Passo a passo: aprenda como fazer um orçamento familiar

MEU TUDO, 2 de dezembro de 2019

Fazer o controle financeiro familiar requer muito trabalho, mas traz benefícios. Com um tempo reservado, compromisso e perseverança as famílias que se planejam financeiramente têm grandes chances de economizar e não extrapolar no orçamento.

Não importa o tamanho da renda da sua família, o plano financeiro vai ajudar a descobrir qual área está gastando mais. Hoje existem muitos programas e aplicativos que podem auxiliar nessa tarefa. Continue a leitura que nós vamos te ensinar como fazer um orçamento familiar de forma rápida, simples e eficiente!

O que é orçamento doméstico?

É uma ferramenta que ajuda a analisar as finanças da sua família. Assim, você consegue ver de forma clara de onde o dinheiro está vindo e para qual lugar está indo. Da mesma forma, pode cortar gastos supérfluos e compras por impulso que comprometem os recursos. Além disso, é possível planejar uma viagem ou a compra de um imóvel, economizar para as emergências que possam surgir e até mesmo investir.

A melhor época do ano para realizar o orçamento é dezembro, pois assim você tem uma estimativa do próximo ano e consegue estabelecer metas. Sabendo o quanto pode gastar em cada categoria (saúde, alimentação, moradia, lazer, entre outros) fica mais fácil de ter um norte e atingir objetivos.

Registre todas as despesas e receitas

Esse é o passo mais meticuloso de todo o processo, pois é preciso entender quais são as receitas e despesas da família. Assim, avaliam-se as necessidades básicas, gastos recorrentes e quais são as prioridades de curto e médio prazo.

Você pode separar todos os gastos em despesas fixas e variáveis para facilitar essa tarefa e analisar posteriormente:

  • Despesas fixas: moradia, alimentação básica, gastos com o transporte, conta de água, energia elétrica, gás, mensalidade da escola e/ou faculdade, salário da empregada doméstica, mensalidade da internet e TV a cabo, seguro do carro, de vida e residencial, parcela do empréstimo, academia etc.;
  • Despesas variáveis: refeições fora de casa, passeios, idas ao cinema e shopping, produtos e serviços de beleza (salão, perfumes, cremes), cartão de crédito, futebol de final de semana, viagens de férias ou feriados, festas e reuniões com os amigos etc.

Já as fontes de receitas, como salários, pensões, rendas extras e investimentos, também devem ser consideradas. Se alguma despesa ou receita importante for omitida, será mais difícil lidar com as próximas etapas do orçamento familiar. Então, escolha o melhor lugar para fazer as anotações e não perdê-las de vista — como uma planilha, caderno ou aplicativo.

Faça projeções para o orçamento familiar

Agora que já tem tudo anotado, você consegue fazer uma análise da situação financeira da sua família. Uma forma fácil de ter uma perspectiva é separar os custos por categorias, como moradia, alimentação, educação, despesas com carro, lazer, entre outros. Nessa etapa você já pode cortar gastos desnecessários e definir os itens que podem ser reduzidos com uma negociação.

É interessante fazer esse orçamento por 12 meses. Assim, você conseguirá identificar as sazonalidades e emergências, além de verificar mensalmente se está cumprindo o que foi planejado e o que precisa ser ajustado na próxima projeção. Você ainda consegue analisar a possibilidade de ter outras fontes de renda.

Defina os objetivos

Todo mundo precisa de uma motivação para realizar as tarefas morosas — e o planejamento financeiro é uma delas. Uma ótima forma de ajudar nisso é estabelecendo metas para todos os integrantes de sua família. Esse passo dá um norte de onde deve parar de desperdiçar energia e em qual local aumentar os esforços.

A ideia é conseguir organizar as finanças para poupar recursos e depois aproveitá-los. Organizando assim vocês conseguem realizar os sonhos e desejos de maneira planejada, sem comprometer o orçamento. Portanto, divida os seus objetivos em três categorias, ou seja, curto, médio e longo prazo:

  • Curto prazo até 1 ano: fazer uma viagem, comprar uma bicicleta, investir em um curso, pagar impostos, trocar o celular. Essa economia deve ficar aplicada em um título de renda fixa pela facilidade da retirada, como Tesouro Direto e CDB’s;
  • Médio prazo de 1 a 10 anos: trocar de carro, reformar a casa, pagar faculdade dos filhos, fazer uma viagem internacional. Aqui, você pode aplicar em títulos também de renda fixa, como os fundos de investimentos;
  • Longo prazo acima de 10 anos: comprar uma casa, se aposentar, abrir o próprio negócio… Agora você já pode incluir os títulos de renda variável conforme seu perfil de investidor.

Faça um empréstimo mais barato

Se você tem alguma dívida, o ideal é procurar um crédito com juros mais baixos para quitá-la. Por exemplo, se está devendo o cartão de crédito e é servidor público ou aposentado ou pensionista do INSS, pode fazer um empréstimo consignado. Assim, você sai de juros abusivos para uma taxa de juros mais justa. Então, economize nas taxas para ter mais dinheiro sobrando no fim do mês.

O importante é não comprometer um valor superior a 30% da renda mensal com dívidas, segundo o Banco Central. Se você o ultrapassar, pode prejudicar o pagamento dos gastos básicos e dificultar ainda mais o orçamento doméstico. Caso esteja com o nome negativado, esse empréstimo pode ajudar também. Dessa forma, você quita a dívida e, com o tempo, volta a ter um bom score.

A plataforma MEU TUDO faz uma simulação dos valores das principais instituições financeiras e ajuda a escolher a melhor opção para você. O mais legal é que todo o processo é online, gratuito e seguro. Além disso, a tomada de decisão fica em suas mãos, sem ninguém para induzir a adquirir produtos de que não precisa.

Agora, você já está pronto para fazer o seu orçamento familiar! Gostou das dicas, fique por dentro das novidades. Siga-nos no Facebook e Instagram.

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