Aumento das temperaturas pode dobrar mortes e afetar idosos, alerta estudo
O avanço das mudanças climáticas poderá causar um salto significativo nas mortes relacionadas ao calor em toda a América Latina nas próximas duas décadas.
Um estudo divulgado nesta segunda-feira (20) alerta que o número de mortes atribuídas a temperaturas elevadas pode mais que dobrar até 2054, afetando principalmente pessoas idosas, pobres e com doenças crônicas.
A pesquisa faz parte do projeto Salurbal-Clima (Mudanças Climáticas e Saúde Urbana na América Latina), e analisou dados de 326 cidades de nove países, incluindo o Brasil.
A estimativa é preocupante, atualmente, o calor é responsável por 0,87% das mortes na região, mas esse índice pode chegar a 2,06% em cenários de aquecimento global entre 1°C e 3°C, combinado ao envelhecimento da população. Saiba mais, a seguir.
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O que você vai ler neste artigo:
Resumo da notícia
- Aqui estão as informações mais importantes da notícia:
- O estudo alerta que o número de mortes relacionadas ao calor pode dobrar na América Latina até 2054, principalmente entre idosos, pobres e pessoas com doenças crônicas.
- A temperatura elevada é responsável por 0,87% das mortes na região, mas pode chegar a 2,06% em cenários de aquecimento global entre 1°C e 3°C.
- Idosos, famílias de baixa renda e moradores de periferias sem acesso a climatização são os mais vulneráveis às ondas de calor.
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Idosos serão os mais vulneráveis
De acordo com o professor Nelson Gouveia, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a população idosa será a mais afetada.
“As mortes são apenas a ponta do iceberg. O calor extremo aumenta o risco de infartos, insuficiência cardíaca e outras complicações, especialmente em pessoas com doenças crônicas”, afirma.
Além da idade, fatores socioeconômicos também aumentam a vulnerabilidade. Em famílias de baixa renda, moradores de periferias e regiões urbanas sem vegetação ou acesso à climatização correm maior risco durante ondas de calor.
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Brasil segue tendência de alta
No Brasil, o levantamento utilizou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do DataSUS e do Censo do IBGE.
As projeções apontam que o aumento da população acima de 65 anos entre 2045 e 2054 será um fator determinante para o crescimento das mortes por calor.
O cenário se agrava com a urbanização desordenada e a criação de ilhas de calor nas grandes cidades, fenômeno causado pela falta de áreas verdes, excesso de concreto e má ventilação urbana.
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Medidas podem evitar parte das mortes
Apesar do alerta, os pesquisadores afirmam que há caminhos para reverter parte dessa tragédia anunciada.
Entre as soluções sugeridas estão:
- Planos de ação para ondas de calor acessíveis à população mais vulnerável
- Sistemas de alerta precoce com linguagem clara e ampla divulgação
- Expansão de áreas verdes e criação de corredores de ventilação urbana
- Educação comunitária sobre os riscos do calor extremo
- Protocolos de saúde pública específicos para idosos e pessoas com comorbidades
No Brasil, a cidade do Rio de Janeiro já implementa parte dessas medidas com protocolos voltados à proteção da população idosa durante eventos climáticos extremos.
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Estudo é parte de projeto latino-americano
O estudo faz parte do Salurbal-Clima, iniciativa que reúne instituições de nove países latino-americanos e dos Estados Unidos.
O projeto tem duração prevista de cinco anos (2023 – 2028) e busca compreender os efeitos das mudanças climáticas na saúde urbana da América Latina, com o objetivo de embasar políticas públicas eficazes.
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O estudo completo está disponível na revista científica Environment International. Com o aumento das temperaturas globais e o envelhecimento da população, as mortes por calor devem se tornar um desafio crescente na América Latina.
O Brasil, com sua grande população urbana e desigualdades sociais, está especialmente vulnerável.
Investir desde já em políticas de adaptação climática pode salvar milhares de vidas nas próximas décadas.
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Perguntas frequentes
O calor já causa mortes no Brasil?
Sim. Atualmente, cerca de 1 em cada 100 mortes na América Latina está relacionada ao calor. No Brasil, o padrão segue tendência semelhante.
Quem será mais afetado pelo aumento das temperaturas?
Idosos, pessoas com doenças crônicas e moradores de áreas urbanas pobres serão os mais vulneráveis ao aumento das temperaturas.
É possível evitar esse aumento nas mortes?
Sim. Com políticas públicas de adaptação climática, sistemas de alerta e melhorias urbanas, parte significativa das mortes pode ser evitada.
O estudo sobre o aumento do calor analisou quais países?
Foram analisados pelo estudo sobre o aumento do calor: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, México, Panamá e Peru.
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Comentário retirado da nossa pesquisa de satisfação 14/04/2023Atenção e o respeito à minha necessidade
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