Relatório mostra desigualdade salarial entre homens e mulheres

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Relatório divulgado pelo Ministério do Trabalho revela que a diferença salarial entre homens e mulheres no setor privado chegou a 21,2%, o maior índice da série histórica.

A desigualdade salarial entre homens e mulheres segue preocupante no Brasil. Um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontou que, em média, as mulheres recebem 21,2% menos que os homens no setor privado, mesmo quando ocupam cargos equivalentes.

Os dados fazem parte do Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios e mostram que a disparidade vem crescendo nos últimos anos. 

A diferença, que era de 19,4% em 2024, atingiu o maior patamar desde o início da série histórica.

O documento ainda revela desigualdades mais profundas quando o recorte é feito por raça, destacando que mulheres negras estão entre as mais afetadas. Entenda a seguir o que dizem os dados do relatório e o que ainda precisa mudar.

Resumo da notícia
  • Aqui estão as informações mais relevantes sobre a notícia:
  • A desigualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil segue preocupante, com as mulheres recebendo, em média, 21,2% menos que os homens no setor privado, mesmo quando ocupam cargos equivalentes.
  • O novo relatório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontou que a disparidade vem crescendo nos últimos anos, com a diferença aumentando de 19,4% em 2024 para 20,7% em setembro e agora 21,2%, o maior índice desde o início da série histórica.
  • A desigualdade salarial é ainda mais acentuada entre mulheres negras e homens, com a diferença chegando a 33,5% no salário de admissão e 53,3% no rendimento médio.
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O que mostra o novo relatório do Ministério do Trabalho?

O novo relatório do MTE analisou cerca de 54 mil empresas com mais de 100 funcionários entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025. A remuneração média das mulheres é de R$ 3.908,76, enquanto a dos homens chega a R$ 4.958,43.

Confira: Calculadora de salário líquido x bruto (Atualizada) 

A desigualdade salarial vem crescendo de forma constante. O primeiro relatório, publicado em março de 2024, registrava uma diferença de 19,4%. Em setembro, o percentual subiu para 20,7%, e agora alcança 21,2%, o maior índice desde o início da medição.

Diferença é ainda maior entre mulheres negras e homens não negros

A diferença salarial é ainda mais acentuada entre mulheres negras e homens não negros. No salário de admissão, a diferença chega a 33,5%. Já no rendimento médio, que inclui horas extras e benefícios, a diferença sobe para 53,3%.

Enquanto homens não negros recebem, em média, R$ 6.391,94, mulheres negras ganham cerca de R$ 2.986,50, menos da metade.

Mesmo com o aumento na presença feminina nas empresas, a participação das mulheres na massa total de rendimentos continua em apenas 35%.

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Estados com maior e menor desigualdade salarial

Segundo o relatório, o Rio de Janeiro e o Paraná lideram o ranking dos estados com maior diferença salarial, ambos com 28,5%. Eles são seguidos por Santa Catarina e Mato Grosso (27,9%) e Espírito Santo (26,9%).

Por outro lado, os estados com menor desigualdade são o Piauí (7,2%), Amapá (8,9%), Acre (9,1%), Distrito Federal (9,3%), Ceará (9,9%) e Pernambuco (10,4%).

Leia também: Salário mínimo regional: o que é, quais estados têm e mais 

Os dados reforçam que as disparidades variam conforme as políticas regionais e o grau de formalização do mercado de trabalho em cada estado.

O que dizem especialistas e o Ministério do Trabalho?

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que é inaceitável a diferença de rendimento entre mulheres negras e homens não negros e defendeu políticas mais efetivas para corrigir essas distorções.

Segundo ela, medidas como ampliação da licença-paternidade, auxílio-creche e planos de cargos e salários inclusivos são essenciais para reduzir a desigualdade.

A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, Paula Montagner, reforçou que as empresas precisam avançar na construção de planos de ação concretos.

De acordo com o Ministério do Trabalho, 787 ações de fiscalização foram realizadas neste ano, e mais de 31 mil empresas já publicaram seus relatórios de igualdade salarial.

O relatório reforça que a luta por equidade salarial ainda está longe do fim. Se cadastre aqui no nosso formulário e acompanhe as próximas notícias sobre emprego, renda e direitos das mulheres.

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FAQ

Perguntas frequentes

O que é o Relatório de Transparência Salarial?

É um levantamento feito pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que reúne dados salariais de empresas com mais de 100 funcionários para monitorar a diferença de remuneração entre homens e mulheres.

Ainda tem dúvidas?

Qual é a diferença média de salário entre homens e mulheres?

De acordo com o MTE, mulheres recebem em média 21,2% menos que homens no setor privado. A diferença tem aumentado desde 2024 e atinge o maior nível da série histórica.

Ainda tem dúvidas?

Por que as mulheres negras são as mais afetadas?

Mulheres negras enfrentam barreiras adicionais, como menor acesso a cargos de liderança e políticas de valorização. Elas ganham até 53% menos que homens não negros, segundo o relatório.

Ainda tem dúvidas?

O que o governo tem feito para reduzir essa desigualdade?

O Ministério do Trabalho e o Ministério das Mulheres vêm ampliando ações de fiscalização, exigindo planos de igualdade salarial e propondo medidas como licença parental estendida e auxílio-creche nas empresas.

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Leticia Jordão Leticia Jordão

Leticia é formada em Marketing e trabalha como redatora desde 2018. Adora consumir conteúdos sobre educação financeira e escreve na meutudo para descomplicar a vida das pessoas que buscam crédito. No seu tempo livre gosta de ir à praia, visitar cafés bonitos e inventar moda com crochê e tricô.

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