esse novo exame é tão relevante?

Atualmente, o diagnóstico de Alzheimer no Brasil depende de métodos caros ou complexos, como:

  • Exame de líquor (punção lombar): invasivo e requer estrutura médica especializada
  • Exame de imagem (tomografia por emissão de pósitrons): de alto custo e difícil acesso na rede pública

Essas opções tornam o diagnóstico precoce inviável em larga escala. O exame de sangue, por outro lado, é mais acessível, menos invasivo e pode ser viabilizado no SUS com a devida estrutura laboratorial.

“O problema é que quando pensamos num país como o Brasil, continental, com 160 milhões de pessoas que dependem do SUS, como vamos fazer esses exames em larga escala?”, questiona o pesquisador Eduardo Zimmer, da UFRGS.

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A influência da escolaridade na progressão da doença

Outro aspecto revelador da pesquisa é a relação entre baixa escolaridade e o agravamento do Alzheimer.

Os dados indicam que o fator educacional pode ser mais determinante para o declínio cognitivo do que a idade ou o sexo.

De acordo com os pesquisadores:

  • O cérebro estimulado pela educação formal cria mais conexões neurais
  • Essas conexões funcionam como uma reserva cognitiva, tornando o cérebro mais resistente ao envelhecimento e ao Alzheimer
  • A baixa escolaridade foi apontada como o principal fator de risco no Brasil

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Caminho para inclusão no SUS

Atualmente, exames similares já são oferecidos na rede privada, com custo de até R$ 3,6 mil.

No entanto, o objetivo dos pesquisadores é desenvolver uma versão acessível e gratuita para o SUS.

Para isso, algumas etapas ainda precisam ser vencidas:

  1. Comprovação da performance do exame em uma amostra populacional mais ampla
  1. Definição da logística para coleta, análise e interpretação dos exames
  1. Estabelecimento dos critérios de elegibilidade dos pacientes beneficiados
  1. Avaliação do impacto na agilidade do diagnóstico dentro do SUS

Zimmer estima que os resultados definitivos da pesquisa estarão prontos em até dois anos.

A nova fase da pesquisa será conduzida com pessoas acima de 55 anos, faixa etária em que os sintomas ainda não estão presentes, mas a doença já pode estar em desenvolvimento.

“Sabemos que existe uma fase que a gente chama de pré-clínica da doença de Alzheimer, que é quando a doença começa a se instalar, mas o indivíduo ainda não tem sintomas. A ideia é conseguirmos mapear também a prevalência desses indivíduos”, explica o pesquisador.

O desenvolvimento de um exame de sangue preciso, acessível e viável para diagnosticar Alzheimer representa um marco importante para a saúde pública brasileira.

Se implementado com sucesso no SUS, ele pode antecipar diagnósticos, facilitar tratamentos e melhorar significativamente a qualidade de vida de milhares de brasileiros.

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Os próximos anos serão decisivos para validar a aplicação em larga escala, mas os resultados iniciais indicam um futuro promissor no enfrentamento da doença.

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FAQ

Perguntas frequentes

O exame de sangue para Alzheimer já está disponível no SUS?

Ainda não. O exame de sangue para Alzheimer está em fase de estudo e validação. Os resultados devem estar prontos em até dois anos.

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Como o exame de sangue identifica o Alzheimer?

A análise detecta a proteína p-tau217 no sangue, biomarcador associado ao Alzheimer, com alto grau de precisão.

Ainda tem dúvidas?

Qual a eficácia do exame de sangue para Alzheimer?

Os testes brasileiros mostraram mais de 90% de confiabilidade, comparáveis ao exame de líquor, considerado padrão ouro.

Ainda tem dúvidas?

Qual será a faixa etária atendida nos próximos estudos do exame de sangue para Alzheimer?

Pessoas com 55 anos ou mais participarão da próxima fase da pesquisa, buscando identificar a fase pré-clínica da doença.

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Victória Maymone Victória Maymone

Victória Maymone é graduanda em Letras Inglês e faz parte da meutudo desde 2021. Atuou como especialista de Customer Success, onde se aprofundou no mercado de crédito consginado, e atualmente integra o time de redatores do blog da meutudo. Produz conteúdos sobre crédito, finanças pessoais e demais temas do mercado financeiro. Nos momentos livres, gosta de estar com seus pets e assistir séries.

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