Tratamento de autismo não poderá ser interrompido por plano, decide STJ
Resumo em 1 minuto
- Decisão do STJ garante tratamento contínuo para pacientes com autismo**
- O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que operadoras de planos de saúde não podem rescindir contratos de pacientes diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) durante tratamento contínuo.
- A decisão foi tomada após um caso em que uma empresa buscava encerrar unilateralmente um contrato coletivo de um paciente de seis anos com autismo, que corria risco de ter a cobertura interrompida.
- O relator do processo destacou que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura o direito à vida, à saúde e ao desenvolvimento pleno, impedindo a interrupção abrupta de cuidados médicos.
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu de forma unânime que operadoras de planos de saúde não podem rescindir contratos de pacientes diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) durante tratamento contínuo.
O caso foi julgado após recurso de uma empresa que buscava encerrar unilateralmente um contrato coletivo.
A medida assegura a proteção à saúde de crianças e adultos em situação de vulnerabilidade. Confira os detalhes da decisão a seguir.
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O que motivou a decisão do STJ?
O julgamento aconteceu após uma mãe recorrer à Justiça para garantir a continuidade do plano de saúde do filho, de seis anos, diagnosticado com autismo. A criança estava em tratamento multidisciplinar e corria risco de ter a cobertura interrompida.
Leia também: Quem é portador de autismo aposenta? A partir de qual grau?
O relator do processo destacou que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura o direito à vida, à saúde e ao desenvolvimento pleno, impedindo a interrupção abrupta de cuidados médicos.
Quais os argumentos usados pelo tribunal?
Segundo o relator, permitir o cancelamento do contrato colocaria em risco a integridade física e psicológica do paciente, podendo causar danos irreparáveis ao seu desenvolvimento.
O ministro afirmou ainda que o direito da operadora de rescindir não pode se sobrepor à função social do contrato e à boa-fé objetiva, princípios que regem as relações de consumo.
Confira: Plano de saúde negativa nome? O que acontece se não pagar?
Essa decisão reforça direitos fundamentais à saúde, especialmente em casos de maior vulnerabilidade.
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Essa decisão vale apenas para casos de autismo?
Embora o caso envolva especificamente um paciente com autismo, a decisão se apoia no Tema 1.082 do STJ, que já tratava da manutenção de tratamentos médicos contínuos.
A interpretação amplia a proteção a todos os beneficiários que estejam em terapias essenciais para preservar sua saúde e qualidade de vida.
O que isso muda para os beneficiários de planos de saúde?
Na prática, os planos de saúde ficam proibidos de cancelar contratos de beneficiários que estejam em acompanhamento contínuo para o autismo.
A medida representa um reforço à assistência médica de longo prazo e cria jurisprudência importante para outras situações em que há risco de descontinuidade de cuidados médicos.
A decisão contribui para dar mais segurança a famílias que dependem dos planos de saúde para tratamentos contínuos e essenciais, mostrando o papel do Judiciário na garantia de estabilidade e proteção à saúde dos pacientes.
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Perguntas frequentes
O que o STJ decidiu sobre planos de saúde e autismo?
Que não é permitido cancelar contratos durante tratamento contínuo de pacientes com autismo.
Essa decisão vale para todos os planos de saúde?
Sim, a decisão se aplica a operadoras de planos coletivos e individuais em todo o país.
O que é o Tema 1.082 do STJ citado na decisão?
Trata do entendimento de que é ilícita a rescisão unilateral de contrato durante tratamentos médicos contínuos e essenciais.
Como o ECA foi usado no julgamento?
O tribunal destacou que o Estatuto da Criança e do Adolescente assegura o direito pleno à saúde e ao desenvolvimento da criança.
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Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
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